Montfort Associação Cultural

24 de novembro de 2013

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Último Domingo depois de Pentecostes: Liturgia Tridentina

Fonte: Missa Tridentina na Paróquia São Sebastião, Campo Grande

24º E ÚLTIMO DOMINGO APÓS PENTECOSTES

2ª Classe – Paramentos Verdes 
Para ler/baixar o Próprio completo da Missa do domingo, clique aqui.

A Destruição do Templo em Jerusalém. Óleo sobre tela por 
Nicolas Poussin (1867), Museu Kunsthistorisches, Viena/Áustria.
Santos do dia: São João da Cruz (m. 1591), São Crisógono (m. séc. III-IV).
Epístola de São Paulo Apóstolo aos Colossenses 1, 9-14.
Irmãos: Não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da vontade de Deus, em toda a sabedoria e inteligência espiritual: Levareis assim uma vida digna de Deus, agradecendo-lhe em tudo, frutificando em toda a sorte de boas obras, e crescendo no conhecimento de Deus. Fortificados, de todas as maneiras, segundo a medida do seu glorioso poder, mostrareis uma paciência e longanimidade a toda a prova e de rosto alegre, agradecendo a Deus Pai o ter-nos feito dignos de participar da luminosa herança dos santos; o ter-nos arrancado ao poder das trevas, e o ter-nos transferido para o reino de seu Filho estremecido, em Quem temos, pelo seu sangue, a redenção e o perdão dos pecados.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 24, 15-35.
Naquele tempo: Disse Jesus aos seus discípulos: “Quando virdes, instalado no Lugar Santo – quem lê, que entenda… – aquela trágica abominação profetizada por Daniel, então quem se encontrar na Judeia fuja para as montanhas; quem estiver no terraço, não desça a tomar qualquer coisa da casa; quem se achar no campo, não volte atrás para apanhar o manto. Pior ainda para as que andarem grávidas e tiverem crianças de peito nesses dias! Pedi para não terdes que fugir no inverno, ou em dia de sábado! Com efeito, haverá, então, uma grande tribulação, tal como não houve desde o princípio do mundo, nem voltará a haver! A tal ponto que, se estes dias não fossem abreviados, não escaparia criatura alguma! Serão, todavia, abreviados, em atenção aos escolhidos. Se então vos disserem “Aqui está o Messias” ou “Ei-lo acolá”, não acrediteis. Porque hão de aparecer falsos messias e falsos profetas; e hão de fazer tais milagres e prodígios, que, se isso fosse possível, até arrastariam ao engano os próprios escolhidos. Ficai prevenidos. Se, portanto, vos disserem “Está no deserto!”, não saiais; (se vos disserem) “Está escondido!”, não acrediteis. Com efeito, como o raio sai do Oriente e brilha até o Ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem! Onde estiver o cadáver, aí se juntarão os milhafres [n.d.r.: um tipo de aves de rapina]… Imediatamente após a tribulação desses dias, o sol escurecer-se-á; a lua deixará de brilhar; os astros tombarão do céu, e as forças cósmicas serão abaladas! Aparecerá, então, no céu, o sinal do Filho do homem, começando a se lamentar todos os povos da terra ao fitarem o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e majestade grandiosos. Enviará, então, os seus anjos, ao som clamoroso de trombetas, e eles juntarão todos os escolhidos, a partir de todos os quadrantes da terra, duma extremidade à outra do horizonte. Tirai a lição do que se passa com a figueira: quando os ramos se lhe tornam tenros, e lhe apontam as folhas, já se sabe que está perto o verão. Assim vós, quando virdes tudo isto, já ficais sabendo que esse acontecimento já está próximo como se estivesse às vossas portas. Afirmo-vos solenemente que esta geração não morrerá sem que tudo isto se tenha dado. O Céu e a Terra passarão, mas as minhas palavras não passarão”.
Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).
Comentário ao Evangelho do dia:
São Pascácio Radberto (ignor. – aprox. 849), monge beneditino
Comentário sobre o Evangelho de Mateus, 11, 24 (disponível no site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum).
“Tende cuidado e vigiai: porque não sabeis quando virá o tempo”
É preciso termos sempre em consideração uma dupla vinda de Cristo: uma, quando Ele vier e nós tivermos de prestar contas de tudo o que tivermos feito; a outra, quotidiana, quando Ele visita sem cessar a nossa consciência e vem a nós a fim de nos encontrar prontos por ocasião da sua vinda definitiva. Com efeito, para que me serve conhecer o dia do juízo, se estou consciente de tantos pecados? Saber que o Senhor vem, se Ele não vier primeiro ao meu coração, se não entrar no meu espírito, se Cristo não viver e não falar em mim?
Então sim, é bom que Cristo venha se, antes que tudo, Ele vive em mim e eu nele. Para mim, é como se a segunda vinda se tivesse já realizado, uma vez que o desaparecimento do mundo já ocorreu em mim, porque de certa forma posso dizer: “O mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Gal 6, 14).
Refleti também sobre esta palavra de Jesus: “Muitos virão em meu nome” (Mt 24, 5). Só o Anticristo se apodera deste nome, ainda que isso seja para nos enganar… Em nenhuma passagem da Escritura encontrareis que o Senhor tenha declarado: “Eu sou Cristo”. Porque lhe bastava mostrar que o era, pelos seus ensinamentos e pelos seus milagres, uma vez que o Pai agia com Ele. O ensino da sua palavra e o seu poder gritavam: “Eu sou Cristo”, com mais força do que milhares de vozes teriam gritado. Portanto, não sei se podereis achar que Ele o tenha dito em palavras, mas mostrou-o “cumprindo as obras do Pai” (Jo 5,36) e ministrando um ensino impregnado de piedade filial. Os falsos messias, que são disso desprovidos, só podem usar os seus discursos para suportar as suas pretensões enganadoras.

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