Montfort Associação Cultural

12 de maio de 2010

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Substituir o Prof. Orlando é burrice!

Autor: Guilherme Chenta

  • Consulente: Fernando F. Barbosa
  • Localizaçao: Curitiba – PR – Brasil
  • Escolaridade: Superior concluído
  • Religião: Católica

Prezado Guilherme,
Que a Paz e a Alegria de Jesus e de Maria estejam contigo e com os seus!
 
Em recente resposta ao leitor Nelson, quanto a catequese e o que se está se ensinando a nossas crianças gostaria de dizer que concordo, pois recentemente meus filhos fizeram a preparação para a Crisma e pude notar falhas. Infelizmente isso não é novidade nenhuma, a carta não mostrou senão um panorama do que é conhecio e crônico dentro da nossa igreja, na verdade o que me causou espécie foi a sua resposta um tanto quanto atabalhoada. Primeiro colacando a RCC em sua resposta, que tem pouco haver com a colocação do leitor Nelson, ele fala de catequistas e em nenhum momento menciona a RCC, mas isso também não causa espanto, pois o site tem atacado sistematicamente a RCC e eu nem gostaria de entrar no mérito da questão guardando o tempo precioso do senhor para levantar um outro ponto da sua resposta quando textualmente afirma: ” Para eles, nenhum ataque tem razão de ser!”. E para o senhor algum ataque é bom? Nunca ví na doutrina católica qualquer incitação ao ataque, sequer a um contra-ataque que seria mais razoável. A igreja se defende (somente se defende, pois atacar seria contra o que Jesus nos ensina),isso sim, de dotrinas, filosofias, pessoas que não cessam de ataca-la. A igreja não nos ensina a sermos belingerantes, mas a com amor e firmeza nos defendermos dos que de má intenção atentam contra a igreja e instruirmos com caridade e despreendimento a todos que, com total ignorância atacam a nossa igreja.
 
Não espero que responda esta carta, mas que tenha mais cuidado nas suas colocações, mormente quando está substituindo o controverso, porém brilhante (devo admitir) Prof. Orlando. Gostaria, também, de lembrar ao senhor que todos os batizados fazem parte da igreja católica, os mais tradicionalistas como os membros da Montfort, os mais liberais, os que gostam do Vaticano II e os que não o aceitam, os da RCC e o pessoal da TL e demais movimentos e espiritualidades que abriga nossa Santa Igreja. São batizados, portanto fazem parte do corpo místico de Cristo que é a igreja.
 
Certo de que uma parte da carta a que me refiro volta a sua mente na seguinte passagem: “Particularmente, estou farto das dezenas de cartinhas carismáticas que nos chegam todos os dias, dogmatizando o indogmatizável, isto é, aquilo que eles entendem por respeito, amor, abertura, perdão, tolerância, evangelização, etc.”, tenho que dizer que não deveria ser nenhum aborrecimento pro senhor tomar lições, (ainda que primárias, na linguagem de S. Paulo o senhor parece não estar preparado para o alimento sólido) de amor e tolerância mormente para com os membros da igreja, cujo corpo o senhor faz parte. “Quando um membro sofre, todos sofrem”, nos ensina S. Paulo na sua carta aos corintios. Infelizmente sua postura está mais para quem atira no seu próprio pé.
 
Espero não ter sido rude, não sou dono da verdade e não tenho condições de ser mestre de ninguém. Apenas coloquei uma posição quanto a algo que estava me incomodando.
 
Atenciosamente,
Fernando.
 

 
São Paulo, 12 de maio de 2010
 
Mui prezado Sr. Fernando, salve Maria!
 
Agradeço-lhe, antes de mais nada, a missiva. Salvo engano, trata-se da primeira carta, enviada ao tão atacado (porque atacante) site Montfort, dirigida a minha pessoa. Muito obrigado. Considero uma honra ser criticado neste espaço, em que vários já se expuseram, como se expõem, para defender a Fé católica.
 
Site Montfort, verdadeira arena (de ideias!) nestes tempos da internet!
 
Estou tão grato que não tenho sequer vontade de lhe responder as críticas.
 
Como poderia eu articular uma defesa – e ainda mais em causa própria! – contra alguém que me trouxe tanta alegria?
 
Por isso, então, se o Sr. me permite, faço apenas um breve comentário sobre uma curta passagem de sua carta. 
 
Afinal de contas, já não esperava o Sr. que eu não iria lhe responder?
 
“Não espero que responda esta carta, mas que tenha mais cuidado nas suas colocações, mormente quando está substituindo o controverso, porém brilhante (devo admitir) Prof. Orlando”.
 
Pois então?
 
Nenhuma frustração, não é mesmo?
 
Ah, prometo procurar ter mais cuidado em minhas colocações. Cuidado, que não significa condescendência com o erro, nunca é demais.
 
Passemos, então, ao comentário…
 
Ele versa especificamente sobre este trecho, que sublinhei acima: mormente quando está substituindo o controverso, porém brilhante (devo) admitir Prof. Orlando.
 
Sr. Fernando, sempre tive muito presente que substituir qualquer pessoa que faz o bem é uma burrice. Burrice no sentido de desperdício. Porque quem substitui não soma, apenas troca. E é preciso somar, fazendo a diferença.
 
Comecei o Legado, porque vislumbrava, como alguns outros amigos, que um grande desperdício estava para acontecer no Brasil, em termos da propagação do catolicismo, com a ”retirada” de campo do Prof. Orlando.
 
Para citar o mínimo, porque desejo ser breve, muitos dos estudos dele seriam perdidos sem contar as aulas e a própria ação dele, fruto de uma pessoa de atividade admirável, desapareceria, deixando um enorme vácuo.
 
E isso, segundo minha avaliação pessoal, compartilhada por alguns outros, não poderia acontecer de modo algum, pois representaria também, falando agora especificamente, um duro golpe na frente de batalha daqueles que lutam pela erradicação dos erros pós-conciliares na Igreja e defendem, ao mesmo tempo, com todas as forças, a autoridade papal. 
 
Sem ele, em quanto a causa pela qual a Montfort luta especificamente (repito: a divulgação da doutrina católica de sempre combinada com a defesa do Papa) não seria abalada?
 
Não sei dizê-lo precisamente, mas creio que o advérbio “bastante” não seria descabido.
 
Ora, foi para evitar ou minimizar essa perda que surgiu o Legado.
 
Com os vídeos, por exemplo, que são somente uma parte desse grande projeto, o Prof. Orlando, com seus mais de 50 anos de ofício, poderá continuar a ensinar por anos a fio, repetindo sem desanimar, como em toda a vida, as mesmas lições.
 
Não estou substituindo o Prof. Orlando. Luto, com todos aqueles que apoiam este projeto, pelo contrário.
 
Quem diz que estou substituindo o Prof. Orlando não entendeu nada do Legado.
 
Cada um, Sr. Fernando, é único. Cada um tem uma contribuição única a dar para a vitória da Igreja, fazendo o bem que está ao alcance da própria mão e não procurando tomar o lugar dos outros.
 
O que o Sr. acha que eu quero que aconteça amanhã?
 
Quero que as aulas do Prof. se multipliquem pelo Brasil e convençam cada vez mais pessoas do catolicismo como a única religião verdadeira e da causa pela qual a Montfort luta!
 
E que novos amigos surjam e espalhem mais e mais essas aulas que o velho professor de História, correndo o Brasil de Norte a Sul, ministrou.
 
Que todos os amigos da Montfort, enfim, lutem com ela.
 
O Sr. se recorda do que eu falei acima do somar, fazendo a diferença?
 
Pois então: faz a diferença que faz o que precisa ser feito. As aulas já estão preparadas e os textos já estão escritos. É preciso agora, embora evidentemente eles possam ser aperfeiçoados, dotar-lhes de meios para atingirem a todos.
 
É para isso que o Legado existe. É por isso que precisamos da colaboração dos amigos da Montfort.
 
Substituir o Prof. Orlando é burrice.
 
É desperdício.
 
Ele que já ensinou tanto, escrevendo e falando.
 
E que, ao contrário de mim, já lhe respondeu (aqui e aqui) brilhantemente, como o Sr. deve admitir.
 
Sr. Fernando, não podemos desperdiçar um nada de nossas armas, ainda mais agora que a Igreja, ou melhor, o clero pós-conciliar, relativista e “tolerante”, sucumbe “pedofilicamente” com seus carismas e sua libertação.
 
Salve Maria,
Guilherme Chenta     
Coordenador do projeto Legado Montfort

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