Montfort Associação Cultural

25 de abril de 2005

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Teólogos não católicos

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Luiz Ribeiro
  • Localizaçao: São Paulo – SP – Brasil
  • Escolaridade: Superior concluído
  • Religião: Católica

Caros senhores (principalmete Sr. Orlando)

Viva o Papa!

Com essa saudação, iniciamos outro tempo papal.

Gostaria de comentar alguns assuntos que achei muito interessantes e, com isso, tirar algumas dúvidas.

A Igreja é muito rica em doutores em teologia. Teólogos brilhantes como Santo Agostinho e São Tomas de Aquino eram, desde sempre, defensores da reta fé cristã.
Agora, com Bento XVI, mais uma vez, sinto que a divina providência nos agraciou com um pastor que é possuidor de profundo conhecimento teológico, ou, como cansei de ler e ouvir em jornais e entrevistas, que “Bento XVI é, antes de tudo, um teólogo brilhante”.

Minhas 2 dúvidas são:

1) Existem, ou já existiram, teólogos, profundos conhecedores da fé cristã, que não fossem católicos? Se existiram, eles se converteram ao catolicismo (o que, para mim, seria o caminho natural)?

2) Se até mesmo a midia e muitos teólogos dizem que Bento XVI é um teólogo brilhante, como eles podem dizer que o papa é conservador por demais? Será que o papa, por mais liberal que fosse, poderia aceitar, por exemplo, casamentos homossexuais e outras coisas sabidamente contrárias à fé cristã?

Para terminar, gostaria de comentar que é uma honra ter, como pastor, um profundo conhecedor da doutrina cristã como Bento XVI, alguém que só mesmo no catolicismo poderíamos verificar; e que, após sua eleição, pude entender completamente porque vocês da Montfort defendem com tanto fervor nossa fé. Afinal, assim como vocês e o papa, quanto mais nos aprofundamos no conhecimento da Santa Tradição e da Sagraga Escritura, mais católicos ficamos e mais certeza temos que fazemos parte da única verdade – A Verdade Cristã.

Parabéns a todos nós.

Em Tempo: Em minha opinião, o Espirito Santo tratou de não deixar com que os cardeiais escolhessem “papáveis” com perfil liberal demais.

Muito prezado Luiz,
Salve Maria!
 
    Também nós da Montfort nos congratulamos como você, e com você, pela eleição do Cardeal Ratzinger, agora Bento XVI. 
    Concordo também que uma das razões primeiras dessa alegria foi a da não eleição de Cardeais modernistas declarados como os Cardeais Martini, Kasper, Lehman, ou Tettamanzi.
    A imprensa –sempre anti católica e sempre pró modernismo extremado — para sabotar a eleição de Ratzinger, apresentou até o Cardeal Maradiaga como um possível papabile. Ora, esse Cardeal demonstrou sua “alta” qualificação teológica para o papado ao declarar-se fã do jazz e da bossa nova… Claro que com tal saber teológico não podia ser eleito.
    Li alguns livros de Ratzinger. Livros de várias épocas distintas que demonstram mudanças profundas no pensamento dele.

    Evidentemente é uma pessoa dotada de grande capacidade intelectual. Quanto a ser brilhante, não sei se lhe cabe esse adjetivo, pois por vezes ele é bem pouco claro ao expor o seu pensamento. E a primeira exigência pra ser brilhante é ser claro. Ninguém pode ser brilhante, sendo obscuro na maneira de expressar-se.
    Graças a Deus, os pronunciamentos de Ratzinger nos últimos anos, e principalmente nas vésperas do Conclave, foram se tornando cada vez mais claros.
    Mais do que um Papa “brilhante”, porém, o que importa é que Deus conceda à Igreja um Papa santo que queira fazer a vontade de Deus, retirando Prelados e fiéis do estado de incerteza que o Vaticano II produziu. Essa incerteza e essa divisão são típicas de nosso tempo. Ratzinger no pronunciamento que fez na Missa Pro Eligendo Pontifice declarou que o relativismo constituiu uma verdadeira tirania sobre nossa época, e que é preciso vencer esse relativismo que torna tudo indiferente. Ele declarou que Deus coloca um limite ao mal.
    Você me pergunta se existiram teólogos brilhantes que não fossem católicos.
    Ora, um homem, enquanto pensador, pode ter dois brilhos distintos:
 
1o - o brilho da verdade católica
2o – o brilho do talento natural.
 
    É evidente que pode haver — e que existiram realmente pensadores de grande talento que não foram católicos.
    Mas como o brilho da verdade é superior ao da inteligência natural, teólogos verdadeiramente brilhantes só podem existir na Igreja Católica.
    Aliás, você mesmo chegou a esta conclusão de que só na Igreja Católica se podem encontrar teólogos verdadeira e sobrenaturalmente brilhantes, pela posse da verdade afirmando, no final de sua carta: “alguém que só mesmo
no catolicismo poderíamos verificar
“.
    Um grande abraço e rezemos pelo Papa, para que nele brilhe a verdade católica mais do que seu talento natural.
    Para que ele seja santo.
    É nesse sentido que clamo com toda a esperança a Deus: Viva o Papa !
    Viva pela chama da verdade e da santidade. Viva o Papa!
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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