Montfort Associação Cultural

2 de maio de 2009

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Sacerdotes Paraguaios Denunciam a Infidelidade, Irresponsabilidade e Oportunismo Político de Lugo

 
ASsUNÇÃO, 27 de Abril de  2009 (ACI).- Ante o recente pedido de filiação não Paraguai relacionado com o Presidente Fernando Lugo, o Instituto Secular Padres de Schoenstatt em Assunção emitiu um enérgico comunicado não qual explica que o supremo mandatário demonstrou com suas ações sua infidelidade à palavra dada, irresponsabilidade, incomprensão do significado de família e paternidade, assim como oportunismo político.
 
Não extenso comunicado referente à conduta de Lugo, que foi Bispo de São Pedro, os presbíteros recordam que “ser fiéis à nossa palavra gera a nossa essência como pessoas livres e firmes. Na Igreja Católica, ninguém é obrigado a fazer um voto de castidade nem uma promessa de celibato. Ambos apontam ao mesmo: os consagrados renunciam à paternidade biológica, para que nossa paternidade, a serviço do Reino de Deus, seja mais fecunda“.
 
Ademais, precisam, “todos somos humanos, limitados e pecadores, porém todos somos convidados a lutar contra as tentações, evitar os pecados e crescer na vida da Graça“.
 
Em seguida, os sacerdotes explicam que não Presidente falhou também aresponsabilidade não só por nossos atos, como também por suas conseqüências”.
“Não somos animaizinhos, escravos dos instintos; somos seres humanos, dotados por Deus com liberdade de vontade. A conseqüência imediata dessa liberdade é a responsabilidade pelo que fazemos ou deixamos de fazer, e também por todas as conseqüências que resultem de nossos atos e omissõers. Se caímos em pecado, não só nos arrependemos e pedimos perdão, como também assumimos as conseqüências, sem buscar excusas baratas ou justificações pueris“, acrescentam.
 
 
Os sacerdotes de Schoenstatt explicam logo depois que o terceiro valor que não foi considerado por Lugo “é tudo o que se refere à família, aos direitos das crianças e menores de idade, e à paternidade“.
“Todos os seres humanos, e especialmente os mais indefesos, são filhos de Deus e têm direitos inalienáveis. Nós não temos direito de privar uma criança da experiência de ter um pai, uma mãe, uma familia bem constituída, de sentir-se esperado, amado, valorizado. Nenhuma criança deveria ter que descobrir que foi um ‘problema’, uma ‘ameaça’ feita realidade, algo vergonhoso que teria que ser escondido e negado a todo custo. Muito pior sería por suposto negar a uma criança o direito à vida, caindo no crime do aborto“, assinalam.
 
 
Do mesmo modo, consideram, tão pouco temos direito a ‘excitar’ uma menor de idade com a importância de nosso cargo, nossas posses, ou com promessas que não vamos cumprir –e muito menos para usá-la como objeto de satisfação sexual: ¡sso é corrupção de menores! Com o sexto mandamento, Deus nos recorda que o bem do filho e da família estão muito acima de todo suposto ‘direito’ ao exercício indiscriminado de nosso instinto sexual“.
 
 
Além de denunciar o machismo como uma atitude que denigra as mulheres e a ausência de “paternidade em nossa pátria“, os sacerdotes se referem a “outro antivalor” manifestado na atuação do Presidente paraguaio, o do ‘oportunismo político’: louvar um reconhecimento tardio e sob pressão judicial como ato valente, sinal de honestidade, etc., não tem algo de adulação e de lisonja em busca de benefícios pessoais?“, perguntam.
 
Os sacerdotes exortan depois “a todos os nossos irmãos na fé que rezem especialmente por nossos, sacerdotes e Bispos já que “estamos expostos às mesmas tentações que todos, somos iguais como pecadores, porém nossas quedas costumam ser  muito estrepitosas, provocam muito dano e causam dor a muita gente“.
 
Finalmente, o texto assinala que “nossa melhor resposta ante os fatos comentados não é a lamentação, mas a decisão firme de lutar por esses valores em nossa própria vida, dando testemunho audaz e alegre de que se pode viver com coerência, que nossa fe católica não nos leva a ser reprimidos ou mentirosos, mas que é um caminho de autêntica felicidade e plenitude de vida“. Assim vamos poder levar mais de um grãozinho de areia na construção de um Paraguai cada vez mais ‘nação de Deus’”.

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