Montfort Associação Cultural

20 de julho de 2014

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Sexto Domingo depois de Pentecostes – Leituras e Comentário ao Evangelho

Fonte: Missa Tridentina na Paróquia São Sebastião, Campo Grande

 

 

 

2ª Classe – Paramentos Verdes

Para ler/baixar o Próprio completo desta Missa, clique aqui.
Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos 6, 3-11.
Irmãos: Nós todos, que fomos batizados em Jesus Cristo, foi na sua morte que fomos batizados. Com efeito, nós fomos consepultados como Ele, pelo batismo, na morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim nós vivamos uma vida nova. Na verdade, se nós nos tornamos uma só coisa por uma morte semelhante à sua, sê-lo-emos também por uma ressurreição semelhante à sua. Tenhamo-lo bem presente: O homem velho, que há em nós, foi crucificado juntamente com Ele, a fim de ser destruído o corpo que pertence ao pecado para não mais sermos escravos do pecado: Quem morreu está, com efeito, quite do pecado. Ora, se nós morremos com Cristo, acreditamos que também viveremos com Ele, tendo bem presente que Cristo, uma vez que ressuscitou dos mortos, já não morre: a morte já não tem nenhum domínio sobre ele. Porque a sua morte foi uma morte para o pecado, uma vez por todas; a sua vida, porém, é uma vida para Deus. Quanto a vós, considerai-vos também igualmente mortos para o pecado, mas vivendo para Deus, em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 8, 1-9.
Naquele tempo: Estando com Jesus uma grande multidão sem ter que comer, chamou os discípulos, e disse-lhes: “Tenho pena desta multidão, porque há três dias que não Me deixam, e não têm que comer! E se os mandar embora em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho, porque alguns vieram de longe!” Os discípulos, porém, responderam-lhe: “Como há de ser possível fartá-los de pão aqui, num descampado?” Ele perguntou-lhes: “Quantos pães tendes?” “Sete”, responderam eles. Ordenou, então, ao povo que se sentasse no chão. Depois, tomou os sete pães, deu graças, partiu-os, e deu-os aos discípulos para que distribuíssem, como distribuíram, pela multidão. Tinham também alguns peixinhos, que Ele igualmente abençoou e ordenou que se distribuíssem. Comeram até se fartarem, tendo ainda juntado sete cestos dos bocados que sobraram. E os que comeram eram cerca de quatro mil! Em seguida, mandou-os embora.

Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).
Comentário ao Evangelho do dia:
São João Crisóstomo (aprox. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilias sobre a 1.ª Carta aos Coríntios, n.° 24, 4 ; PG 61, 204 – a partir da trad. Delhougne, Les Pères commentent, p. 383 (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum).
“Tomou, então, o pão e, depois de dar graças, partiu-o e distribuiu-o por eles…”
Para nos levar a amá-lO mais ainda, Cristo deu-nos a Sua carne como alimento. Aproximemo-nos então d’Ele com muito amor e fervor. [...] Os magos adoraram-n’O, esse pequeno corpo deitado na manjedoura. [...] Ao verem o Menino, Cristo, numa manjedoura, debaixo de um pobre teto, e não vendo nada  do que vós vedes, aproximaram-se d’Ele com grande respeito.
Já não O vereis numa manjedoura, mas no altar. Já não vereis uma mulher que em seus braços O segura, mas o padre que O oferece; e o Espírito de Deus, em toda a Sua generosidade, plana sobre as oferendas. Porém, não só é o mesmo corpo que os magos viram que agora vedes, como para além disso conheceis a Sua força e sabedoria, e nada ignorais do que Ele cumpriu. [...] Despertemos então, e despertemos em nós o temor a Deus. Tenhamos pois muito mais piedade do que esses estrangeiros, para podermos ser dignos de nos aproximarmos do altar [...].
Essa mesa fortifica-nos a alma, unifica-nos o pensamento, sustenta-nos a certeza, a segurança; é a nossa esperança, a salvação, a vida. Se deixarmos a terra depois deste sacrifício, entraremos com perfeita segurança nos átrios celestes, como se estivéssemos protegidos, por todos os lados, por uma armadura de ouro. Mas porquê falar do futuro ? Já aqui neste mundo, o sacramento transforma a terra em céu. Abri pois as portas do céu, e vede o que acabo de dizer. O que há de mais precioso no céu, mostrar-vo-los-ei na terra. O que vos mostro, não são nem os anjos, nem os arcanjos, nem os céus dos céus, mas Aquele que é o seu Mestre. Vós vedes então de uma certa maneira, na terra, o que há de mais precioso. E não somente O vedes, como O tocais, O comeis. Purificai pois a alma, preparai o espírito para receber estes mistérios.

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