Montfort Associação Cultural

26 de junho de 2013

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“Dia trágico”: Suprema Corte derruba Lei de Defesa do Casamento nos EUA, opositores do “casamento gay” são chamados “inimigos da raça humana”

Revogada lei que definia casamento como união entre homem e mulher. “Foi um erro”, disse o Cardeal Dolan.

NOVA YORK, 26 JUN (ANSA) – O arcebispo de Nova York, Timothy Dolan, declarou hoje que a decisão da Corte Suprema dos Estados Unidos de derrubar a lei que impedia o casamento homossexual foi “um erro”.
“Esse foi um dia trágico para o casamento e para o país”, escreveu o prelado em um comunicado da Conferência Episcopal Americana, pedindo ao governo dos EUA de “respeitar a verdade que o casamento é a união entre um homem e uma mulher também quando os outros países não o fazem”.
Segundo Dolan, “o bem de todos, em particular de nossos filhos,depende de uma sociedade que se esforça de respeitar a verdade do casamento. Ora chegou o momento de dobrar os esforços para testemunhar essa verdade”. (ANSA)

Fonte: Notícias Uol e

ACI / EWTN Notícias em tradução Montfort

WASHINGTON DC, 26 de junho 13 / 12:10 (ACI / EWTN Notícias) -. A Suprema Corte dos EUA decidiu hoje, depois de uma votação de 5 contra 4 juízes, que a parte fundamental da Lei de Defesa do Casamento (Defense of Marriage Act : DOMA), era inconstitucional, obrigando o governo federal a reconhecer o dito “casamento” gay, aceito por apenas alguns Estados.

Pouco depois de saber da decisão da Suprema Corte, esta manhã, o presidente dos Estados Unidos comemorou na rede social Twitter, dizendo: “A decisão de hoje sobre DOMA é um passo histórico para a igualdade no casamento”, acrescentando que ” O amor é o amor. ” Aos juízes do Supremo Tribunal Federal, ele assegurou que “estamos orgulhosos de vocês, garotos.”

Representando os cinco juízes que conseguiram maioria, o juiz Anthony Kennedy disse que a Lei de Defesa do Casamento, promulgada em 1996, “viola os princípios básicos à proteção equitativa aplicável ao Governo Federal”.

Para a Suprema Corte, a seção 3 do DOMA, que define o casamento como a união de um homem e uma mulher, para fins federais, viola as garantias à proteção igual da Constituição dos EUA.

“O propósito declarado e efeito prático da lei aqui em questão é impor uma desvantagem, um estatuto separado, e por isso (colocar) um estigma sobre todos os que entram os casamentos homossexuais, atos legais pela autoridade inquestionável dos estados “, disse a Corte.

Expressando discordância, o juiz Antonin Scalia rejeitou os argumentos da maioria dos juízes de que a lei tinha a intenção de “menosprezar”, “ferir”, “degradar” e “humilhar” pessoas homossexuais. Pelo contrário, Scalia explicou, a DOMA “não fez nada mais do que codificar um aspecto do casamento que foi praticamente inquestionável em virtualmente todas as sociedades ao longo de virtualmente toda a história humana.”

“É uma coisa para a sociedade de escolher para mudar”, disse ele, mas “é outra para um tribunal impor a mudança” acusando os adversários como “inimigos da raça humana.”

Michelle Bauman, editora assistente de Catholic News Agency, alertou que, como disse Scalia, “a Corte acusou hoje aqueles que se opõem a redefinição do casamento como ” inimigos da raça humana“.

“Aqueles que apoiam o casamento como tem sido entendido por virtualmente todas as sociedades ao longo da história humana precisam estar preparados para uma perseguição social”, disse ela.

Já em estados que reconhecem o chamado “casamento” gay, agências de adoção católicas foram obrigadas a fechar por causa de sua insistência em dar crianças em adoção somente a famílias com uma mãe e um pai.

Outras organizações sem fins lucrativos e donos de empresas privadas têm enfrentado pressão e processos, para reconhecer as uniões homossexuais como casamentos, contra suas convicções religiosas.

Os juízes que votaram em maioria reconheceram que sua decisão poderia ter amplas implicações, uma vez que a Lei de Defesa do Casamento afeta “mais de 1.000 leis federais e todo o campo da legislação vigente.”

A Suprema Corte rejeitou hoje também a  Proposição 8 da Califórnia, que definiu o casamento como uma união entre um homem e uma mulher.

Depois que um tribunal do Estado da Califórnia decidiu a favor de que o chamado “casamento” gay fosse reconhecido, os defensores da família lançaram uma campanha para emendar a Constituição do Estado, para que esta reconheça o casamento como a união de um homem e uma mulher.

Esta emenda, chamada  Proposição 8, foi aprovado por sete milhões de californianos, mas rapidamente foi submetida à Suprema Corte.

Um tribunal de primeira instância decidiu que a proposta era inconstitucional, mas o caso foi objeto de recurso. Com a decisão de hoje, a Suprema Corte respalda o reconhecimento do chamado “casamento gay”, na Califórnia.

Para Michelle Bauman, o que é aproveitável da decisão de hoje é que “a Suprema Corte não afirmou ter descoberto um “direito fundamental” ao chamado “casamento homossexual”, porque se o tivesse feito, “isso imporia uma redefinição do casamento em todo o país.”

“Os Estados ainda são livres para apoiar uma visão do casamento como entre um homem e uma mulher, se optarem por fazê-lo”, disse ela. [por pouco tempo, entretanto, como se viu no caso da Califórnia, cuja população em massa votou por  “para apoiar uma visão do casamento como entre um homem e uma mulher”...]

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