Montfort Associação Cultural

26 de janeiro de 2005

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“Tempo de Paz”

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Pe. Lopes Fonseca
  • Idade: 27
  • Localizaçao: – Brasil
  • Escolaridade: Pós-graduação em andamento
  • Profissão: sacerdote
  • Religião: Católica

Tomei conhecimento da existencia deste site a partir de uma leiga que manifestou sua preocupaçao em relaçao às criticas feitas por u certo professor Orlando a pessoas conhecidas na Igreja. Ela citava Pe. Jonas Abib.

como prometi que acessaria para lha dar uma opiniao, o fiz! esperavca uma critica equilibrada ao Pe. Jonas, pois tambem sou um tanto critico, porèm nem mesmo consegui encontrar o artigo que se referia ao referido Padre, mas me causou enorme surpresa os comentarios feitos a outras pessoas, e especialmente ao Conc. Vat.II, tratado como trevas! Para ser honesto nao li nenhum artigo completo, contudo a primeira impressao è de uma pessoa que tenta chamar a atençao com polemicas inùteis, e se esquece que repudiar  um concilio è muito grave! nao desejo entrar na polemica, sò quero exprimir minha preocupaçao, com um uso de um meio de comunicaçao, pera provocar confusao na mente das pessoas que nao tem uma base madura na formaòao teologica. Nao quero discutir verdades com uma pessoa que afirma os erros de todos e que parece dizer que todos estao errados!

     Na verdade tudo isto nao defede em nada a fè Catòlica, ao contrario, sò aumenta a divisao! Precisamos de paz, nao de divisao!Quem pensa em defender a fè com estes mètodos, na verdade està prejudicando a fè catòlica!

        Pe. Lopes

Reverendo Padre Lopes, salve Maria!

Quem lhe escreve é “um certo Professor Orlando”.

Vejo que o senhor, mandando-me uma mensagem intitulada “Tempo de Paz”, me declara guerra.

Tomo nota de alguns pontos dessa sua carta:    

1– O senhor confessa que não leu nenhum artigo meu completo: “Para ser honesto não li nenhum artigo completo” 

2 — Apesar disso, o senhor conclui a meu respeito,  que “a primeira impressão [sua a meu respeito] é de uma pessoa que tenta chamar a atenção com polêmicas inúteis”.    
 
3 — Afirma, a seguir, que esqueço que “repudiar  um concilio é muito grave!”.    
 
4 — Prudentemente, o senhor se apressa a declarar- depois de me atacar — que não quer debater: ” não desejo entrar na polêmica”    
 
5 — Imediatamente, porém, me atira uma pedrada ao dizer-me: “só quero exprimir minha preocupação, com um uso de um meio de comunicação, para provocar confusão na mente das pessoas que não têm uma base madura na formação teológica”.

6 – E, de novo, depois de me acusar sem me ter lido completamente, se retira… prudentemente:“Não quero discutir verdades com uma pessoa que afirma os erros de todos e que parece dizer que todos estão errados!”.      

Padre, permita-me dizer-lhe — já que o senhor me atacou — que tenho direito a uma defesa à altura de seu ataque, e com as armas que o senhor usou. Menos a má vontade e o insulto. Não é correto dizer que uma pessoa — mesmo que seja “um certo Professor Orlando” — escreve para provocar confusão, sem ter lido completamente nem sequer um artigo que ela escreveu.

Quando digo que não é correto fazer isso, fui bem comedido no adjetivo, em atenção a seu caráter sacerdotal.

Se o senhor é contra polêmicas inúteis, e se não quer polemizar, por que me agrediu doutrinariamente (além de te-lo feito pessoalmente)?

O senhor afirma que repudiar um Concílio é “muito grave”.  Sem dúvida, Padre, isso é muito grave, mesmo.

Mas muito “mais grave” é o fato de um Concílio dever ser repudiado em suas doutrinas modernistas, condenadas por São Pio X, as quais foram ensinadas pelo Vaticano II, segundo confessou Jean Guitton, amigo de Paulo VI, e defensor desse Concílio.

Repudiar um Concílio é “muito grave” mesmo, repito. Por isso lhe pergunto: o senhor aceita ou repudia o Concílio de Trento, que foi um Concílio dogmático e infalível, que ninguém pode repudiar sem cair em heresia, e sair da Igreja?

Eu não aceito o Vaticano II como Concílio infalível, porque ele não foi um Concílio infalível. O Vaticano II, como Concílio pastoral, não exige um acatamento como um Concílio dogmático e infalível. Ele foi um Concílio pastoral, que nada ensinou dogmaticamente, como o declarou o próprio Papa Paulo VI.

Ou o senhor nega isso?

Provavelmente o senhor não me responderá, porque não quer entrar em “polêmicas inúteis”, nem quer “discutir verdades”. Mas então o que visou o senhor, padre, me atacando?

Se um leigo me dissesse isso, eu lhe perguntaria– coisa que por respeito a um sacerdote não lhe digo –se o senhor não quer discutir verdades, de que quer o senhor tratar: quer tratar de mentiras? Quer apenas atacar-me com…acusações genéricas, sem provas, e sem ter-me lido, nem mesmo um só artigo, completamente?

Sobre o Concílio, escrevi um longo trabalho (http://www.montfort.org.br/cadernos/vaticano2a.html), respondendo a uma carta do Instituto Paulo VI de Brescia, provando o fundo gnóstico de algumas teses do Vaticano II e da Nova Teologia Modernista que o inspirou.

Se o senhor quiser, refute o que escrevi, à vontade. Mas não venha dizer– para impressionar o seu público, constituído nem que seja apenas pela mocinha que suplicou sua sapiente intervenção contra “um certo Professor Orlando” – que o que afirmo do Concílio Vaticano II é “muito grave”. Preferiria o senhor que eu escrevesse algo que não fosse grave, sobre um tema tão grave?

Essa sua afirmação é muito vaga, e não vale nada como argumento. O senhor precisaria provar que é ilícito não aceitar o Vaticano II, e teria que provar que Jean Guitton, amigo de Paulo VI,  mentiu, quando afirmou que o Vaticano II aprovou as teses modernistas condenadas por São Pio X. E desde já o previno, Padre, que há outros que afirmam e reconhecem a mesma coisa.

O senhor afirma que prejudico a Fé Católica com o método que uso.

Isso é falso, Padre.

As dezenas de milhares de leitores do site Montfort, as numerosas conversões que ele tem obtido, graças a Deus, e atrevo-me a dizer, o ódio que o site Montfort desperta nos ateus, nos hereges e mesmo em modernistas infiltrados na Igreja, assim como o silêncio encabulado e indigesto de outros que odeiam a verdade mas não ousam sair a campo aberto para defender a mentira, comprovam que o site Montfort tem contribuído eficazmente para a defesa da Fé.

O senhor me dirá que trago a luta, a divisão – a espada da divisão — com minhas polêmicas e meu estilo.

Aceito bem honrado essas acusações, porque foi exatamente isso que Cristo disse vir trazer à terra:    

Não julgeis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas a espada. Porque vim separar o filho de seu pai, e a filha de sua mãe, e a nora de sua sogra” (Mt, 34).

Padre, que paz o senhor veio trazer?

Pode ser que o senhor condene especialmente meu estilo desafiador e fogoso. Mas também disto estou contente, porque Nosso Senhor disse que veio trazer o fogo à terra, e para que ele ardesse (Cfr.Luc. XII, 49). Porque, quando os que deviam ser sal da terra e luz do mundo se recusam a salgar e fazer arder o fogo da Fé, e só falam de paz, recusando discutir verdades, deve-se lhes lembrar que Deus, pela boca do Profeta, já condenara os que só falam: “Pax! Pax! Et non est pax!” (Jer. VI, 14).

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli.

Replica

Prof. Orlando Fedeli (embora nao muito fedeli) Nao costumo dar muita atençao a assuntos polemicos referentes à fè da Igreja catolica, mas devo dizer que no seu caso fiquei muito curioso, nao tanto pela qualidade dos argumentos, mas pelas cotradiçoes! Nunca pensei em encontrar em uma Pessoas sò tantas opinioes divergentes, que para mim sao incociliàveis: Defenta o papado, mas critica fortemente o Papa; è capaz de ser contra a RCC e à Teologia da Libertaçao; opoe-se ao “modernismo” e ao mesmo tempo à TFP; é contra Marcelo Barros e Don Estevao Bettencourt; defende a hierarquia da Igreja e critica (chama de trevas) o Concilio Vat II, feito pela Hirarquia legitimamente reunida (todos os bispos da Igreja); Defende o latim e escreve todos os artigos em portugues (porque nao em latim, tem medo que nao seja compreendido? se è assim porque a Igreja deveria celebrar em latim? para que ninguem entendesse o que celebrava? ou pq nao continua celebrando em hebraico, ou aramaico, ou grego? Algum apostolo falava latim para celebrar em Latim?). Embora vc use a saudaçao comum na Legiao de Maria, espero que nao seja legionario pq isto seria mais uma grande contradiçao! Minha curiosidade è saber um pouco quem è Sr, o que faz, em que è professor (duvido que seja em teologia ou filosofia)? O que faz na Igreja(Alèm de criticar todo mundo)? se o Sr, me considerar digno de seu preciosissimo tempo e me responder ficaria muito grato, como motivaçao posso dizer que dediquei meu tambèm preciosissimo tempo de estudo de teologia Dogmatica em meu mestrado na Universidade (X), em (Y), para ver seu site e ler algumas linhas de seus artigos (quase tudo heresia) e para escrever este e-mail. Espero sua resposta!

Muito reverendo Padre Lopes, salve Maria!

Respondo esta sua segunda carta, na qual o senhor se mostra ainda mais agressivo que na primeira, e, de novo, faz acusações sem provas e incoerentes.

Ainda bem que o senhor começou intitulando sua primeira carta de “Tempo de Paz”.

Que seria se sua carta tivesse tido o título inicial de Tempo de guerra?

O senhor acertou: não sou professor de Filosofia e nem de Teologia. Sou apenas um simples professor de História, que lecionou, quase toda a vida, no ensino secundário.

E o senhor, humildemente, se apressa em avisar que o senhor, sim, é Mestre em Teologia.

E pela Universidade (X)!

Em (Y)!

É um lindo título. E é uma grande honra que lhe cabe. Mas que traz grande responsabilidade.

Normalmente se deve crer que o senhor tenha não apenas esse título, não só esses louros, mas também o saber correspondente.

Contudo, para ajudá-lo a não cair em tentação de orgulho, coisa que nem de longe se percebe em suas missivas, lembro-lhe — só lhe lembro, porque o senhor deve conhecê-la muito bem — a frase de Nosso Senhor Jesus Cristo:

“Vos autem, nolite vocari magister” (Mt. XXIII, 8). (“Vós, porém, não queirais ser chamados de mestres”).

Traduzi corretamente, padre?

E, para matar a sua curiosidade a respeito de minha pessoa, que é a de um professor sem importância, informo-lhe que não conheço bem o latim. Certamente o senhor conhece muito melhor que eu essa língua que a Igreja santificou, essa língua morta que a Igreja ressuscitou. Sei as declinações, e de tanto acompanhar a Missa em Latim, como muitos ignorantes, acabei entendendo as orações da Missa de sempre, a de São Pio V Aliás, ainda tratando do latim, o senhor deve rezar todas as suas Missas em latim, não é, Padre?

Pois como o senhor considera mito grave rejeitar um Concílio, o senhor deve seguir bem à risca o que diz o conselho de Trento — Concílio infalível — para não cair no anátema que esse Concílio dogmático pronunciou contra os que queriam, como os protestantes, rezar a Missa em vernáculo: “Se alguém disser que o rito da Igreja Romana pelo qual parte do cânon e as palavras da consagração se pronunciam em voz baixa, deve ser condenado; ou que somente se deve celebrar a missa na língua vernácula, ou que não deve misturar-se água com o vinho no cálice que se vai oferecer, por motivo de ser contra a instituição de Cristo, seja anátema” (Concílio de Trento– Cânones sobre o Santíssimo Sacrifício da Missa, Cânon 9, Denzinger, 956. O negrito é meu).

Como senhor é Mestre em Teologia, e pela Pontifícia Universidade Gregoriana certamente o senhor conhece esse anátema de Trento. E como o senhor não rejeita nenhum Concílio — que seria, como o senhor escreveu, coisa Muito Grave” — concluo que o senhor reza a sua Missa em Latim, e que reza as palavras da Consagração e parte do Cânon da Missa em voz baixa. Não é, Padre?

Quero ter certeza disso, porque o senhor, embora não seja dos fedeli (dos fiéis), mas LOPES (filho do lobo), certamente é bem fiel a esse cânon e aos outros do infalível Concílio de Trento.

Sim eu sou Fedeli. É meu nome. E que a misericórdia de Deus Nosso Senhor me faça bem corresponder a esse nome, do qual não sou digno, por causa de minha miséria. E que Deus não o faça corresponder ao nome LOPES, que quer dizer exatamente FILHO DO LOBO, nome com o qual o senhor assinou sua primeira carta. Que Deus jamais permita que o senhor seja realmente FILHO do LOBO, mas que permaneça um fedele (um fiel) à Santa Igreja, à Fé Católica, e a todos os Concílios infalíveis. Esse é meu desejo como Fedeli (tenho também certeza, Padre, de que o senhor bem compreende meu jogo de palavras com o seu nome, porque foi o senhor que brincou, aliás, muito indevidamente, antes, com o meu. À la Guerre comme à la guerre. Au temps de paix, la paix. Não é Padre?).

E que Deus lhe dê a sua divina paz, que não coexiste com o defeito da curiosidade fútil sobre coisas ou pessoas sem importância, curiosidade mais própria de pessoas superficiais do que de um Mestre em Teologia. E da Gregoriana!

Quanto à pobreza de meus argumentos, dou-lhe toda a razão.

Mas devo preveni-lo de que quase todos os argumentos que emprego – com um certo êxito – eu os retiro dos textos dos Concílios infalíveis, das encíclicas papais e dos textos dos grandes doutores da Igreja.

É claro, que o senhor, Mestre em Teologia, conseguiu facilmente distinguir os argumentos propriamente meus — que se destacam pela baixa qualidade — dos argumentos dos Doutores da Igreja, Papas e Concílios, que copio em meus artigos e textos.

E essa sua capacidade se revela tanto mais extraordinária pelo fato de que o senhor confessou não ter lido completamente nenhum artigo por inteiro. Que leu “apenas algumas linhas” de meus artigos.

Que imensa e espetacular capacidade dá o ser Mestre em Teologia! Permite conhecer os argumentos alheios, suas contradições e heresias, mesmo sem ler por inteiro qualquer dos escritos de outrem! Só por ler “algumas linhas”!!!

Parabéns, Padre!

Será que o senhor me permite ter, eu também, uma curiosidade?

Será que o senhor poderia me fazer a caridade de apontar, concretamente e não genericamente apenas, todas as minhas contradições?

Eu tive a caridade de, velada e delicadamente, lhe apontar algumas das contradições que encontrei em suas cartas. Faça-me, por favor, a mesma caridade.

Claro que entendi que o senhor tentou enumerar algumas de minhas contradições.

E a primeira seria a de que defendo o Papado e critico alguns Papas.

Mas, Padre, creio que só a sua falta de tempo, — preciosíssimo, preciosíssimo!!! — empregado a estudar alta teologia e não a escrever cartas a “certos professores” a pedido de uma senhorita irritada, o levaram a ver nisso uma contradição.

Pois uma coisa é defender o Papado, instituído pelo próprio Cristo para governo da Igreja, e outra coisa completamente distinta é a crítica a atos políticos e pessoais de algum Papa.

O senhor, como Mestre em Teologia pela Gregoriana, o senhor sabe perfeitamente – não é? – que o Papa não é infalível em tudo, até quando ele espirra. O senhor conhece essa distinção, não é Padre?

Compreendo que só pela sua falta de tempo – Preciosíssimo!! Preciosíssimo!!! – é que o senhor, na pressa de me escrever para voltar logo a estudar, cometeu esse erro primário.

E se o senhor conhece essa distinção, retire, peço-lhe, essa falsa acusação de ser eu contraditório nesse ponto, porque ver contradição aí, só é próprio de quem ignora a doutrina católica mais comezinha, coisa que o senhor, como Mestre em Teologia, certamente conhece.

Eliminada essa primeira pseudo contradição minha, passemos à seguinte.

O senhor me acusa de atacar divergentemente a Teologia da Libertação e a RCC.

Mas, muito Ilustre Mestre, o senhor sabe muito bem, porque estudou alta Teologia, que a Teologia da Libertação, como marxista que é, é também racionalista, e que a RCC se apresenta como sentimental e irracional em seus grunhidos, que ela identifica com os “gemidos inefáveis” do Espírito Santo”. A Teologia da Libertação é racionalista. A RCC é irracionalista e fideísta. São dois erros divergentes. Uma atribui um excesso de valor à razão. A outra condena a razão. Ambas são condenáveis por motivos opostos.

O senhor, que não rejeita nenhum Concilio, especialmente os infalíveis — porque seria coisa “muito mais grave ainda” — o senhor, como Mestre em Teologia, certamente o senhor sabe que o Concílio Vaticano I – o Primeiro, não confunda com o II, que foi só pastoral — condenou tanto o racionalismo quanto o fideísmo tradicionalista. O senhor sabe isto, não é, Padre?

E, se o sabe, o senhor critica também o Concílio Vaticano I que infalivelmente — e não contraditoriamente — condenou o racionalismo e o fideísmo irracionalista?

Será que o senhor considera isso uma contradição do Vaticano I?

Claro que não. O senhor certamente considera bem coerente da parte do Concílio Vaticano I condenar erros divergentes e contraditórios entre si. Mas, se o senhor acha assim — ou não acha? — por que aponta contradição em mim, por condenar o racionalismo da TL boffista e o irracionalismo protestantoso da RCC?

Peço-lhe, portanto, que retire também esta sua segunda acusação de contradição e de divergência caolha em meus textos (já que o senhor nem leu inteiramente nenhum artigo meu.).

Ou o senhor é favorável à Teologia da Libertação?

Ou é o senhor favorável aos grunhidos da RCC?

Ou, bem contraditoriamente, o senhor é favorável às duas ao mesmo tempo?

Provavelmente, foi seu pouco tempo, seu ardor juvenil – o senhor tem só 27 anos – a pressa de atender logo o pedido da mocinha que lhe pediu socorro contra “um certo professor Orlando”, e que veio atrapalhar seus estudos tão mais altos, que o fizeram cair nessa…, nessa…nessa maneira, digamos, “esdrúxula” de se exprimir (notou o senhor, nas reticências, como procurei uma palavra menos desrespeitosa para com seu texto?) E o senhor ver contradição em mim, por ser contra a tfp e contra o modernismo, demonstra que o senhor nem conhece as tendências gnóstico-românticas da tfp, nem a Gnose do Modernismo.

Aliás, permita que lhe pergunte, o senhor condena o Modernismo?

Ou o senhor condena a tfp?

Condena ambos?

Mas se for assim, por que me critica por fazer isso mesmo?

Não, o senhor não pode condenar tfp e Modernismo ao mesmo tempo, porque acha que fazer isso é contraditório.

Logo, o senhor defende ou a tfp, ou o Modernismo.

Qual deles o senhor defende?

Defende os delírios da tfp?

Ou defende as heresias do Modernismo?

Se condena ambos, e se os critica, porque me acusa de fazer o mesmo?

De novo, sua pressa e sua preocupação de poupar seu tempo – Preciosíssimo! Preciosíssimo!!!- o levaram a escrever de modo inconveniente para um “Mestre em Teologia”. E da Gregoriana.

O senhor tem razão em constatar que sou contra o monge de candomblé, Marcelo Barros.

O senhor o defende, ou condena as heresias que condenei nele? O senhor aceita o que ele disse do Papa João Paulo II?

Com Dom Estevão, tive polêmicas. Ele muito lealmente me pediu desculpas.

Que pretende o senhor ao lembrar essa polêmica já vencida e ultrapassada?

Quer o senhor envenenar a boa relação resultante entre Dom Estevão e minha insignificante pessoa?

Esse é o seu intuito de paz?

Finalmente, o senhor reconhece — e lhe agradeço esse reconhecimento — que defendo a Hierarquia da Igreja.

Mas julga que me contradigo, criticando, ao mesmo tempo, os erros do Vaticano II. A Sagrada Hierarquia foi instituída pelo próprio Jesus Cristo, e rebelar-se contra ela é pecado contra a Fé e contra a caridade. Mas, recusar os erros de um Concílio Pastoral nada tem de errado.

O senhor aceita a Sagrada Hierarquia , suponho. E defende o Vaticano II, tenho certeza. Mas o Vaticano II defendeu os erros do Modernismo. Confessa-o Jean Guitton, o modernista amigo de Paulo VI.

Que doutrinas do Vaticano II eu ataquei, que o senhor defende?

O senhor provavelmente não me responderá… porque não tem tempo para discutir verdades, como o senhor disse.

Mas eu quero discutir as mentiras e erros que, em nome do Vaticano II, se alastraram, infelizmente pelo clero e pelo povo católico. Isso, o senhor não vai discutir… O senhor não tem tempo para polêmicas inúteis. Porém tem tempo para assacar acusações sem base, e sem ter lido completamente o que foi escrito.

Pouco leal, Padre. Pouco correto, Padre.

Lamento dizê-lo a um sacerdote. Mas, seu ataque injusto — e mesmo insultante — me deu o direito natural de defesa legítima, com as armas que o senhor usou. Não se queixe, nem alegue desrespeito.

O senhor me pergunta – de modo bastante infantil — porque não escrevo meus artigos em latim.

É bem fácil de lhe responder, Padre.

Escrevo em português, em primeiro lugar, porque não sei latim.

Segundo, é porque um artigo ou uma carta não são textos sagrados, cuja ortodoxia deve ser preservada pelo uso de uma língua morta, cujas palavras não mudam mais de sentido.

Ou o senhor acha que a Igreja errou, durante dois mil anos, rezando a Missa em latim?

Ou o senhor considera que o Papa João Paulo II está errando ao recomendar que a Missa nova seja rezada em latim, e que se cantem latim os hinos gregorianos, na Missa?

Por acaso o senhor ignora que João Paulo II recomenda o latim?

O senhor está contra as medidas que o Papa atual está preconizando?

E o senhor, que é tão favorável ao Vaticano II, o senhor se esquece que esse Concílio (pastoral) mandou preservar o latim, o quanto possível, na liturgia? Ignora o senhor que o Vaticano II não mandou rezar a Missa toda em vernáculo?

Para poupar-lhe o seu tempo — Preciosíssimo! Preciosíssimo!!!— cito-lhe o texto do Vaticano II sobre o latim na liturgia: “Salvo o direito particular, seja conservado o uso da Língua Latina nos Ritos latinos” (Concílio Vaticano II, Constituição Sacrosanctum Concilium, n* 36-1).

O senhor aceita isso que mandou o Vaticano II?

O senhor pratica isso?

Admite o senhor que o estabelecimento do vernáculo em toda a Missa, e em todas as Missas, contraria o que disse o Vaticano II?

Ou o senhor finge ignorar a letra do seu incomparável Vaticano II?

Não é muito grave — o senhor o diz – recusar o que diz um Concílio?

Que dirá violar, ou passar por cima, do que diz um Concílio que o senhor considera infalível?

Prezado Padre, o senhor me faz uma pergunta muito infantil, que não fica nada bem num Mestre em Teologia da Gregoriana: “Algum apostolo falava latim para celebrar em Latim?” São Pedro e São Paulo viveram em Roma e celebravam a Missa em Roma. Eles falavam ao povo romano em que língua, Padre? Será que o senhor imagina que São Pedro e São Paulo falavam aos romanos em… esperanto?

“Et Tu es magister in Israel ?” Não, eu não sou Legionário. Fui Congregado Mariano, quando havia ainda Congregações Marianas, e quando havia ainda sacerdotes que só tinham desejo de conhecer bem a doutrina sagrada, e que cuidavam bem dos moços, como bons samaritanos, e que não tinham curiosidades fúteis atiçadas por uma senhorita irritada, que os incitasse a atacar professores sem ter lido completamente nem um só texto que escreviam.

E por fim sua acusação suprema: “para ver seu site e ler algumas linhas de seus artigos (quase tudo heresia)”. Então, o senhor não só não leu completamente meus artigos, mas confessa que leu apenas “algumas linhas”? E constatou, lendo somente essas poucas linhas, que quase tudo é heresia ?

O senhor não julga que fica mal para um “Mestre em Teologia” julgar desse modo superficial, e acusar tão gravemente alguém?

Desafio o senhor a provar essa acusação Se o senhor provar que ensinei uma heresia, pedirei perdão por ela. Voltarei trás, retratando-me. Garanto-lhe.

Mas do senhor, espero apenas o silêncio encabulado e derrotado, que se esconderá atrás de evasivas, como a da falta de tempo, ou de que não me responde porque fui desrespeitoso. Conheço essas fugas modernistas.

O senhor veio a mim, “em Tempo de paz” com quatro pedras nas mãos. Que feio, Padre.

Creio que é o fim, Padre, pois não restou nenhum de seus sofismas e falsas acusações a responder. Não sobrou senão, creio, “argumento” sobre “argumento”.

Só me falta comentar seu método… “pastoral”.

Seu método, Padre, deixe-me dizê-lo francamente, não corresponde, de modo algum, ao do Bom Pastor, que dá a vida pelas suas ovelhas, nem ao método do Bom Samaritano.

Sua conduta, em vez de ser a do bom pastor, parece mais a do Lobo que quer devorar a ovelha, ainda que ela fosse desgarrada, e não corrigi-la ou salvá-la. Sua atitude, Padre, nessas duas infelizes, incoerentes e contraditórias cartas que o senhor me mandou, para atender ao pedido de uma moça, foi a do LOBO, não a do pastor. Ou a de um filho do lobo, isto é, de Lopes.

Que Deus perdoe, Padre, sua injustiça e suas ofensas gratuitas, e que Ele, o Onipotente, lhe dê mais prudência e mais sabedoria, virtudes próprias de um verdadeiro Mestre em Teologia “coram Domino”.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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