Montfort Associação Cultural

28 de janeiro de 2016

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Tribunal americano inocenta Planned Parenthood por tráfico de fetos abortados… E move processo para prender denunciantes!

Justiça iníqua isenta de crime a venda de órgãos “extraídos” seletivamente em abortos. E quer punir uso de documentos falsos na investigação com vinte anos de prisão!

Jovem que denunciou tráfico de bebés abortados poderá ser preso

Fonte: Senza Pagare
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
David Daleiden, o jovem que denunciou o tráfico corpos de bebés abortados na Planned Parenthood, foi acusado por um tribunal americano de tentativa de compra de órgãos humanos e corre o risco de ser condenado a 20 anos de prisão.
Este corajoso rapaz fingiu estar interessado na compra de bebés abortados e abordou altos responsáveis da Planned Parenthood, que se mostraram totalmente disponíveis para o negócio, revelando que é uma prática comum naquela organização.
Todos os vídeos, alguns deles censurados por tribunais americanos, foram filmados com uma câmara oculta da organização não-lucrativa Center for Medical Progress.
No primeiro deles, a Drª. Deborah Nucatola, directora dos serviços médicos da Planned Parenthood, descreveu como vendem as várias partes do corpo dos bebés abortados. A médica explica como os abortos são feitos de forma cuidadosa, de modo a não danificar as partes do corpos dos bebés que valem mais no mercado.
A reportagem sobre este vídeo pode ser vista aqui: Planned Parenthood Uses Partial-Birth Abortions to Sell Baby Parts
A Planned Parenthood, que entretanto não foi acusada de nenhum crime,  é subsidiada pelo Governo Americano para “ajudar” as mulheres. Cerca de 95% dos seus serviços resumem-se a fazer abortos, cerca de 350 mil por ano. Neste negócio, a Planned Parenthood no último ano teve um lucro de 127 milhões de dólares. Recentemente, o Presidente Barack Obama mostrou o seu apoio incondicional a esta organização.
João Silveira

Júri investigador acusa ativistas antiaborto nos EUA

 Fonte: Exame, autoria AFP
26/01/2016

Um júri investigador do Texas que analisava acusações de que uma clínica americana de abortos vendia órgãos de fetos a eximiu de qualquer crime e indiciou, por sua vez, dois militantes anti-aborto que a filmaram secretamente.

O “grande júri” eximiu de qualquer crime a organização Planned Parenthood, uma rede de alcance nacional que fornece serviços de saúde às mulheres.

Pelo contrário, o júri acusou David Daleiden e Sandra Merritt, membros do grupo anti-aborto Center for Medical Progress, por manipularem documentos oficiais, crime que pode gerar até 20 anos de prisão. (Mais detalhes em Boomeranged)

Acusação é por uso de documentos falsos, a pena pode ser de vinte anos

O direito ao aborto é um tema polêmico e de alcance político nos Estados Unidos, especialmente em um ano de eleições presidenciais, embora há anos as pesquisas mostrem que a maioria da população apoia o aborto, que é legal.

O veredicto do grande júri (encarregado de avaliar preliminarmente as provas para decidir se há elementos para que um processo avance) significa que Daleiden e Merritt deverão ser julgados.

 

Quem é David Daleiden?

Fonte: Senza Pagare,  autoria Zenit

13/08/2015

David Daleiden, que fingiu ser comprador de fetos, permaneceu durante dois anos na grande indústria do aborto e assistiu as práticas macabras. Tudo isso por “vocação” …

Partes do corpo de fetos abortados vendidas como se fossem mercadoria. Há um mês desde que saiu o primeiro vídeo que incriminou a maior provedora de aborto dos Estados Unidos – a Planned Parenthood – o escândalo já é agora de domínio público no mundo inteiro. E o crédito por expor essa realidade terrível, é do jovem de 26 anos, David Daleiden.

 

Pertencente à ONG Center for Medical Progress, este jovem se armou com uma câmera e por dois anos e meio filmou os bastidores da Planned Parenthood. A sua pesquisa jornalística, que chamou de “Capital Humano”, produziu 12 vídeos. Até agora foram divulgados 5 porque os outros receberam uma proibição judicial a pedido de uma outra empresa envolvida, a StemExpress, sociedade californiana que fornece tecido fetal aos pesquisadores.

 

Entrevistado pelo jornal National Catholic Register, Daleiden falou sobre sua iniciativa e sua fé católica. Confidenciou que a sua fé foi surgindo gradualmente através do trabalho em favor da vida que desempenha no Center for Medical Progress. O jovem explicou que ele mesmo é “filho de uma gravidez difícil”: sua mãe ficou grávida, ainda solteira, durante o primeiro ano da faculdade. O matrimônio entre os seus pais aconteceu quando ele tinha nascido. Ele se considera um “sobrevivente do aborto”, como de fato – continua – são todos os americanos “nascidos depois de 1973”, ano em que o aborto foi descriminalizado nos Estados Unidos.

 

Teria sido, talvez, por causa desta experiência de dificuldade da mãe durante a gravidez que, de fato, Daleiden decidiu iniciar sua militância entre os grupos pró-vida quando ainda era muito jovem, quase quinze anos. Continuou por anos a conjugar a atividade escolástica com aquela a favor dos nascituros, até amadurecer a consciência, juntamente com a maturidade religiosa, que esta sua atitude fosse uma vocação. “Tinha uma paixão pela atividade pró-vida, e logo ficou claro que isso era o que Deus queria que fizesse”, declara.

 

Falando do seu jornalismo investigativo, Daleiden afirma que ter entrado no coração da indústria do aborto e ter assistido a tais operações, “foi a coisa mais difícil” que teve que suportar. O seu testemunho contradiz aqueles que acreditam que alguns lugares são inacessíveis para a maioria. “Falamos as ‘palavras mágicas’, ou seja, que queríamos comprar algumas partes de fetos – explica – , e assim tivemos acesso aos mais altos níveis da Planned Parenthood”.

 

Daleiden ficou surpreso com a atitude dos médicos que realizam estas operações. Ele explicou que vivem uma situação “conflitiva”, procuram “racionalizar” o trabalho que realizam para exorcizar “a dor e o remorso que, na verdade, sentem”. Falou que um dos médicos com o qual conversou, tinha os “olhos molhados” enquanto falava os detalhes do procedimento para a remoção por aspiração das partes do corpo dos fetos.

 

Um movimento de repulsa por uma atividade que evidentemente afeta a consciência humana, mas que prestigiosas empresas realizam normalmente. Daleiden move a este respeito uma chocante acusação. Afirma que um dos principais executivos de uma empresa envolvida no escândalo lhe revelou em uma conversa que tinha recebido fetos “totalmente intactos”.

 

E considerando que os meios químicos utilizados para o aborto matam as células e fazem o feto inutilizável, o jovem pró-vida acredita que esses não eram fetos, mas crianças entregues vivas e assassinadas para comercializar os órgãos. “A maneira pela qual as crianças são mortas é uma questão jurídica, estamos falando de infanticídio: a delação é utilizada para cobrir as provas de uma atividade criminosa”. Com estas palavras Daleiden comenta a ação legal que ele moveu contra a sociedade que menciona.

 

Que a sua investigação tenha irritado alguém de cima é evidenciado pelas ameaças que constantemente está recebendo, com muitos avisos de perseguição. No entanto, Daleiden está pronto para continuar o seu compromisso a favor da vida. O medo pelas ameaças é compensado pelo apoio e admiração de muitos cidadãos americanos: se, até recentemente, acreditavam na propaganda da Planned Parenthood, depois de terem visto estes vídeos pedem às instituições intervenção para deter essa carnificina.

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