Montfort Associação Cultural

20 de fevereiro de 2011

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Santa Missa de sempre

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Anônimo
Caro Professor Orlando Fedeli, Marcelo e todos os colaboradores do site

Geralmente escrevemos tratamentos como “Caro, exmo, Querido, …” apenas como uma formalidade a pessoa a qual a carta está endereçada, mas a vocês escrevo com o verdadeiro sentido da palavra, pois a mim vocês são pessoas realmente caras, com um valor inestimável.
É com muita alegria que escrevo esta carta contando sobre a minha primeira participação em uma Missa de sempre que começou a ser celebrada em Curitiba na Igreja da Ordem dia 12 de agosto a pedido de muitos jovens e pessoas interessadas no rito.
Logo após a publicação do Motu Próprio, algumas pessoas procuraram o Monsenhor Luiz Gonçalves que prontamente se colocou a disposição e procurou com muita alegria atender o mais breve possível os fiéis.
A Igreja é pequena em tamanho e simples em sua arquitetura, mas rica na liturgia que renasce do esquecimento. Posso dizer sem querer desmerecer o sacramento que recebi desde minha adolescência a partir da minha primeira comunhão, que finalmente recebi o corpo de Cristo dignamente consagrado na Eucaristia.
O que me deixou mais feliz é que parte dos fiéis é constituída de jovens e crianças e neste caso, vejo como uma benção divina o fato de crianças pequenas estarem participando desde a infância de uma Missa de sempre, pois penso que eles estão entrando num tempo de glória maior por terem o acesso que eu não tive quando criança, quando por causa disto corri o sério risco de perder a fé ou de torná-la relativa incluindo o sério perigo de abraçar uma fé falsa ou defeituosa promovida pelos lobos do protestantismo.
Não quero pecar procurando defeitos e medindo outras pessoas, mas alguns aspectos da Missa Tridentina em comparação a Missa Nova foram evidentes para mim:
É evidente a diferença litúrgica e musical entre uma Missa celebrada e voltada totalmente ao sacrifício do cordeiro de Deus e outra celebrada ao som de palmas, de atabaques, de guitarras, de baterias e outros instrumentos barulhentos com ritmo de afoxé, reggae, rock e outros estilos modernosos.
Antes da Missa, ao invés de ficarmos pasmados no banco olhando os “atores” na Missa nova arrumando e afinando seus instrumentos, contando piadas, decidindo quem será o vocalista pop star, usando o altar como se fosse um corredor de uma firma qualquer e usando camisetas escritas “Kiss my ass” como já tive o desprazer de ler em um integrante de banda, agora vemos o altar ser preparado respeitosamente enquanto rezamos o rosário.
Ao invés de recebermos a hóstia na mão correndo o risco de perder pedaços pelo caminho e até que sejam roubadas para a profanação, a recebemos da mão do padre direto na boca e de joelhos assim como merece ser recebido o corpo de Cristo para que seus pedaços não sejam pisoteados ou profanados.
Nossa atenção fica totalmente voltada para o sacrifício nos mantendo em algo que pode ser chamado verdadeiramente de um REPOUSO NO ESPÍRITO SANTO, ao contrário do EXTASE FRENÉTICO PENTECOSTAL ilegalmente chamada de repouso no espírito.
Já ouvi muitas pessoas dizer “não agüento ficar mais de uma hora numa Missa por se tornar cansativa e não ser alegre”, pobre gente, não sabe que a Missa é o momento atemporal onde Cristo foi pregado numa cruz até esvair em sangue e quando perfurado pela lança verteu água por não mais poder verter sangue, aquele momento foi muito mais que cansativo para Cristo, que somente se alegrou por saber que estava morrendo por nós, esta é a verdadeira alegria de uma Missa, e não as musiquinhas bobas que muitas vezes parecem inferiores até do que musicas de apresentadores infantis. As pessoas mal sabem que o suposto cansaço que temos durante a Missa é o mínimo merecido por Cristo para nossa redenção, e que a maior alegria é saber que ele se deu por nós!
Durante a Missa de sempre todas as pessoas incluindo as crianças ficam mais de uma hora e meia numa Missa tridentina sem sentir cansaço! Saímos com a sensação de que realmente fomos purificados pelo sangue de Cristo.

Muitas pessoas também tem o disparate de dizer, “não sei latim, pois é uma língua morta, nóis fala brasileru!”, obviamente desconhecendo a origem do idioma português e menosprezando a liturgia da Igreja e não se lembrando de que o Latim é língua oficial da Igreja Católica, portanto língua vivíssima. Mas aí pergunto! Se ela não quer usar o latim nas Missas por não saber, porque tem tanta gente que aprende a cantar músicas em Inglês, francês, italiano sem saber falar, só pelo prazer de cantar? Vou mais longe (ou mais perto…), porque estas mesmas pessoas afirmam estarem “falando em línguas” antes ou depois de “repousar no espírito”, se o Latim pai do Português é difícil, o que dizer então do “decantalaiúbez”?
Essas pessoas deveriam antes de mais nada evitar usar camisetas com palavrões em outros idiomas durante uma Missa na qual teoricamente ela esta “ajudando” e na qual diz “prefiro o brasileru, pusque nóis intendi!”.

Tive diversas impressões sobre a Missa de sempre, não consigo descrever em palavras todas estas sensações, mas acredito que só participando de uma Missa de sempre para se saber o que é o sentimento de alívio e de certeza do caminho de Cristo.

A maior das evidências que tive em relação a Missa de sempre e a Missa nova foi um comentário de minha namorada ao final da Missa – “Nossa, parece que nem foi uma Missa Católica!”, ela fez o comentário por jamais ter conhecido antes a Missa de sempre, isto demonstra que o relativismo tentou tornar a Santa Missa em um culto qualquer, parecido com os cultos realizados em “igrejas” protestantes, onde devemos tirar a palavra “igreja” e deixar apenas protestante!

Se os próprios Católicos já não reconhecem mais a liturgia e o que foi a Igreja Católica até 1962, a única conclusão a que chegamos é “ALGO ESTÁ MUITO ERRADO E PRECISAMOS CONSERTAR!”
Que Deus sempre guarde a equipe montfort.

Data: Tue, 4 Sep 2007

Muito prezado  Leandro,
Salve Maria.
     Alegro-me com sua alegria santa pela assistência á Missa católica, a Missa de sempre. Agradeço suas palavras bondosas para conosco do site Montfort. Mas só Deus pode recompensar as palavras taõ correats que você escreveu exaltando aMissa de sempre e exprobando os sacrilégios que se cometem na Missa do bumbo e da bomba, do pandeiro e do pandemônio.
   Graças a Deus, a Missa em Curitiba está tendo uma freqûencia cada vez maior: mais de cem pessoas na primeira vez. Mais de duzentas na segunda vez. 270 na terceira vez.
    Soube que outros padres de Curitiba vão começar a rezar a Missa de sempre. Por todo o Brasil cresce cada vez mais o número de Padres que se dispõe a aprender a Missa de sempre. Deus seja louvado!
    Escreva-m esempre, e, quando eu for a Curitiba dar palestras, seria uma alegria para mim tê-lo entre meus ouvintes e amigos.
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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