Montfort Associação Cultural

27 de janeiro de 2005

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Sobre a fraqueza doutrinária de Pe. Jonas Abib

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Marcel
  • Localizaçao: – Brasil

Salve Maria, irmão Orlando!

Pelo que pude ler do seu comentário sobre as estarrecedoras conclusões “renovadas” do Pe. Jonas, não vejo estranheza nenhuma na parca fundamentação teológica deste presbítero.

E digo isso porque, por um determinado período em minha vida (aproximadamente quatro anos), fui membro de uma Paróquia confiada a padres salesianos, congregação da qual o Pe. Jonas fez parte antes de decolar com o projeto Canção Nova. Ao me deparar com várias dúvidas sobre doutrina católica, sempre recorria a eles, no que se seguia às vezes um certo ar de decepção, pois a resposta dada por estes padres a boa parte dessas dúvidas revela, no mínimo, uma enorme insegurança intelectual destes sacerdotes. E o digo também porque, ao me ver um tanto insatisfeito com o resultado, tomei o cuidado de consultar padres seculares e de outras congregações. E quase todos eles me respondiam bem ao contrário.

Além do que o discurso doutrinal dos salesianos é excessivamente centrado na dúvida e em teorias puramente filoséficas. Alguns seminaristas salesianos chegaram a transparecer a mim – indiretamente – que o curso de Teologia que eles fazem é sintético demais. Até porque, ao ver deles, a essência doutrinal da obra de São João Bosco – os jovens – dá como supérfluos e pouco práticos vários itens do estudo teológico, ou seja, inaplicáveis à conquista dos jovens marginalizados para Deus., Esta conclusão minha é um tanto quanto rudimentar, admito. Mas, pelo pouco que consegui estudar (tanto pela observação do clero salesiano como lendo outras obras sobre D. Bosco e a história dos salesianos) e entender sobre a obra e o ideal salesiano, é isso aí. Logo, não é de se estranhar que a “salesianidade” do Pe. Jonas apresente absurdos em se tratando de pensamento sobre a doutrina católica.

Espero que minha opinião tenha tido sua validade e me coloco à disposição para qualquer esclarecimento ou debate.

Em Jesus e Maria, Marcel

Muito prezado Marcel, salve Maria.

Agradeço muito sua mensagem, que veio confirmar o que desconfiava.

Não são apenas os seminaristas salesianos que não estudam mais. A decadência do ensino, no Brasil, é catastrófica. Nos seminários, então, pelo que se vê –excetuando, é claro, honrosas e raríssimas exceções — é uma calamidade jamais vista igual.

Não se estuda nada. São Tomás, nem de longe. Um dia publicarei o texto de uma apostila de filosofia de um grande seminário, para que se conheça o nível do estudo atual nos seminários.

É de estarrecer. Não é, pois, de estranhar que as heresias penetrem tão facilmente no clero.

Fui estudante salesiano, e, de fato, não havia no meu colégio, luminares de cultura.

Entretanto, tenho lido muito a vida de Dom Bosco, e sei que os salesianos atuais não seguem as pegadas de seu santo mestre. Ou fazem o caminho oposto ao dessas pegadas. Dom Bosco estudava muito, e era de uma erudição gigantesca.

Tão gigantesca quanto a ignorância atual de alguns dos membros de sua Congregação, que não honram o grande apóstolo da juventude.

Seu testemunho pessoal sobre o Rev. Padre Jonas Abib veio muito a propósito, pois deixou claro que a falta de conhecimento que ele revela em seus livrinhos, ele manifesta ainda mais claramente em seus contatos pessoais.

Rezemos para que Deus nos dê padres santos e sábios, como Dom Bosco, pois é a falta deles que causa todo o mal que vemos, hoje, no mundo.

In Corde Jesu, semper, Orlando Fedeli

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