Montfort Associação Cultural

14 de outubro de 2005

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Revista francesa reforça tese da falsidade do Santo Sudário

  • Consulente: Rodrigo R. Salesi
  • Localizaçao: Jundiaí – SP – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau concluído
  • Profissão: Faturista
  • Religião: Católica

Olá caros amigos da Associação Montfort,
Salve Maria!

Meu intuito é poder colaboarar para com o site.
Assim gostaria de uma análise se possível do senhor Sidney Gozzani sobre a notícia que coloco abaixo que foi divulgada no mês de junho 2.005.

Antes de tudo quero dizer que creio piamente no Santo Sudário!

Uma análise sobre está notícia pois, pelo que vejo fica algo confuso no ar.
Ao senhor Sidney Gozzani e demais membros da Montfort,

Deus lhes abençõe. Força e Coragem na luta de cada dia!
Salve Maria Santíssima!

Rodrigo



22/06/2005 – 16h24
Revista francesa reforça tese da falsidade do Santo Sudário
RICHARD IHGHAM
da France Presse, em Paris

A revista científica francesa “Science et Vie” (“Ciência e Vida”) informou nesta terça-feira que realizou experiências que provam que o Santo Sudário, considerado por alguns cristãos a relíquia mais sagrada do Catolicismo, é falso. “Uma técnica medieval nos ajudou a produzir um sudário”, afirmou a revista na edição que sairá em julho.

O sudário é apontado por seus defensores como o tecido que envolveu o corpo de Jesus Cristo, após ter sido retirado da cruz.

Nele é possível ver a imagem de um homem ensangüentado com orifícios nas mãos, bem como ferimentos no corpo e na cabeça, resultantes aparentemente de crucificação, de esfaqueamento com lança e de coroa de espinhos descritos pela Bíblia na Paixão de Cristo.

Em 1988, cientistas submeteram o delicado tecido de linho ao exame de datação por carbono 14 e concluíram que o material foi produzido entre 1260 e 1390. Seu estudo impeliu o então arcebispo de Turim, onde está o sudário, a admitir que a peça era falsa. Mas o debate foi reativado em janeiro deste ano.

Com base em um método já usado por céticos para atacar as alegações de autenticidade sobre o sudário, a revista “Science et Vie” pediu a um artista que fizesse um baixo-relevo –uma escultura que se destaca do fundo ao redor– da face de Cristo.

Em seguida, um cientista colocou um pedaço de linho umedecido sobre o baixo-relevo e o deixou secar, de forma que o tecido fino moldasse a face esculpida.

Usando fibras de algodão, ele cuidadosamente esfregou óxido férrico misturado com gelatina sobre o tecido para produzir marcas semelhantes ao sangue. Quando o tecido foi virado do avesso, as marcas do outro lado revelaram a famosa imagem do Cristo crucificado.

A gelatina, um produto de origem animal rico em colágeno, era usada com freqüência por pintores da Idade Média como fixador de pigmentos sobre tecidos ou madeira.

A imagem impressa revelou-se resistente a lavagens, a temperaturas de até 250 graus Celcius e à exposição a uma série de fortes produtos químicos, como o bissulfito que, sem a ajuda da gelatina, normalmente teria decomposto o óxido férrico no complexo óxido ferroso.

Segundo a publicação, as experiências respondem a várias questões apresentadas pelos defensores do sudário, segundo os quais as marcas não poderiam ter sido pintadas sobre o tecido.

De um lado, alegam os defensores, negativos fotográficos e scanners mostraram que a imagem só poderia ter sido produzida por um objeto tridimensional, em vista da largura do rosto, e das maçãs e nariz pronunciados. Além disso, afirmam, não foram encontrados sinais de pincéis. E, argumentam, nenhum pigmento poderia ter sobrevivido a séculos de exposição ao calor, à luz e à fumaça.

Para Jacques di Costanzo, do Hospital Universitário de Marselha (sul da França), que realizou as experiências, o falsificador medieval também deve ter usado um baixo-relevo, uma escultura ou cadáver para imprimir a imagem em 3-D.

Ele usou um tecido ao invés de um pincel para fazer as marcas e usou gelatina para manter as imagens com marcas semelhantes a sangue permanentemente fixas e brilhantes no fervilhante mercado de relíquias religiosas.

Para provar sua hipótese, di Costanzo usou óxido férrico, mas nenhuma gelatina, para fazer outras impressões, mas todas as marcas desapareceram quando o tecido foi lavado ou exposto a testes com produtos químicos.

Ele também impregnou o baixo-relevo com um complexo amoníaco criado para representar o suor humano e também creme de babosa, uma planta que era usada por judeus para auxiliar no embalsamamento na época de Cristo.
Ele colocou o tecido sobre o baixo-relevo por 36 horas –tempo aproximado que Cristo teria ficado sepultado antes de ressuscitar–, mas durante este tempo nenhuma marca ficou impressa nele.

“Obviamente é mais fácil fazer um falso sudário que um verdadeiro”, escreve a revista “Science et Vie”.

A primeira evidência documentada do sudário remonta a 1357, quando a peça apareceu em uma igreja de Lirey, perto da cidade francesa de Troyes. Em 1390, o papa Clemente 7º declarou que não se tratava do sudário verdadeiro, mas poderia ser usado como representação deste, desde que os fiéis soubessem que não era genuíno.

Em janeiro deste ano, o químico americano Raymond Rogers disse que as amostras de rádio-carbono do estudo feito em 1988 foram tiradas de uma peça que havia sido confeccionada por freiras que repararam o sudário depois de ter sido danificado em um incêndio, em 1532.

Rogers disse que sua análise de outras amostras, baseada nos níveis de um produto químico chamado vanilina que resulta da decomposição do linho e outras plantas, revelou que o sudário poderia ter “de 1.300 a 3.000 anos”.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u13319.shtml

Prezado Rodrigo, salve Maria
 
Antes de mais nada devo lhe agradecer pela sua boa intenção de colaborar com o nosso site. Que Deus lhe mantenha sempre na vontade de combater pela Verdade, mesmo que seja ao lado de tão indignos combatentes como nós.
 
A reportagem da Folha é um mal trabalho jornalístico sobre um amontoado de mentiras da revista francesa Science et Vie, ao qual infelizmente não tive acesso ao original. Não me parecia que essa revista tivesse por praxe abordagens tão medíocres sobre assuntos tão bem estudados quanto o Santo Sudário.
 
Ainda que se conseguisse simular a figura do Sudário por métodos da Idade Média, não se provaria que ele é falso, já que sua procedência é documentada por pesquisas históricas, e outros estudos científicos atestam sua autenticidade.
 
Fica claro que a revista, ou apenas a reportagem da Folha, joga com uma linguagem cientifica para dar credibilidade às suas afirmações contra a autenticidade do Sudário, e chega ao ridículo de dizer que 
 
“as experiências respondem a várias questões apresentadas pelos defensores do sudário, segundo os quais as marcas não poderiam ter sido pintadas sobre o tecido”.
 
A experiência patrocinada pela revista tenta reproduzir a figura do Sudário usando um baixo relevo esculpido e aplicando metodos de pintura ”sem pincéis” supostamente da Idade Média, que explicaria apenas como teria sido feita a figura. Por esse processo “A imagem impressa revelou-se resistente a lavagens, a temperaturas de até 250 graus Celcius (??) e à exposição a uma série de fortes produtos químicos, como o bissulfito que, sem a ajuda da gelatina, normalmente teria decomposto o óxido férrico no complexo óxido ferroso.”
 
No entanto, de modo algum isso explica a impressão, pois as equipes da STURP (Shroud of Turin Research Project ) chegaram a conclusão de que a teoria mais provável é que a figura tenha sido formada no tecido por alguma espécie de processo de chamuscadura. Na verdade, a conclusão mais veemente da STURP quanto a figura foi: a figura não resulta de corante aplicado ao tecido, e ainda “a figura não apresenta a presença de corantes, tinturas, pinturas, pulverização ou qualquer tipo de tinta” (Verdict on the Shroud, Evidence for the death and Ressurrection of Jesus Christ – Kenneth Stevenson). 
 
E isso é conclusão de equipes que tiveram o Sudário na mão, que são cerca de 30 cientistas de Los Alamos National Scientific Laboratory, Air Force Weapons Laboratory e Jet Propulsion Laboratory. Na verdade a figura consiste de fibras de celulose amareladas, que tomaram esta coloração por terem passado por algum processo de desidratação.
 
A figura do Sudário é uma projeção ortogonal, ou seja: é como se fosse uma projeção que sai do corpo e chega em linha reta (perpendicularmete) ao tecido. Pelo tipo de impressão, uma chamuscadura que desidratou a superificie do pano, é de se supor que do corpo saiu uma radiação. Essa radiação explicaria:
 
- a intensidade da figura variar em função da distância das partes do corpo em relação ao pano, que gera o efeito tridimensional
- o efeito de projeção ortogonal
- o efeito radiográfico, pelo qual se vê nos negativos das fotos as figuras dos ossos da mão, do pulso e do crânio, sendo que os dentes são claramente visíveis até a raiz
 
E isso tudo, prezado Rodrigo, a “experiência” francesa não conseguiu reproduzir.
 
A equipe da STURP admite, com toda aquela linguagem escrupulosa de quem não quer mexer com assuntos religiosos, que essa radiação é muito provavelmente proveniente da Ressurreição. E conclui:
 
A figura não poderia ter sido feita por um falsário. O homem envolto pelo Sudário era um homem verdadeiro: um judeu do século I, crucificado pelos Romanos de maneira exatamente igual aos relatos do Evangelho relativos ao modo como os judeus crucificaram Jesus Cristo”.
 
E essa “experiência” medíocre patrocinada pela revista francesa, e mal reportada pela Folha, não explica nada dos efeitos acima. Assim como não explica:
 
- os pólens encontrados no Sudário, que são da região da Palestina, muitos dos quais são fosseis do século I
- as moedas nos olhos
- os resíduos minerais oriundos de Jerusalém impregnados no pano
- as pinturas antigas, bem anteriores às da alta Idade Média, idênticas à figura do Sudário
- os documentos antigos que mencionam o Sudário claramente
- vestígios de plantas israelenses

Mas ainda, para justificar que a “experiência” acerta na hipótese de como o Sudário foi falsificado, Jacques di Constanzo que realizou as experiências simulou uma situação de sepultamento de um modelo em baixo relevo, com materiais “similares” aos reais, e não houve impressão nenhuma. Daí concluiu que “Obviamente é mais fácil fazer um falso sudário que um verdadeiro“, escreve a revista “Science et Vie”. Ou seja, como ele fez de um outro jeito que não deu certo, logo ele está certo. (???)
 
As besteiras não param por aí. A reportagem diz:
 
“A primeira evidência documentada do sudário remonta a 1357, quando a peça apareceu em uma igreja de Lirey, perto da cidade francesa de Troyes. Em 1390, o papa Clemente 7º declarou que não se tratava do sudário verdadeiro, mas poderia ser usado como representação deste, desde que os fiéis soubessem que não era genuíno.”
 
As primeiras evidências documentadas do Sudário são referentes ao Mandylion de Edessa, no século V, assim com outros documentos como por exemplo o Codex Vossianus, que se reporta claramente ao Sudário, e é do século VIII. E quem declarou que o Sudário era falso foi Clemente VII, um anti-papa de Avingon, esse sim, tão falso como essa experiência francesa.
 
Veja bem caro Rodrigo, como são divulgadas as notícias contra a Igreja e suas coisas santas. Mesmo quando são de nivel tão baixo como essa reportagem.
 
Ad majorem Dei gloriam
 
Sidney Gozzani

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