Montfort Associação Cultural

27 de agosto de 2004

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Rock e evangelização

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Daniel Martins
  • Localizaçao: – Brasil

Amigos,
creio em Jesus Cristo como Senhor e Salvador da minha vida e feqüento, desde bebê, a Igreja presbiteriana Independente.
É certo que muitas canções ou simplesmente músicas do Rock fazem a sua alusão ao Diabo, umas implicita e outras explicitamente. É certo também que Satanás tem usado o Rock, desde o seu surgimento, para arrebanhar jovens aos seus domínios. Mais certo ainda, porém, é o fato de que Satanás tem tentado, desde sua queda, destruir o grande plano de Deus. Isso obseva-se desde o Éden, quando em forma de serpente, induziu Adâo e Eva ao pecado. A principal estratégia de Satan tem sido essa: pegar uma boa idéia de Deus e deturpá-la, às vezes até sutilmente. A mentira, desde o início, tem sido seu instrumento.
Deus instituiu a família, e Satanás tentou destruí-la, seja no pecado de Adão e Eva, seja no assassinato de Caim.
Para fazer com que jovens se afastem de Deus, ele criou uma de suas melhores mentiras: Dizer que ele próprio não existe. Se as pessoas acreditarem que Lúcifer não existe, então não há porque procurar a Deus, pois não há do que se salvar. Compreende como é astuto?
Asssim também aconteceu com a música. Não há como negar que ela é uma criação de Deus. E como toda obra divina, Satanás tenta destruí-la ou utilizá-la em seu próprio favor. Desde as idades mais antigas, são compostas músicas profanas em estilo das religiosas e vice-versa. Basta estudar um pouco de história da música cristã para ver que as canções que compõem o hinário têm seu ritmo baseado em músicas folclóricas de época em que foram feitas, as verdadeiras músicas populares que existiam.
Asssim também, a música erudita foi utilizada tanto para composições cristãs, como a de Bach, Mozart ou Haendel, como também para profanas, como Carmina Burana, de Wagner.
O rock, como qualquer outro estilo musical, pode ser utilizado tanto para o bem como para o mal. Dizer que “o rock é do Diabo” ou que “o Diabo é o pai do Rock” é simplesmente ir contra um princípio infalível: o rock é um estilo musical, e a música É UMA CRIAÇÃO DE DEUS!!!! Aceitar um desses conceitos é fechar os olhos para um grande meio de levar jovens a Deus: o rock!!!! Assim como Satanás inventou que ele não existe para as pessoas não procurarem a Deus, ele também inventa que o rock é seu para bloquear esse grande canal de evangelização. Quem não acredita basta ir a uma apresentação de bandas como Oficina G3, Resgate, Fruto Sagrado e tantas outras que fazem do rock um instrumento de Deus, e Ele realmente AGE!
Se nós aceitarmos essa visão fechada de que o rock, como um todo, é do Diabo, o que dizer do Samba, por exemplo, e todos suas músicas que expressam a concupiscência da carne e compoêm, por exemplo, o Carnaval?
E a utilização de instrumentos de percussão, como atabaques, bongôs e até a bateria deveriam ser proibidos na igreja, afinal são instrumentos base de religiões africanas, como o candomblé.
Meu conselho, como cristão, a vocês, é que estudem mais a PALAVRA DE DEUS e sigam seus ensinamentos, e não ensinamentos, doutrinas, dogmas e ritos de uma RELIGIÃO, que é algo criado por homens. E como sabemos muito bem, o homem é falho.

Tenham um bom estudo e revejam sua posição tradicionalista e dogmática.

Deus abençõe e ilumine vocês.
Daniel

Prezado Daniel, salve Maria.

Lamento que você seja presbiteriano, pois esta é uma heresia. Para piorar você defende o rock de modo absurdo. Confessa e concorda que há rocks até explicitamente satânicos. Mas quer me convencer de que o rock pode ser bem usado para “salvar as almas” e para “evangelizá-las”.

Meu caro, permita-me não concordar com seu raciocínio. Foi Deus quem criou a papoula, mas nem por isso podemos aprovar o ópio. Foi Deus quem fez as substâncias químicas, e a morfina pode até ser usada medicamente. Mas nem por isso se pode defender o uso da morfina. Pois, meu caro, o rock é pior ainda. Ele é, por vezes explicitamente, satânico. Você quer me persuadir de que, não sendo explicitamente satânico, ele poderia ser cristianizado. Vade retro, Daniel!

Nossa condenação do rock não significa que consideremos o samba, a música caipira, o tango, a rumba e outros ritmos modernos isentos de maldade. Apenas, é no rock que o satanismo se tornou explícito. O que o torna pior.

E já que me aconselha ler a Escritura, veja que nela Deus manda destruir tudo o que foi usado para os ídolos, que eram demônios, como dizem os Salmos. Você, Daniel, quer usar para Deus o que é usado explicitamente pelo diabo. Creio que você está em má companhia. Dize-me com quem andas e te direi quem és.

Orlando Fedeli

 

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