Montfort Associação Cultural

10 de janeiro de 2014

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Solenidade da Epifania do Senhor

Fonte: Missa Tridentina na Paróquia São Sebastião, Campo Grande

Adoração dos Magos. Fra Angelico. Convento de San Marco. Florença

1ª Classe – Paramentos Brancos

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Epístola extraída do Livro de Isaías 60, 1-6.

Levanta-te, enche-te de luz, Jerusalém, porque chegou a tua luz, e a glória do Senhor nasceu sobre ti. As trevas cobrirão a terra, e a escuridão os povos; sobre ti, porém, nascerá o Senhor, e a sua glória será vista em ti. As nações caminharão à tua luz, e os reis ao resplendor da tua aurora. Levanta os olhos à tua volta, e repara: Todos estes se reuniram para virem até junto de ti; teus filhos virão de longe, e tuas filhas surgirão de todos os lados. Então verás e estarás na abundância; o teu coração espantar-se-á, e ficará fora de si, quando se encaminharem para ti as riquezas do mar, e o poder das nações vier ter contigo. Ver-te-ás inundada de uma multidão de camelos, de dromedários de Madiã e de Efa; todos virão de Sabá, trazendo-te ouro e incenso, e publicando os louvores do Senhor.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 2, 1-12.
Tendo, pois, nascido Jesus, em Belém de Judá, reinando o rei Herodes, eis que uns Magos chegaram do Oriente a Jerusalém, perguntando: “Onde está o Rei dos judeus, que nasceu? Porque nós vimos a sua estrela no Oriente, e viemos adorá-Lo.” Ouvindo isto o rei Herodes, perturbou-se, e toda (a cidade de) Jerusalém com ele. Convocando, por isso, todos os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo, perguntou-lhes onde devia nascer o Cristo. E eles disseram-lhe: “Em Belém de Judá, porque assim está escrito no profeta: ‘E tu, Belém, terra de Judá, não és a mais pequena de entre as principais (cidades) de Judá, porque de ti sairá o chefe que há de comandar Israel, meu povo.’” Então Herodes, tendo chamado secretamente os Magos, inquiriu deles cuidadosamente, desde há quanto tempo lhes tinha aparecido a estrela; e enviou-os a Belém, dizendo: “Ide e informai-vos cuidadosamente do Menino; e, quando o encontrardes, comunicai-me, a fim de que também eu o vá adorar.” E eles, tendo ouvido as palavras do rei, partiram; mas eis que a estrela, que tinham visto no Oriente, ia diante deles, até que, chegando sobre (o lugar) onde estava o Menino, parou. Ao verem (novamente) a estrela, ficaram possuídos de grandíssima alegria. E, entrando na casa, encontraram o Menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, O adoraram; e, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra. E tendo recebido aviso, em sonho, para não voltarem por Herodes, regressaram por outro caminho ao seu país.
Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963.
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Afonso Maria de Ligório (1696-1787), bispo e doutor da Igreja
Meditações para Todos os Dias e Festas do Ano – Tomo I (org. a/c Pe. Thiago Maria Cristini CSsR, trad. a/c Pe. João de Jong CSsR)
“Vimos a Sua estrela no Oriente e viemos adorá-Lo.” (Mt 2, 2)
Eles acham uma donzela pobre e um menino pobre envolto em paninhos, mas sem ninguém para o servir ou assistir. Mas como? Ao entrarem naquela humilde gruta, sentem uma alegria nunca antes experimentada; sentem seu coração atraído para aquele Menino pequenino. [...] O Menino acolhe-os com sorriso amável, demonstrando assim o afeto com que os aceita entre as primeiras presas da sua Redenção.
Os santos reis olham depois para Maria, que se mantém silenciosa, com semblante no qual reluz uma doçura celeste, acolhe-os e agradece-lhes por terem vindo a ser os primeiros a reconhecer o seu Filho por seu soberano Senhor. Eis que os santos varões, silenciosos pelo respeito, adoram o Filho da Virgem e reconhecem-No como Deus, beijando-Lhe os pés e oferecendo-Lhe os seus presentes: ouro, incenso e mirra. Em união com os Santos Magos, adoremos o nosso pequenino Rei Jesus e ofereçamo-Lhe todo o nosso coração.
Ó amável Menino Jesus, ainda que Vos veja nessa gruta, deitado sobre a palha, tão pobre e tão desprezado, a fé ensina-me que sois meu Deus, descido do céu para a minha salvação. Reconheço-Vos por meu soberano Senhor e meu Salvador, mas nada tenho para Vos oferecer. Não tenho ouro de amor, porque amei as criaturas e os meus caprichos, e não amei a Vós que sois infinitamente amável. Não tenho incenso de oração, porque até hoje vivi miseravelmente me esquecendo de Vós. Não tenho mirra de mortificação, porquanto tantas vezes tenho desgostado a Vossa infinita bondade. Que poderei eu oferecer-Vos? Ofereço-Vos este meu coração, imundo e pobre como é; aceita-o e transforma-o. Viestes sobre a terra exatamente para, com o Vosso sangue, purificar os corações humanos do pecado e assim transformai-os de pecadores em santos. Dai-me Vós mesmo o ouro, o incenso e a mirra que desejais. Dai-me o ouro do Vosso santo amor; dai-me o espírito da santa oração; dai-me o desejo e a força para me mortificar em todas as coisas que Vos possam desagradar. Estou resolvido a obedecer-Vos e a amar-Vos; mas Vós conheceis a minha fraqueza, dai-me a graça de permanecer fiel a Vós.
Ó Virgem Santíssima, Vós acolhestes com tamanha benignidade e consolastes os santos magos, acolhei-me e consolai-me também, agora que venho adorar Vosso Filho e consagrar-me inteiramente a Ele. Minha Mãe, tenho confiança absoluta em Vossa intercessão. Recomendai-me a Jesus. Em Vossas mãos deposito a minha alma e a minha vontade; ligai-me para sempre ao amor de Jesus.

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