Montfort Associação Cultural

28 de outubro de 2005

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Se há tantas mentiras, onde encontrar a verdade?

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Julia dAmore
  • Idade: 41
  • Localizaçao: Campo Grande – MS – Brasil
  • Escolaridade: Superior concluído
  • Profissão: Tecnico Judiciário/MS
  • Religião: Católica

Eu sou católica apostólica romana, sigo a Igreja de Cristo, instituída em Pedro. Obedeço ao Papa. Fui educada na Ação Católica, na Italia, até 1978. No Brasil desde então, perdemos o rumo… Não encontro, nas igrejas católicas de minha cidade (Campo Grande/MS) a mesma Igreja de Roma; cada padre faz o que quer e diz obedecer ao Bispo (e ninguém vai perguntar ao Bispo se é verdade…). Leio muito, estudo um pouco, já fui sabatinada e me disseram que meus conhecimentos são solidos e profundos, minha Fé teória é grande.
Por Roma ser tão distante… foi dificil permanecer fiel, apesar de tudo. Mas permaneci. Minha família, no entanto, se perdeu pelas estradas do esoterismo, do espiritismo, da massonaria…
Agora, com a internet – até hoje ninguem sabe se é um bem o um mal – tenho acesso a informações de todo tipo…
Sempre desconfiei da Teologia da Libertação e da Renovação Carismática. Pura intuição e meus poucos conhecimentos sobre a história da Igreja e seus caminhos.
Simpatizava pelas idéias do bispo Le Fevre, embora desconhecesse toda a historia e a ideologia. Apenas penso que a Missa em latim guarda mais o “sagrado” e inspira a adoração a Deus. Sou contra pegar a hostia sagrada com a mão, contra o numero extraordinario de ministros na S. Missa, em fim, contra as mudanças nos rituais da Celebração Eucaristica e a acomodação dos rituais a cada cultura e povo. Também não concordo com a tradução da Biblia. Não é à toa que o Islam proibe a tradução do Alcorão… isso garante que traduções possam disvirtuar a verdade deles.
Creio que se o povo não sabe o latim, é dever da Igreja ensinar.
Leio bastante o que este site publica.
Vou atrás das fontes que todo artigo apresenta.
Vou atrás dos nomes.

Hoje sinto forte em mim o desejo de encontrar Deus. Temo descobrir tarde demais que ouvi falsos profetas. Embora digam que a responsabilidade é de quem guia… de que me serve isso se terei servido a um falso deus quando tudo que desejo é servir ao Deus de Abrão, de Isac e de Jacob?

Se há tantas mentiras, onde encontrar a verdade?
Às vezes, me sinto confusa em seu site, pois não percebo qual é seu Senhor.

Na verdade, minha confusão é tanta, que creio não ter sabido expressar minhas intenções. É que acabo de sair de mais um deserto interior (ou noite escura). Ainda tenho muita sede de Deus.

Agradeço antecipadamente à sua resposta.

Julia

Muito prezada Dona Júlia,
salve Maria!
 
    Sua carta me alegrou muito.
    A situação espiritual em que a senhora se encontra é a de milhões de outras pessoas estarrecidas e escandalisadas, confusas e perplexas diante de tantos erros que hoje perturbam a vida católica.
    Com efeito, as heresias estão disseminadas por toda a parte, especialmente no clero. Na moral, já não se encontram mais guias firmes e sábios. Confessar-se é quase uma proeza, pois não se encontram quase padres para ouvir os pecados, e quando se encontra um, normalmente nele não se acha nem sabedoria, nem prudência e nem moral. Desgraçadamente.
    Quanto à situação da Liturgia, bem disse Monsenhor Gamber, autor elogiado pelo Cardeal Ratzinger, que a Nova Missa é um câncer no tecido da Igreja. E o Cardeal Ratzinger acescentou que, de fato, a Nova Missa é uma falsificação, algo artificialmente fabricado.
    Em matéria de arte, na Igreja, dá tristeza ao se rezar a antiga oração do Lavabo, (pensando apenas em seu sentido literal, é claro):
 
    ”Senhor, eu amei a beleza da vossa casa, o lugar onde reside a vossa glória”.
 
    No sentido analógico, evidente, essa oração expressa verdadeiramente o amor que devemos ter pela Igreja enquanto tal, e que nos causa a imensa dor ao constatar a que estado de ruína o clero modernista reduziu a Igreja Católica em nossos dias.
    Sua visão da realidade coincide em muito com a minha, tanto que me daria prazer em trocar correspondência com a Senhora, e mesmo de encontrá-la um dia.
    Escreva-me quando lhe for conveniente, que terei sempre muito prazer em atendê-la.
    Um abraço amigo.
 
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli.

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