Montfort Associação Cultural

7 de janeiro de 2005

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Seitcho-no-ye

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Cristina
  • Localizaçao: – Brasil

Caro Professor Fedeli
Salve Maria.

Graças a Deus estou tendo a oportunidade de entender a revelação. Sua página está sendo fundamental e fonte de preciosas informações. É através dos assuntos que nela se encontram, que estou tendo um conhecimento mais detalhado do que tenho ouvido de alguns bons amigos de Passos.

Vejo também sua dedicação em responder os e-mails de pessoas que têm dúvidas. Por isso resolvi lhe pedir uma explicação sobre o budismo ou seicho-noie, não sei se são a mesma ciência. Preciso destas informações, porque minha sogra é leitora assídua dos manuais de seicho-noie, Sutra Sagrada e Shinshokan. Possui em um mesmo local estátuas do Buda, de um casal da seicho-noie e uma imagem de Sta. Rita de Cássia. Estas orientações servirão para que eu possa explicar a ela e me defender. Segundo a definição dada por ela, estas seitas são uma filosofia de vida, o poder da palavra, o poder da mente, entre outras coisas.Caso não tenha sido clara, peço-lhe desculpas.

Saudações,
Cristina

Prezada Cristina,
Salve Maria.

Muito obrigado por suas bondosas palavras. Recomendo-lhe que explique com paciência à sra. sua sogra o que vou lhe escrever agora.

A Seitcho-no-ye é uma seita gnóstica fundada por um tal Taniguchi. Ensinava ele que tudo o que é material, de fato, não existe. Mesmo nosso corpo material é uma ilusão. Só quem crê que possui corpo fica escravizado por ele, e sujeito à doença e à morte. Se a pessoa crê que não tem corpo, nem fica doente, nem morre.

O tal Taniguchi já morreu, o que prova, usando o argumento e teoria louca que ele defendia, que nem ele acreditava no que ele ensinava.

Do ponto de vista moral, a Seitcho-no-ye afirma que não existe pecado. Recomenda que sempre se deve deixar fazer o que o outro quer. Por exemplo, no livro do Taniguchi está escrito que, se um dos esposos quer cometer adultério, o outro cônjuge não deve impedir isso. Antes, pelo contrário, deve favorecer o ato adúltero de seu esposo. Taniguchi diz – sem citar a Igreja Católica – que engana o povo a religião que afirma haver pecado, e que o homem não necessita de um Redentor. 

Com efeito, se não existe o pecado, o homem não necessita de redenção. Cristo, então, não seria nosso Redentor e Salvador. Tudo isto está no livro da Seitcho-no-ye escrito pelo fundador da seita. Infelizmente, o livro dele não está a meu alcance, neste momento, o que me impede de lhe citar as páginas. Mas, se você tiver esse livro, sua sogra deve tê-lo, não lhe será difícil encontrar essas idéias loucas nele, e ainda outras mais.

Escreva-me para lhe ajudar a responder a sra. sua sogra. Reze por ela e trate-a com muita caridade que, vendo seu exemplo de vida, ela se converterá mais facilmente. 

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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