Montfort Associação Cultural

26 de janeiro de 2005

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Sobre os Livros da Bíblia

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Wagner Herbet Alves Costa
  • Localizaçao: Itapetinga – BA – Brasil

Viva Cristo Rei! Viva a Virgem de Guadalupe!

   Prezado Prof. Orlando Fedeli   

Veja que curiosa nota de pé de página encontrei em minhas  leituras: < dos gentios e, ainda hoje, alguns judeus ortodoxos jejuam em luto porque  esta tradução contribuiu de maneira especial para a difusão do Evangelho  [LIFSCHITZ, Daniel, Haja Luz (Hagadá sobre o Gênese 1), Edições Paulinas,  SP, 1998, p. 121, nota 14]… Não é um claro testemunho de que a Bíblia  Católica (contendo os deuterocanônicos) é a Bíblia de Deus, que os  primitivos cristãos utilizavam?

  [E se para tais judeus é causa de tristeza; para nós (verdadeiros seguidores  de Nosso Senhor Jesus Cristo) é motivo de muito álacre!]   Que os primeiros cristãos faziam largo uso dos livros  deuterocanônicos (em conformidade com a Tradução dos Setenta)isso é fato  histórico. Reconhecido até mesmo por historiadores protestantes, como Kelly.

 Assim, nos diz o ex-protestante, James Akin: < deuterocanônicos é evidente ao longo da história da Igreja. O historiador  protestante J.N.D. Kelly escreve: “Deveria ser observado que o Antigo  Testamento admitido como autoridade na Igreja era algo maior e mais  compreensivo que o Antigo Testamento protestante… ele sempre incluiu, com  alguns graus de reconhecimento, os chamados apócrifos ou deuterocanônicos.

A  razão para isso é que o Antigo Testamento passou em primeira instância nas  mãos dos cristãos era… a versão grega conhecida como Septuaginta… a  maioria das citações nas Escrituras encontradas no Novo Testamento são  baseadas nelas preferencialmente do que a versão hebraica…nos primeiros  dois séculos… A Igreja parece ter aceitado todos, ou a  maioria destes livros adicionais, como inspirados e trataram-nos sem dúvida  como Escritura Sagrada. Citações de Sabedoria, por exemplo, ocorre em  Clemente e Barnabé… Policarpo cita Tobias, e o Didache cita Eclesiásticos.

 Irineu se refere a Sabedoria, a história de Susana, Bel e o dragão (livro de  Daniel), e Baruc. O uso dos deuterocanônicos por Tertuliano, Hipólito,  Cipriano e Clemente de Alexandria é tão freqüente que referências detalhadas  são necessárias” (Doutrina Cristã Antiga, 53-54) [http://www.veritatis. com.br/artigo.asp?prolib=825]  

Espero que esta pequeníssima missiva colabore para engrandecimento  da defesa da Divina Fé Católica. Principalmente, para fazer frente a uma  famigerada planfetagem que, dentre outras coisas, inveridicamente, ensina  que os deuterocanônicos teriam sido canonizados só pela época do Concílio de  Trento (no século XVI): com o intuito de opor-se ao protestantismo  incipiente. [E se fosse assim, como dizem o hereges protestantes, já seria  um ótimo motivo para alguém canonizá-los - ainda que tardiamente. Porque é  sempre justo e santo combater as impiedades doutrinárias do protestantismo!]  Mas, o fato, é que vários séculos antes de se pensar em aparecer o primeiro  ser protestante sobre a face da Terra, a Igreja de Deus, já havia declarado o  tais livros como inspirados.

  Quero citar, aqui, o testemunho de conversão de nosso irmão na Fé,  Alessandro Ricardo Lima – registrado no precioso livro de Jaime Francisco de  Moura:   < não me faltou ódio a Igreja Católica. Tive aceso a vários folhetos que  “revelam” as “mentiras” do catolicismo. E me empenhei muito em estudá-los e  divulgá-los. E nestas minhas pesquisas e estudos, a Providência Divina cuidou  que eu encontrasse o Site Agnus Dei. O primeiro artigo deste site que abri  foi um intitulado “Concordância Bíblica” de autoria do Professor Carlos  Ramalhete. O artigo tratava da concordância bíblica que existia na doutrina  dos sacramentos; mas uma frase deste artigo me chamou muito a atenção: “A  Bíblia é filha da Igreja e não sua mãe”. Nossa! Fiquei iracundo com  aquilo, pois como um protestante que tinha a Sola Scriptura correndo em suas  veias poderia dormir com um barulho daquele? Entrei em contato com o referido  Professor e com o Carlos Martinhs Nabeto, que o criador do site… Comecei a  travar com eles uma série de debates. Comecei a me assustar quando me  deparava com os Escrito  s Patrísticos, pois lá via que os primeiros cristãos confessavam o  Catolicismo e não as novidades trazidas com a Reforma… Comecei a ver que o  que me ensinavam no protestantismo, não era doutrina católica, mas uma  caricatura dela. O fato decisivo foi quando apresentei aos referidos irmãos,  um material que dizia que a Igreja incluiu os livros “apócrifos” na Bíblia  durante o Concílio de Trento, que me rebateram me mostrando fragmentos de  atas conciliares onde a Igreja já a mais de 1000 anos antes desta data já  havia canonizado tais livros; me deram como referência a Bíblia de  Guttemberg, que era anterior a Reforma, e já incluía tais livros. Como  trabalhava no Centro do Rio, fui à Biblioteca Nacional a fim de conhecer a  Bíblia de Guttemberg. Vendo os microfilmes pude constatar que o material  protestante que estava em minhas mãos e que eu divulgava como sendo luz e  guia da Verdade, era mais uma obra do Maligno. Foi neste dia que, com muita  tristeza por ter perseguido a Igreja d  e Deus, me converti ao Catolicismo [MOURA, Jaime Francisco de , Por que  estes ex-protestantes se tornaram católicos, 1a. edição, Editora COMDEUS,  São José dos Campos-SP, 2003, pp. 49-50].

  OBS.: A Bíblia de Guttemberg foi impressa cerca de 100 anos antes do  Concílio de Trento. Quando ela foi impressa, Martinho Lutero, sequer, havia  nascido.

   Bibliografia   – http://www.veritatis.com.br/artigo.asp?prolib=825.

 - LIFSCHITZ, Daniel, Haja Luz (Hagadá sobre Gênese 1), Edições Paulinas, SP,  1998.

 - MOURA, Jaime Francisco de, Por que estes ex-protestantes se tornaram  católicos, Editora COMDEUS, São José dos Campos-SP,2003.

   P.S.: Volta a reafirmar: mesmo que a Igreja só tivesse canonizados os  deuterocanônicos, declarando isso verdade dogmática, no século XVI – ainda,  assim, seria uma decisão totalmente válida… Ora, a Igreja não dogmatizou a  Divindade de Cristo três séculos depois da Ascensão de Cristo… o dogma da  Assunção só foi declarado no século XX. Todavia, o fato, é que, ela já havia  feito o reconhecimento da canonicidade dos deuterocanônicos desde o século  IV. Gostem ou não os hereges protestantes – já, no quarto século a Igreja,  os reconhecia como inspirados!

  Também é fato insofismável: nenhum dos “pais”(Lutero, Calvino,etc) da  amaldiçoada Reforma Protestante tinha autoridade alguma para definir quais  seriam os livros divinamente inspirados. Somente a Igreja Católica. E ponto  final!

Muito prezado Wagner, salve Maria!

Muito obrigado por mais esta sua contribuição. Deus lhe pague.

Sua mensagem deixa bem claro que os protestantes são mais movidos pelo ódio à Igreja Católica do que por qualquer outra coisa. Escreva-nos sempre.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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