Montfort Associação Cultural

21 de fevereiro de 2005

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Sobre o papel dos padrinhos

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Marcos Reis
  • Localizaçao: Porto Alegre – RS – Brasil
  • Religião: Católica

Estimado Sr. Fideli:

VIVA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO!

Foi com muita satisfação que descobri este site, e desde então venho acompanhando regularmente seu conteúdo. Sendo católico, e preocupado com a degradação espiritual e moral de nossos dias, considero de extrema relevância que católicos como o senhor permaneçam na posição de fortaleza em meio a este mundo materialista que tende à ruína.

Contudo, meu objetivo aqui é o esclarecimento de uma dúvida.

Fui recentemente honrado com o convite para ser padrinho de batismo. Sei que o costume advém dos tempos da igreja primitiva, quando, em decorrência da feroz perseguição aos cristãos, a guarda espiritual e física da criança era outorgada a um casal de confiança devido ao eminente risco de morte/martírio dos pais biológicos. Assim, gostaria de saber qual seria o papel exato dos padrinhos nos tempos atuais, já que a finalidade dos mesmos parece ter sido corrompida à posição de meros mentores financeiros.

Outra questão que coloco diz respeito ao fato de que os pais da criança não receberam o sacramento do matrimônio. Estaria eu em desacordo com a doutrina católica se, mesmo ciente do fato, aceitasse o convite? Sendo eu solteiro, é correto que seja padrinho acompanhado de uma amiga em mesma situação?

Agradecendo sua compreensão, e desejando-lhe que permaneça em inquebrantável espírito cristão, despeço-me.

MARCOS REIS

Prezado Marcos,
salve Maria.

Fico muito contente com seu apoio a nosso site. Você não imagina quantos moços me escrevem palavras semelhantes, demonstrando que, apesar de tanto abandono por parte do clero, os jovens estão ávidos por conhecer melhor a religião. A Igreja Católica é imperecível, e continuamente Nosso Senhor desperta vocações, para a sua defesa.

O papel dos padrinhos é o de orientar e ajudar os afilhados na prática da religião, e, em caso de extrema necessidade, substituir os pais, no sustento material da criança.

Cabe ao Bispo decidir se permite ou não, em sua diocese, o batismo de crianças, filhas de pais não casados. Portanto, se a paróquia aceitou batizar a criança, você pode aceitar ser padrinho dela. Aliás, tornando-se compadre desse casal, ficará mais fácil, para você, levá -los a se casar, na Igreja.

O fato de você ser solteiro não impede que seja padrinho junto com uma moça ou senhora. Pode aceitar sem qualquer dificuldade.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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