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28 de janeiro de 2016

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Quando há a separação da alma e do corpo na morte?

Santa Teresinha de Lisieux morreu em 1897, depois de uma longa agonia, diante de toda a comunidade do Carmelo

Enviada em: 15/05/2005
Nome: Otacilio José de Souza
Religião: Católica
Local: Bebedouro – SPBrasil
Mensagem:

Caro amigo.
Tenho lido que em experiências de Quase morte as pessoas ou a sua “consciência”, veêm seu corpo, normalmente de cima, acerca de 1,50 m de distância.
Ouve as pessoas falarem de sua morte clínica, médicos tentando reanimá-las, etc…, tenta conversar com tais pessoas sem ser por elas ouvida e ao tentar, tambémm, tocá-las vê inutilmente seu esforço quando suas mãos passam pelo corpo desses indivíduos sem conseguir tocá-los.
Sei, pelo que tenho lido, que nesse momento ocorre um aumento de consciência, talvez uma manifestação da potencialidade da alma referente aos poderes adâmicos dados por Deus para, além dos dons preternaturais, cuidar do Paraíso e que, não o tendo tirado Deus por ocasião da sua Queda, tenha ficado como que oculto pelo corpo do pecado.
Sei que Deus disse “Façamos o homem a nossa imagem e semelhança”, portanto, o homem completo, donde concluí que a alma ou o corpo separados e sozinhos não são, de per si, homem. Sei que as EQMs mencionadas ocorrem, pelo que entendi e sintetisei, na morte e não após ela no “sempre presente de Deus” (atemporal).
Fala-se muito em teses hoje em dia dando um sentido multidimensional a isso, uma nova relação entre o corpo e a alma na morte, mas, nunca, em uma separação. Tais afirmações de eruditos, corrobora com algo que li de São Tomás de Aquino do tipo, se ainda me recordo: -”a alma sem o corpo fica(ria) em estado de extrema violência”.
No livro o Diálogo de Santa Catarina de Senna, vejo Deus, em suas revelações usar a “dualidade”, não sei se como recurso de linguagem para a época, confesso-me iletrado no assunto, apenas creio no que li, principalmente ao tratar das “Duas repreensões” do ser humano – a da alma no Juízo Particular e a do corpo no juízo Final – quando então, a alma voltará a receber o corpo glorioso ou tenebroso após sua estadaa (entendi como sendo da alma apenas, no Céu, Inferno e Purgatório.
Lembro-me, também, do caso de um menino (do Oratório) que estava doente, já em sua casa aos cuidados dos pais, e havia pedido para chamarem seu grande amigo e mestre Dom Bosco, mas que, pela distancia dali e consequente demora do Santo (a exemplo de Jesus e Lázaro), acabou por se confessar com outro sacerdote local, omitindo nela fato grave, por vergonha, numa confissão sacríliga como o próprio jovem afirmou posteriormente ao Bosco.
Disse que : vendo-se numa caverna escura e apertada, na parte de baixo – abaixo pode ver um local mais amplo onde as pessoas estavam sendo julgadas e, sentindo-se culpado por tal confissão, ao chegar exatamente na sua vez, sabendo, como já dito, que seria condenado, foi acordado por Dom Bosco naquele fatídico momento (voltando ao corpo???), quando levantando-se assustou a todos que o velavam, etc. Após confessar-se novamente, mas agora sem omitir o fato que merecia a condenação, e despedindo-se do pai e da mãe que pela balbúrdia dos fugitivos assustados subiram ao lugar do velório, pode morrer em paz.
Aprendi que o estado de “purgatório” acontece ainda no tempo, e que nesse tempo contado diferenciado do nosso usual físico/lugar/espaço, seria onde o primeiro homem a ir para lá estaria se purificando no mesmo tempo que o último, quando aí então aconteceria a morte real para todos e o Juízo final.
Espero que minhas argumentações sirvam para tirar a presente dúvida, ou seja:
- O que a doutrina e os outros ensinamentos e experiências correlatas dos santos, que desconheço, mas que seriam de vosso conhecimento, poderiam ajudar-me com tal dúvida a fim de que eu firme, como verdade de fé, ou mesmo simplesmente meu livre arbítrio como católico, quanto a existência ou não dessa separação da alma do corpo na morte, tendo-se em vista que, no processo normal de morrer a última célula morre (se degenera) após 21 dias?
Atenciosamente, aguardo.

Otacílio
São Paulo

Resposta:
Data:  13/09/2005
Prezado Otacilio,
Salve Maria!
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Diversos de nossos leitores tem nos enviados perguntas sobre questões relacionadas a morte.
As dúvidas sobre temas relacionados a morte são comuns a muitas pessoas, porque a morte é um assunto que impressiona a todos. Para esclarece-las é necessário antes explicar alguns pontos.

Um dos problemas capitais da Filosofia é aquele que tem por objeto a própria essência do homem: em que consiste o ser humano?

As soluções deste problema trazidas pelos filósofos terão graves implicações. Os filósofos sensualistas, pelo menos enquanto são lógicos consigo mesmos, negam ou que exista a alma (materialistas) ou que possamos conhecer sua existência (fenomenologistas). Os filósofos chamados inatistas, pelo contrário, tenderão a encarar o homem como um puro espírito que estaria acidentalmente unido a um corpo. De que maneira? Muito lhes custa explicá-lo (dualismo ou espiritualismo exagerado).

A escola de Aristóteles e Santo Tomás ensina que o homem é um ser composto de dois princípios substanciais incompletos cada um, e complementares, sendo um deles uma alma espiritual e imortal, assim podemos apresentar as posições filosóficas sobre a existência da alma e a sua união com o corpo da seguinte forma:
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Doutrina Católica: Filosofia de Aristóteles e de Santo Tomás
Dois princípios incompletos cada um, dos quais um (alma racional) é espiritual, e que formam uma única substância (indivíduo humano). 
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Em contraposição a doutrina católica temos duas correntes:
– A primeira nega a existência da alma:  a alma humana não existe (materialismo) ou não é cognoscível (fenomenismo).
– A segunda apresenta uma separação radical entre corpo e alma: o homem é um espírito acidentalmente unido a um corpo (espiritualismo exagerado); a alma e o corpo são duas substâncias completas cada uma (dualismo).
Essa união substancial de ambos explica as recíprocas influências que observamos entre a alma e o corpo: assim, por exemplo, os assuntos que estão em nossa inteligência chegam a alma por meio dos sentidos; a atividade digestiva pode estimular ou prejudicar as atividades racionais; em geral a vontade domina as ações humanas, mas há casos em que este domínio fica muito diminuído ou se perde completamente; a tristeza e a alegria podem  causar diversas alterações orgânicas e as lesões orgânicas podem, por sua vez, produzir a loucura. Tudo isso se explica perfeitamente pela união substancial da alma com o corpo.
Consequentemente, conclui-se que o estado de separação da alma e do corpo é um estado antinatural, de violência e, portanto, só pode existir sendo sustentado por Deus. Tal estado não pode permanecer para sempre. Por isso, no fim do mundo, haverá a ressurreição dos mortos, onde novamente as almas se unirão aos corpos, permanecendo assim para sempre.

Quanto à morte, ela não é senão esta separação da alma e do o corpo.
São duas as propriedades da morte, afirmadas pela Igreja: sua unicidade e sua universalidade. Que é única, todos estão convencidos. Ninguém morreu uma segunda vez, e os casos milagrosos de ressurreições narrados no Evangelho e na vida de muitos santos não podem ser julgados conforme à lei ordinária. Pelo mesmo fato de serem milagrosos, são casos que escapam à atual ordenação das coisas, e que Deus pode querer para algum de seus fins providenciais: provar a divina missão de Cristo, a santidade de algum servo seu, etc.
Com relação à sua universalidade, todos os homens, procedentes de Adão estão condenados a morrer. E esta obrigação é vigente em virtude da lei imposta por Deus ao gênero humano como castigo do pecado original.

Alguns fisiologistas, antigamente, acreditavam que as atividades mais complexas do ser humano desapareciam antes que aquelas resultantes de uma existência vegetativa. Assim, a inteligência desapareceria antes que a respiração e a circulação. Mas os adeptos a essa teoria se veem obrigados a fazer algumas reservas diante de numerosos fatos nos quais a inteligência se manifesta apesar de um decaimento físico intenso. Não são raros os casos de pessoas que apresentam um aumento da atividade intelectual e uma compreensão mais elevada dos fatos um período antes da morte. A morte não oferece, pois, de modo algum, a simplicidade que muitas vezes lhe atribuem. 
Há casos interessantes na vida dos santos. No curso da agonia de Santa Verônica Giuliani, esta olhou para seu confessor, o padre Guelfi, com um ar suplicante. O padre Guelfi não a compreendeu, e só após algum tempo recordou que a santa havia declarado querer morrer em um ato de suprema obediência. Então o padre Guelfi disse: “Eu, ministro do Senhor, se tal é o vosso desejo, vos ordeno que saiais deste mundo”. A santa dirigiu um olhar às suas religiosas e expirou.

Com a Bem-aventurada Luisa de Sabóia parece, pelo contrário, que houve morte retardada por obediência. Sem dúvida, nestes casos, há uma intervenção divina que os faz acontecer.

Há vezes em que a pessoa se dirige para a morte mantendo plenamente suas funções intelectuais. Santa Catarina de Sena, na hora da morte, disse: “Pai meu, remeto meu espírito em vossas mãos”, e expirou. O padre Francisco Suárez, jesuíta, disse no momento de expirar: “Não acreditava que fossa tão doce nem tão agradável o morrer”.
Os teólogos discutem quando ocorre realmente a separação da alma e do corpo.
No século XVIII, o padre Feijó, sábio beneditino, escrevia:
Ninguém sabe qual é a última operação que a alma exerce sobre o corpo, nem qual é, da parte do corpo, a disposição essencialmente requerida para conservar a união da alma com ele; e se isto é ignorado, é impossível saber em que momento o homem morre”.
É assim que se distingue morte aparente de morte real.
Há um período após a parada das funções corporais em que o retorno à vida pode ser provocado, por exemplo, pela massagem cardíaca: é o período de morte relativa. A morte real ocorre somente após a real separação da alma e do corpo.
O tempo transcorrido entre a parada das funções orgânicas e a real separação da alma e do corpo é variável, indo de meia hora até aproximadamente 3 horas (podendo chegar até mais).

As células do corpo têm, cada uma, sua vida própria. A alma faz com que elas atuem ordenadamente. Se a alma deixa o corpo, as células mais resistentes continuam realizando suas funções próprias. Entretanto, estas funções já não estão ordenadas para o bem de todo o corpo. São ações realizadas “às cegas”. Daí ser possível extrair tecidos humanos, separando-os do corpo, e cultivá-los em laboratório. Algumas células ósseas, por exemplo, continuam em atividade muitos dias após o corpo já ter sido enterrado.


Noto que não nos parece inútil e ridículo tratar deste tema, como se fosse um delírio de sonhadores. Muitos episódios impressionantes e até comuns na prática médica nos oferecem dados bem sólidos sobre os quais nos basear. Experiências científicas e fatos médicos rigorosamente comprovados parecem demonstrar que, entre o momento chamado de morte aparente e o instante em que esta realmente acontece, existe sempre um período mais ou menos largo de vida latente. Nos casos de morte repentina, o período provável de vida latente dura até que se inicie a putrefação. Nos casos de morte por longa enfermidade, que vai consumindo lentamente o organismo, o período de morte aparente seria por volta de meia hora e, às vezes, muito mais. Daí os teólogos moralistas afirmarem que o sacerdote pode e deve administrar condicionalmente os sacramentos da penitência e da extrema-unção (e, nos casos necessários, do batismo) aos aparentemente mortos, enquanto não conste com certeza sua morte real (Cf. Catecismo Romano, Biblioteca de Autores Cristianos, Madrid, 1956, pág. 610, nota 2).
Após a separação da alma e do corpo segue-se imediatamente o juízo particular: a apreciação dos méritos e deméritos contraídos durante a vida terrestre. Em virtude deles, Deus, o supremo Juiz, pronunciará a sentença que decidirá nossos destinos eternos.
Sempre existiram os que propagaram erros com relação ao que acontece com a alma após a separação dela e do corpo. Frente a todos estes erros, a Igreja Católica ensina (como verdade de fé, segundo muitos teólogos), que a alma humana (de católicos ou pagãos, justos e pecadores, de adultos ou crianças, de homem ou mulher, sem exceção), ao separar-se do corpo (no momento em que ocorre a morte real, e não no momento da morte aparente), será julgada por Deus (submetida a um ato de justiça, pelo qual, em vista de suas boas ou más obras, Deus pronunciará a sentença que merece), imediatamente, sem demora alguma.
São muitas as passagens da Sagrada Escritura a nos dizer que o justo e o pecador recebem imediatamente depois da morte o prêmio ou o castigo por seus atos, e a Igreja definiu como verdade de fé esta retribuição imediata. O magistério eclesiástico não formulou nenhuma declaração dogmática sobre esta matéria, mas é uma verdade que se encontra implícita em outras verdades definidas e se encontra explícita em muitos textos do magistério ordinário. O Concílio Vaticano I tinha preparada para ser definida a seguinte proposição (que não chegou a ser definida pela necessidade de suspender as sessões do Concílio antes de ser examinada):
Depois da morte, que é o término de nossa vida, comparecemos imediatamente diante do tribunal de Deus, para cada um dar conta das coisas que fez com seu corpo”.
Este juízo realiza-se no mesmo lugar onde ocorreu a morte. Ali a alma conhece sua sorte final e prontamente se dirige ao lugar designado pela sentença do Juiz.
Além disso, segundo a doutrina católica expressamente definida como dogma de fé pelo papa Bento XII na constituição apostólica Benedictus Deus, a sentença do Juiz se executará imediatamente, sem um só instante de demora (P. Royo, Teología de la salvación, Biblioteca de Autores Cristianos, 1956, pág. 280-298).
Quanto ao Céu, o Purgatório e o Inferno, eles não são estados. Esta é uma idéia que se propagou com a Teologia moderna. Isto é um erro. Os três são lugares reais, os quais, entretanto, não se sabe onde ficam. Prova disso é que Nosso Senhor e a Bem-Aventurada Virgem Maria estão no Céu em corpo e alma. Portanto, o Céu é um lugar, e conseqüentemente o Purgatório e o Inferno também o são.

Quanto às experiências de quase-morte, há algumas teorias científicas baseadas na fisiologia cerebral que poderiam explicá-las.
Em 1988, um cardiologista holandês chamado Pim von Lommel iniciou um estudo tratando do tema. Neste estudo, que duraria 4 anos (de 1998 até 1992), ele entrevistou todos os pacientes reanimados de paradas cardíacas em dez hospitais holandeses. Dos 344 pacientes entrevistados, 62 (18%) referiram ao menos alguma lembrança do momento de morte clínica, ou seja, do momento em que o eletrocardiograma deixou de registrar atividade elétrica cardíaca, sendo que 23 deles declararam ter passado por experiências profundas de quase-morte. Estas experiências variavam: ter ciência de estar morto, sentir-se avançando por um túnel, ter uma experiência fora do corpo, observar uma paisagem celestial, visão de luzes, rever fatos da vida ou encontrar com pessoas conhecidas (Cf. van Lommel P, van Wees R, Meyers V, Elfferich I, Near-death experience in survivors of cardiac arrest: a prospective study in the Netherlands, The Lancet 358, 2039-2045).
Alguns defendem que tais experiências seriam conseqüência da falta de glicose e oxigênio no cérebro devido à parada cardíaca.  O fato de ficarem lembranças das experiências indica que a região do cérebro responsável pala formação da memória – o hipocampo – ainda funcionava suficientemente. Do mesmo modo, a sensação de luz, a visão de rostos familiares, a percepção de desligamento do corpo e as emoções boas indicam que outras regiões do cérebro (o córtex visual, o córtex parietal e o núcleo acumbente) estariam também ativadas. Além do mais, todas estas regiões têm em comum o fato de serem irrigadas pela Artéria cerebral posterior.

No cérebro temos neurônios cuja função é inibir a atividade de outros. Estes “neurônios-freios”, além de serem em maior número, são muito sensíveis à falta de oxigênio. Portanto, em uma parada cardíaca, deixariam de funcionar antes dos demais neurônios. Momentaneamente sem freios, os outros neurônios seriam agora ativados como se estivessem cumprindo suas funções normais, sinalizando a presença de luz, rostos familiares, deslocamento do corpo e sensações agradáveis. (Cf. site http://www.cerebronosso.bio.br/paginas/NDE.html).
Vale ainda dizer que muitos dos relatos coletados por van Lommel em seu artigo também são referidos por pacientes que fizeram uso de determinados fármacos (como, por exemplo, o fentanil) e que passaram por procedimentos anestésicos. Muitos dos pacientes entrevistados por van Lommel fizeram uso destas substâncias enquanto estavam internados (Cf. John M. Evans, Near-death experiences, The Lancet 2002; 359:2116).
O fato de somente uma porcentagem das pessoas que passaram por uma reanimação relatarem uma experiência de quase-morte é mais um indicativo de que não se trata de algo místico (que deveria acontecer com todos os que morrem), mas de algo consequente a determinadas alterações fisiológicas que ocorreram com uns e não com outros (existem variações bioquímicas e fisiológicas muitas vezes consideráveis entre as pessoas). Além disso, alguns deles podem ter passado por essas experiências, mas não as lembraram após a reanimação por um comprometimento das áreas relacionadas à memória.

É uma teoria razoável, embora haja outras. Apelar para uma explicação mística destes casos, quando é possível explicá-los de modo científico, é um erro. Um fato não-natural deve ser sempre provado, nunca suposto. E a Igreja sempre toma esta posição quando afirma o milagre de algum santo, por exemplo. Além disso, toda vez que um evento pode ser explicado naturalmente, devemos escolher essa explicação, em detrimento de outras explicações não-naturais.

Uma explicação completa do assunto sobre a união da alma e do corpo, pode ser encontrada no livro “Introdução Geral à Filosofia”, de Jacques Maritain, Editora Agir.

A morte, sem dúvida, é algo que inquieta a todos. Mas devemos trazer sempre em mente que morrem bem os que vivem bem, ou seja, conforme a Lei de Deus.
A vida é uma escola de honra, onde se aprende a sofrer para saber como se deve morrer.
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Salve Maria
Antônio Spiak

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