Montfort Associação Cultural

2 de março de 2013

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Terceiro Domingo da Quaresma – Liturgia Tridentina e Comentário ao Evangelho

Fonte:

 Missal Quotidiano Latim-Português,

D. Beda Keckeisen, 1947, pp. 237 a 244

Obras Raras do Catolicismo

Comentário ao Evangelho :

Paróquia São Sebastião, Campo Grande

Comentário do dia: 
Santo Irineu de Lyon (aprox. 130 – 208), bispo, teólogo e mártir
Contra as heresias, V, 5, 2 (extraído do site da Diocese de Cruzeiro do Sul/AC)
“Mas se é pelo Espírito de Deus que expulso os demônios, quer dizer, então, que chegou até vós o Reino de Deus”
Henoc, por ter andado na presença de Deus, foi transferido para o céu no seu corpo, prefigurando assim a transferência dos justos. Também Elias foi elevado tal como se encontrava na substância da sua carne formada (2Rs 2, 11), profetizando desse modo o levantamento dos homens espirituais. Os seus corpos não puseram nenhum obstáculo a esta transferência e a este levantamento: foi pelas mesmas mãos pelas quais eles foram formados no princípio (Gn 2, 7) que foram transferidos e elevados. Porque, em Adão, as mãos de Deus acostumaram-se a dirigir, a reter e a levar a obra formada por elas, a transportá-la a colocá-la onde queriam. Onde foi pois colocado o primeiro homem? No paraíso, sem dúvida, segundo o que diz a Escritura: “E Deus plantou um jardim no Éden, ao oriente, e nele colocou o homem que havia formado” (Gn 2, 8). E foi de lá que ele foi expulso para este mundo, por ter desobedecido…
Alguém acredita que é impossível que os homens permaneçam vivos tanto tempo como os primeiros patriarcas? Alguém acredita que Elias não foi elevado na sua carne, mas que o seu corpo foi destruído no carro de fogo? Ele julga que Jonas, depois de ter sido precipitado no fundo do mar e ter sido engolido por um peixe, foi lançado são e salvo no rio por ordem de Deus. Ananias, Azarias e Misael, lançados numa fornalha ardente, não sofreram nenhum mal e nem mesmo o cheiro do fogo ficou neles (Dn 3, 50). Se a mão de Deus os assistiu e realizou neles coisas extraordinárias e impossíveis à natureza humana, que há de extraordinário se, naqueles que foram transferidos, esta mesma mão também realizou uma coisa extraordinária, executando a vontade do Pai? Ora esta Mão é o Filho de Deus (cf Dn 3, 25).

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