Montfort Associação Cultural

16 de agosto de 2013

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Se o Bispo não quiser ou se o Bispo não puder…

Publicado finalmente no site do Vaticano em várias línguas, entre elas o português, depois de seis anos, o Motu Proprio Summorum Pontificum.

Esse grande documento, em que Bento XVI declara que  jamais foi abolida a sagrada liturgia da Missa, codificada por São Pio V após o Concílio de Trento, foi certamente a pedra de escândalo de seu pontificado, causa de um grande e ainda crescente movimento de restauração da vida católica e um dos motivos do indisfarçável ódio que lhe votaram setores ainda tomados por certas correntes heréticas do milênio passado.

Junto à alegria da evidente reafirmação de sua validade, estala uma acusação: há um erro em algumas das traduções… Onde se lia claramente no latim

Art. 7. Ubi aliquis coetus fidelium laicorum, de quo in art. 5 § 1 petita a parocho non obtinuerit, de re certiorem faciat Episcopum dioecesanum. Episcopus enixe rogatur ut eorum optatum exaudiat. Si ille ad huiusmodi celebrationem providere non vult res ad Pontificiam Commissionem “Ecclesia Dei” referatur.”

le-se em português:

“Art. 7. Se um grupo de fiéis leigos, incluídos entre os mencionados no art. 5-§ 1, não vir satisfeitas as suas solicitações por parte do pároco, informe o Bispo diocesano. Pede-se vivamente ao Bispo que satisfaça o desejo deles. Se não puder dar provisão para tal celebração, refira-se o caso à Pontifícia Comissão «Ecclesia Dei».

Mas convenhamos…  a tradução errada é ainda mais favorável aos fiéis que pedem a Missa tridentina do que o original! Pois o texto afirma que o recurso à Comissão Ecclesia Dei deve ser feito, não apenas em caso de uma hipotética má vontade da parte do Bispo – certamente impensável diante da clara ordem do Papa! – mas ainda nos inúmeros casos de dificuldades reais ou imaginárias para estabelecer a celebração regular dessa “extraordinária” liturgia nas dioceses pelo mundo afora.

Peçamos pois!

Fonte da notícia: Messa in Latino

Comentário: Lucia Zucchi

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