Montfort Associação Cultural

18 de fevereiro de 2008

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Sobre Francisco Franco

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Ignacio de Nicolás
  • Localizaçao: Governador Valadares – Brasil
  • Profissão: Aposentado
  • Religião: Católica

He leído la carta de Marco y su respuesta de Ud. No estoy conforme ni con una ni con la otra. En el año del Concílio, España estaba aislada. El mundo tenía otra manera de hacer las cosas. Sin entrar en detalles, puedo decir que no fue Franco y sí la Iglesia que se abrió a los nuevos tiempos. Para eso es preciso leer el libro de Ricardo de la Cierva: Las puertas del Infierno (2 volúmenes). Yo puedo indicarles sobre la Historia de España de la edad media mis artículos em Presbiteros.com.br . Pero hoy sería imposible una cruzada contre el Islán como en los siglos 11 e 12.
Envío la carta que dirigí a la revista Veja y la respuesta de la misma. In medio virtus. Ese es mi lema
Carta ao Director: Desejaria que esta carta fosse entregue par a articulista de FERRAMENTA DA FÉ das páginas 102-3 de sua revista.

Cara Denise Dweck :
No seu artigo há uma série de afirmações que não se ajustam à verdade; 
1º) chama fascistas às forças insurgentes contra “aquela forma de república” do ano 36. Lutavam os rojos (vermelhos) [assim mesmo se denominavam como hoje o fez Zapatero (soy rojo)] pelas liberdades, ou por uma Espanha marxista revolucionária, cópia da Rússia de Stalin? Por que eles diziam Viva Rússia e não gritavam Viva Espanha como os do outro bando? Os verdadeiros republicanos [Marañón, Madariaga, Azorin, Ortega] denunciaram essa república como a república em que a liberdade, especialmente a religiosa, era uma caricatura . Sobre o fascismo dos nacionales [jamais nacionalistas, que eram os partidários do PNV], podemos ver que unicamente os falangistas eram partidários do fascismo italiano. Os militares não tinham uma ideologia única. Havia maçons entre eles, Aranda, Cabanillas. Monárquicos como Valera e republicanos….Mola, o Director, não era monárquico como não era Queipo de Llano, pois era parente do presidente da república, e sua afinidade com o chefe do Estado era bem conhecida. Somente os falangistas e os requetés [estes três meses antes do Alzamiento] , estes monárquicos mas não da rama de D Juan, estavam comprometidos com o que pretendia ser uma quartelada [golpe militar] que terminou em guerra civil.
2º) Pelo que respeita às vítimas da guerra: Hoje calcula-se que o total de mortos [retaguarda e frente] seja de 300 mil. Sobre os mortos pelos rojos, fuzilados na retaguarda, temos uma cifra semelhante ao dos mortos pelos brancos, juntando a estes os da repressão após a guerra. Cálculos aproximados falam de 50 mil sentenças de morte na repressão franquista [após a guerra], das quais só a metade foi efetiva. Ou seja 25 mil. Se se comparam com as cifras da Argentina, em que não houve guerra civil, são bastante similares, embora a população desta última seja menor; São os números dos mortos pela justiça de Castro após sua vitória em Cuba, com uma população 4 vezes menor do que a espanhola. Os números da guerra de Finlândia [três meses e não três anos] são maiores numa população relativamente menor. E não digamos dos números dos mortos durante a repressão estanilista: 5 milhões. As repressões na Francia e na Itália após a guerra, seguro que dão cifras maiores. Não sei, pois, de onde a autora tira isso da tenebrosa ditadura. 
3º) Sobre a perseguição religiosa, posso afirmar que ela já tinha matado religiosos no ano 34 muito antes da guerra civil, num levantamento em Astúrias, onde se queria conseguir a revolução proletária com o aniquilamento da Igreja: 34 vidas foram truncadas entre elas 6 irmãos de S Juan de Dios que cuidavam de um nosocômio e eram colombianos(!). Um outro tinha só 16 anos. Entre estes mártires, agora beatificados, temos 2 mexicanos, dois franceses e um cubano. Em beatificações anteriores houve algumas escolápias argentinas. Minha senhora, estes últimos dados indicam que a causa da perseguição era a mesma que, durante a ditadura de Stalin, suprimiu 200 mil popes russos: O ateísmo religioso. 3o) Guernica: Não foram só os alemães, houve creio que cinco aviões italianos implicados no ataque. O número de mortos não chegou a 200 e talvez menos. Se em Tókio, no bombardeio de 9/3/45 morreram 100 mil e de modo propositado, marcando num círculo e com uma cruz o lugar, que foi Guernica em comparação? Por algo os americanos lançaram pamfletos dizendo: Japão, é um país de deuses[Kami] mas arderá como papel [kami}, jogando com a mesma pronúncia mas com kanjis diferentes. Haverá de entrar em discussão também Dresde no final da guerra para não falar de Hiroshima e Nagasaki. 
Escrevo esta carta pessoalmente para a senhora, para que não escreva algumas semi-verdades que a propaganda transforma em dogmas universais. Minha direção de e-mail é ignacio@calasanz.com.br . Atmente, fico servidor e admirador de você. (Ver Tokio bombardeo em Google). Goval MG

A RESPOSTA:
Prezado leitor (a),

O departamento de Atendimento ao Leitor de VEJA recebeu seu e-mail.
Sua mensagem eletrônica será encaminhada para a pessoa que melhor poderá atendê-lo. Se sua carta é destinada à publicação na seção dos leitores, queremos adiantar que por uma questão de espaço nem toda a correspondência que recebemos é publicada. Qualquer comentário que ela contenha será encaminhado aos nossos editores para que eles tomem conhecimento de suas críticas e observações. Se o objetivo de sua carta é outro, por favor, aguarde uma resposta posterior. 
Agradecemos o interesse por VEJA e esperamos atendê-lo o mais rápido possível.

Atenciosamente,

Atendimento ao Leitor
Revista VEJA

REVISTA ESPAÑOLA AL COMENZAR LA GUERRA CIVIL:
La Traca a sus lectores, con la pregunta: “¿Qué haría usted con la gente de sotana?”. Las respuestas son variadas, pero se encuentran perlas como “Darles una buena paliza de quinientos palos a la salida del sol de cada día; Lo que se hace con las uvas: a los buenos, colgarlos y a los malos, pisotearlos hasta que no les quedara una gota de sangre; Ponerlos en los cables de la luz eléctrica, rociarlos con gasolina, pegarles fuego, y después hacer morcillas de ellos para alimento de las bestias; Ahorcar a los frailes con las tripas de los curas”. Otro propone “subirlos en aeroplano y tirarlos al espacio, a unos veitemil metros, para que bajen despacio”.

Muito prezado senhor Inácio,
salve Maria!
 
     
De modo geral, concordo com o que o senhor diz sobre os conflitantes na Guerra Civil Espanhola (1936-1939), especialmente contra o que fizeram os comunistas, anarquistas e socialistas.
     Louvo que o senhor reconheça que, mesmo entre os militares sublevados contra os rojos, havia até maçons e republicanos. Um dos republicanos, inicialmente pelo menos, era Franco, que, ao entrar em Sevilha, fez questão de beijar a bandeira da República, e reclamou contra os que desejavam trocá-la por outra: a bandeira da Monarquia. 
     
Franco procurou unir as duas Espanhas, por exemplo, no Valle de los caídos. Franco protegeu os falangistas, que eram fascistas. Franco fez um governo socializante. Franco educou o atual Rei e o formou num estilo conciliador. 
     
O resultado do governo ditatorial de Franco, que durou décadas, não foi o ressurgimento da Espanha Católica. 
     
A Espanha Católica, apesar de tudo, conseguiu se levantar em armas contra o comunismo, e deu à Igreja milhares de mártires, que honram e glorificam a alma da Espanha.
     
A Espanha atual — embora tenha eu esperança de que ela seja ainda, no fundo, a Espanha de sempre, e que Deus não abandonou e que Deus não a abandonará – se mostra débil diante dos ataques de um desgoverno anti católico como o de Zapatero. Quem desfibrou a Espanha nessas décadas posteriores ao Alzamiento?
     
Tomara que Deus faça ressurgir das cinzas atuais a Espanha ardente de Fé e de Amor, a Espanha gloriosa, capaz de dar todo o seu sangue para manter viva a Fé. 
     
Um abraço de um admirador profundo da Espanha. 
     
Viva a Espanha Católica!!!

In Corde Jesu,semper, 
Orlando Fedeli

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