Montfort Associação Cultural

31 de agosto de 2004

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Rock e Satanismo

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Thiago
  • Idade: 18
  • Localizaçao: Campinas – SP – Brasil

Meu nome é Thiago e eu li o artigo sobre o rock, apesar de não ser um leitor do site.

Após a leitura desse artigo fiquei chateado de pensar dessa meneira maldosa contra o rock.

Eu sou catolico, toca na missa aos domingos e participo de grupo de jovens, e ainda por cima gosto muito de rock, escuto quase sempre que posso, também toco rock, o que pelo contrario do que foi escrito me da prazer, anima e me acalma.

Uma coisa eu concordo, existem certas bandas que realmente sao satanistas e que certamente estao erradas. Mas tratar do punk rock, Death Metal, Progressivo, Underground como se fossem as mesmas coisas, isso não pode estar certo, não se pode generelizar tanto. Eu sou adepto do Dream Theater, uma banda de rock progressivo com maestros e musicos formados, e a letra é muito boa com muitos pensamentos felizes sobre a vida.

Venho aqui mostrar minha tristeza que essa generalizacao do rock, e dizem que se informassem mais sobre o assunto.

Mesmo assim aqui vai o meu muito obrigado pela paciencia e dedicação para com o catolicismo.

Prezado Thiago, Salve Maria.

Começo agradecendo suas palavras finais reconhecendo a dedicação do site Montfort na defesa do Catolicismo. Que Deus lhe pague por isso.

Quanto ao rock, já é um bom passo você admitir que há, de fato, satanismo nesse tipo de música.

Infelizmente você, depois de admitir que há roqueiros satanistas, defende outros como bons.

Ora, você deveria se perguntar como um tipo de música poderia ser bom, se ele permite expressar o satanismo.

Outra pergunta que você deveria se fazer é: se os mentores e propagadores do rock reconhecem que o fizeram para propagar o satanismo, é seguro que se possa usar desse tipo de música, para exprimir boas idéias e bons sentimentos?

Seria lícito tocar o rock nas igrejas?

O Cardeal Ratzinger, em seu último livro sobre a Liturgia considera que não é lícito fazer isso, pois ele diz o seguinte:

“Com relação a isso, a música “rock” é a expressão de paixões elementares, que nas grandes reuniões de música rock assumiram características cultuais, isto é, de um contra culto que se opõe ao culto cristão” (Cardeal Joseph Ratzinger, Introduzione allo Spirito della Liturgia, ed. San Paolo, Milano, 2.001, p. 144. O sublinhado e o negrito são meus).

Veja então, meu caro Thiago, que é o Cardeal Ratzinger – e não só eu — quem afirma que o rock é um anti culto. É o Cardeal Ratzinger quem afirma — e não só eu — que “O Rock é um contra culto que se opõe ao culto cristão”. Se o rock se opõe ao culto cristão, é errado tocar rock nas igrejas, e nas cerimônias católicas.

Peço-lhe, então, que considere estas palavras do Cardeal Ratzinger, para retificar e corrigir sua posição face ao rock de qualquer tipo que seja.

Escreva-me mais, para que eu possa ajudá-lo.

Atenciosamente

in Corde Jesu, semper,

Orlando Fedeli

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