Montfort Associação Cultural

16 de março de 2014

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Segundo Domingo da Quaresma

1ª Classe – Paramentos Roxos

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1ª Epístola de São Paulo Apóstolo aos Tessalonicenses 4, 1-7.
Irmãos: Nós vos rogamos e suplicamos, no Senhor Jesus, que, assim como aprendestes, de nós, o modo como deveis andar para agradar a Deus, assim continueis, para progredirdes cada vez mais. Vós bem sabeis as instruções que vos dei, em nome do Senhor Jesus. Porque, o que Deus quer é a vossa santificação: que eviteis a fornicação; que cada um de vós saiba possuir o seu corpo na santidade e no respeito, sem se deixar arrastar pelas paixões da concupiscência, como fazem os Gentios, que não conhecem a Deus; e que ninguém defenda ou enrede o seu irmão neste assunto, porque o Senhor castiga todas estas coisas, como já vos dissemos e atestamos. Porque Deus não nos chamou para a imundície, mas para a santidade: em Jesus Cristo Nosso Senhor.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 17, 1-9.
Naquele tempo: Tomou Jesus consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e levou-os à parte a um alto monte e transfigurou-se diante deles: O seu rosto ficou refulgente como o sol, e as suas vestiduras tornaram-se brancas como a neve. E eis que Moisés e Elias lhe apareceram, falando com ele. Então Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: “Senhor, bom é nós estarmos aqui; se quereis, façamos aqui três tendas – uma para Vós, outra para Moisés, e outra para Elias.” Estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem resplandecente os envolveu, e uma voz dizia, da nuvem: “Este é o meu Filho dileto, em quem pus toda a minha complacência: ouvi-O.” Ao ouvirem isto, os discípulos caíram de bruços, e tiveram grande medo. Jesus, porém, aproximou-se deles, e tocou-os, dizendo-lhes: “Levantai-vos, e não temais.” Eles, então, levantando os olhos, não viram ninguém mais, senão Jesus. E, quando desciam do monte, Jesus ordenou-lhes, dizendo: “Não digais a ninguém o que vistes, até que o Filho do homem ressuscite dos mortos.”
Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).
Comentário ao Evangelho do dia:
São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho de Mateus, n º 56; PG 58, 549 (extraído do siteEvangelho Quotidiano)
“Não conteis a ninguém o que acabastes de ver, até que o Filho do Homem seja ressuscitado dentre os mortos”
Jesus Cristo conversou muito com os seus discípulos acerca dos seus sofrimentos, da sua Paixão e morte, e predisse os males que iria suportar e a morte violenta que um dia os faria sofrer (Mt 16,21-26). Foi por isso que, depois de lhes dizer coisas tão duras e tão difíceis, tentou consolá-los evocando as recompensas que lhes daria quando viesse na glória de seu Pai (v. 27). […] Quis mostrar-lhes com antecedência, na medida em que eles eram capazes de o compreender nesta vida, a grande majestade na qual estava para vir, impedindo assim a perturbação e a dor que os seus apóstolos, especialmente Pedro, poderiam sentir perante a sua morte. […]
“Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João.” Porque tomou apenas esses três apóstolos? Provavelmente porque eles excediam os outros: São Pedro por causa de seu entusiasmo e do seu amor; São João porque era o discípulo que Jesus amava (Jo 13,23), e São Tiago, porque dissera, com seu irmão: “Podemos [beber o teu cálice]” (Mt 20,22), e porque manteve a sua palavra (At 12,2). […]
Porque fez aparecer Moisés e Elias? […] Ele era constantemente acusado de violar a Lei e de blasfemar, apropriando-Se de uma glória que não Lhe pertencia, a glória do Pai.[…] Querendo pois mostrar que não violava a Lei e que não Se atribuía uma glória que não Lhe pertencia, Jesus invoca a autoridade das duas testemunhas mais irrepreensíveis: Moisés, que dera a Lei […], e Elias, que fora abrasado de zelo pela glória e o serviço de Deus (1Rs 19,10). […] Além disso, queria ensinar-lhes que era o senhor da vida e da morte, trazendo à sua presença um homem que estava morto e outro que tinha sido transportado vivo numa carruagem de fogo (2Rs 2,11). E queria revelar aos seus discípulos a glória da sua cruz, consolar Pedro e os companheiros, que se sentiam atemorizados pela sua Paixão, aumentar-lhes a coragem. Com efeito, Moisés e Elias falavam com Ele da glória que haveria de receber em Jerusalém (Lc 9,31), ou seja, da sua Paixão e da sua cruz, que os profetas sempre tinham apelidado de sua glória.

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