Montfort Associação Cultural

14 de dezembro de 2012

Download PDF

Terceiro Domingo do Advento: Leituras e Comentário ao Evangelho

 

Domingo, 16/12/2012: Leituras e Comentário ao Evangelho

Fonte:
Missa Tridentina na Paróquia São Sebastião

3º DOMINGO DO ADVENTO

1ª Classe – Paramentos Róseos ou Roxos

Epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses 4, 4-7.

Irmãos: alegrai-vos sempre no Senhor, repito, alegrai-vos. Seja conhecida de todos os homens a vossa mansidão. O Senhor está perto. Não vos inquieteis por coisa alguma, mas, em todas as circunstâncias apresentai os vossos pedidos diante de Deus com muita oração e preces e com ação de graças. A paz de Deus, que sobrepuja todo o entendimento, guarde vossos corações e vossos pensamentos em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 1, 19-28.

Naquele tempo: Os judeus de Jerusalém enviaram a João sacerdotes e levitas para perguntar-lhe: “Quem és tu?” Ele fez esta declaração, que confirmou sem hesitar: “Eu não sou o Cristo”. “Pois então quem és, perguntaram-lhe eles. És tu Elias?” Disse ele: “Não o sou”. “És tu o Profeta?” Ele respondeu: “Não”. Perguntaram-lhe de novo: “Dize-nos, afinal quem és, para que possamos dar uma resposta aos que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo?” Ele respondeu: “Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como o disse o profeta Isaias”. (Os emissários eram fariseus). Continuaram a perguntar-lhe: “Como, pois, batizas se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o Profeta?”. João respondeu: “Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. Esse é quem virá depois de mim. Eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado”. Esse diálogo se passou em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.

 

Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB,  Abadia de Santo André – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 .

 

Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (África do Norte) e doutor da Igreja
Sermões sobre o Evangelho de São João, n.º 2, parágrafos 5 a 7 (texto em português
)

 

“Ele veio para dar testemunho da Luz”

Como é que Cristo veio? Apareceu como homem. Porque Ele era homem quase ao ponto de Deus estar escondido nele, foi enviado à sua frente um homem notável, para obrigar a reconhecer que Ele, Cristo, era mais do que um homem… Quem era ele, esse que, assim, devia dar testemunho da Luz? Um ser notável, este João, um homem de um alto mérito, de uma graça eminente, de uma grande elevação. Admira-o, mas como se admira uma montanha: a montanha fica nas trevas até que a luz venha envolvê-la: “este homem não era a Luz”. Não tomes a montanha pela luz; não vás quebrar-te contra ela, muito longe de aí encontrares socorro.

E o que devemos, então, admirar? A montanha, mas como montanha. Eleva-te até àquele que ilumina esta montanha que se ergueu para ser a primeira a receber os raios do sol, a fim de os reenviar para os teus olhos… Dos nossos olhos se diz também que são luz; e contudo, se não se acender a lâmpada à noite, ou o sol não nascer durante o dia, os nossos olhos abrem-se em vão. João foi também trevas antes de ser iluminado; só se tornou luz por essa iluminação. Se não tivesse recebido os raios da Luz, teria ficado nas trevas como os outros.

E a própria luz, onde está ela? “A Luz verdadeira que ilumina cada homem ao vir a este mundo”? (Jo 1,9). Se ilumina cada homem, iluminava também João, através de quem se queria manifestar… Vinha para inteligências enfermas, para corações feridos, para almas com olhos doentes…, gente incapaz de O ver diretamente. Ela cobriu João com os seus raios. Proclamando que ele próprio fora iluminado, João deu a conhecer Aquele que ilumina, Aquele que aclara, Aquele que é a fonte de todos os dons.


Para comentar esta publicação

O site Montfort não permite a inclusão de comentarios diretamente em suas publicacões.

Para enviar comentários, sanar dúvidas, obter informações, ou entrar em debate conosco, envie-nos sua carta.

Saiba mais