Montfort Associação Cultural

20 de abril de 2013

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Terceiro domingo após a Páscoa: Liturgia e comentários

 Fonte: Missa Tridentina na Paróquia São Sebastião, Campo Grande

 

3º DOMINGO APÓS A PÁSCOA
2ª Classe – Paramentos Brancos
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Ainda um pouco de tempo e não me vereis (…)” (Jo 16, 16a)
Os Apóstolos esboçam perplexidade com a afirmação de Jesus. 
Ilustração por René de Cramer.
Santo do diaSanto Anselmo de Cantuária, bispo, confessor e doutor da Igreja (m. 1109)
Epístola 1ª de São Pedro Apóstolo 2, 11-19.
Caríssimos: Exorto-vos a que, como estrangeiros e viandantes, vos abstenhais dos desejos da carne, que lutam contra a alma, tendo um bom procedimento entre os gentios, para que, mesmo quando vos caluniam de malfeitores, glorifiquem a Deus, no dia de sua visita, ao verem as vossas boas obras. Sede, pois, submissos, por amor de Deus, a todo o poder humano, – quer ao rei, como a soberano; quer aos governantes, como enviados por Ele para castigo dos malfeitores, e louvor das pessoas de bem. Porque a vontade de Deus é que fecheis a boca aos insensatos que vos desprezam, fazendo o bem, procedendo como homens livres, e não como pessoas que se servem da liberdade como de um véu para encobrir a malícia; mas sim como servos de Deus. Respeitai a todos, amai os irmãos, temei a Deus, honrai o rei. Servos: sede obedientes, respeitando-os em tudo, aos vossos senhores, não só aos que são bons e compreensivos, mas também aos que são impertinentes. Isto é agradável a Deus, em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 16, 16-22.
Naquele tempo: disse Jesus aos seus discípulos: “Ainda um pouco, e já Me não vereis; outra vez um pouco, e ver-Me-eis, porque vou para o Pai.” Disseram, então, entre si, alguns dos seus discípulos: “Que é isto, que Ele nos diz: Ainda um pouco, e já Me não vereis; outra vez um pouco, e ver-Me-eis, porque vou para o Pai?” Diziam, pois: “Que é isto que Ele diz: Ainda um pouco? Não sabemos o que Ele quer dizer!” Jesus, vendo que O queriam interrogar, disse-lhes: “Perguntai-vos uns aos outros porque é que Eu disse: Ainda um pouco, e já Me não vereis; outra vez um pouco, e ver-Me-eis. Em verdade, em verdade vos digo: Vós haveis de chorar e queixar-vos e o mundo há de alegrar-se; haveis de encher-vos de tristeza, mas a vossa tristeza há de converter-se em alegria. A mulher, quando dá à luz, está triste, porque chegou a sua hora; quando, porém, a criança nasceu, esquece-se dos sofrimentos com a alegria de ter nascido um homem no mundo! Também vós, de fato, estais agora tristes: mas eu voltarei a ver-vos, e o vosso coração encher-se-á de alegria; e esta vossa alegria ninguém vo-la poderá tirar!”
Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (África do Norte) e doutor da Igreja
Sermões sobre São João, nº 101 (extraído do site da Diocese de Cruzeiro do Sul/AC; acesso em 15/04/2013 às 10:58h).
“Ninguém tirará a vossa alegria”
Estas palavras do Salvador: “Eu vos verei de novo e o vosso coração alegrar-se-á e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria” não devem ser reportadas a esse tempo em que, após a ressurreição, ele se mostrou aos seus discípulos na sua carne e lhes disse para o tocarem, mas a este outro tempo do qual ele já dissera: “Aquele que me ama, meu Pai o amará e eu me manifestarei a ele” (Jo 14, 21). Esta visão não é para esta vida, mas para a do mundo que virá. Ela não é para um tempo, mas não terá fim. “A vida eterna consiste nisto: que Te conheçam a Ti, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo 17, 3). Desta visão e conhecimento, o apóstolo Paulo disse: “Hoje vemos como por um espelho, de maneira confusa, mas então veremos face a face. Hoje conheço de maneira imperfeita: então, conhecerei exatamente, como também sou conhecido” (1 Cor 13, 12).
Este fruto do seu trabalho, a Igreja o produz agora no desejo, então ela o produzirá na visão; agora ela o produz na dor, então ela o produzirá na alegria; agora ela o produz na súplica, então ela o produzirá no louvor. Este fruto não terá fim, porque só o infinito nos será cumulado. É o que fazia Filipe dizer: “Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta” (Jo 14, 8).

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