Montfort Associação Cultural

2 de dezembro de 2004

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Retiro da RCC

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Juliane
  • Localizaçao: Cascavel – PR – Brasil
  • Escolaridade: Superior concluído
  • Religião: Católica

Prezados Senhores da Montfort,
Salve Maria!

É com muita alegria que volto a escrever-lhes. Desta vez quero relatar alguns fatos presenciados no movimento da RCC.
Eu freqüentei alguns encontros carismáticos e fiz um retiro, pois na época eu tinha uns colegas carismáticos e eu tinha curiosidade em saber o que havia de tão bom na RCC e o porque eles agem como se sempre tem a razão em tudo e como se só eles estão certos. Nesses encontros deparei-me com várias coisas um tanto quanto esquisitas. Abaixo as citarei como uma maneira de contribuir para com aqueles que participam ou são simpatizantes deste movimento que está transformando os fiéis católicos em protestantes – isso é lógico pois é um movimento de raízes protestantes! Certa vez eu assisti alguns cultos protestantes e posso afirmar que a única diferença entre a RCC e os protestantes é a veneração à Maria Santíssima.

Repouso no Espírito Santo:
Nesse retiro “de primeira experiência” que eu fiz, o pregador estava dando uma aula de como repousar no Espírito Santo.Ele dava os passos:
1º você fica numa posição de certa maneira confortável, para que quando repousar não corra o risco de machucar-se;
2º Você começa a orar e pedir para que o Espírito Santo venha batizar-lhe neste momento;
3º Depois disso é só deixar que o Espírito Santo comece agir.
Ele chegava até a dar exemplo de como existem pessoas que repousam mais facilmente que as outras; aquelas, quando o pregador mal começava a orar, já caiam ao chão (ou melhor, já repousavam) e estas demoravam um pouco mais
E lá se iam as pessoas todas entusiasmadas “experimentar” o tal “batismo”. Era uma loucura, ou melhor, uma falta de respeito diante do Santíssimo Sacramento, o qual era tocado por qualquer pessoa que sentisse vontade. E isso acontece direto.

Oração em línguas: neste mesmo retiro o pregador também deu uma aula de como orar em línguas: dizia para começarmos com a palavra “Abba”, repetindo várias vezes até que nos acostumássemos com a série, depois poderíamos variar as palavras e dali por diante nós já estaríamos orando em línguas. Se quiséssemos, também, poderíamos usar a melodia de uma música predileta colocando nela palavras (acho que palavra não é bem o termo, talvez cacófato).
Vem ao caso também, contar o que uma amiga minha, que é catequista relatou-me sobre um catequizando dela: a criança chegou toda contente para ela e disse:
- Catequista, eu já sei orar em línguas!
Ao que ela curiosamente perguntou:
- E me diga como você aprendeu e quem ensinou-lhe.
- Ah, foi minha mãe. Ela disse para eu repetir bem rapidinho “MARIA, MARIA, MARIA”…Daí eu fiz e consegui!
Não necessita comentário….

Comentários particulares: eu lembro que quando as pessoas começavam a emitir aqueles sons estranhos e a pular e gritar, eu sentia uma dor no estômago e pensava comigo mesma o que podia haver de errado para sentir-me assim. E eu jamais pude fazer essa dita oração em línguas. Outro ponto interessante era quando chegava a hora das “profecias”. Aí sim era uma coisa ridícula, pois havia pessoas que “falavam” (entre aspas pois, não falavam, emitiam sons estranhos e com a voz alterada) e outras que após o término da “profecia”, interpretavam-na. Lembro que naquele momento eu sentia-me mal, de certa forma até amedrontada, pois nunca havia deparado-me com coisa semelhante. Ao mesmo tempo fiquei com peso de consciência por ter pensado: – Será que aquilo era uma coisa vinda de Deus? Porém mais tarde ao ler as várias missivas a respeito da dita oração em línguas, deparei-me com uma em que o Professor Orlando expunha a idéia que Deus em Sua Sabedora e Inteligência não poderia aceitar que as pessoas se dirijam à Ele de maneira ininteligível e, sendo assim durante essas orações até o Demônio poderia fazer-se presente. Vocês não imaginam como isso aliviou-me!!!

Depois que esses carismáticos infestaram a Santa Igreja Católica, Nosso Senhor tem que ficar 24 horas à disposição deles para fazer os milagres que ELES QUEREM e não SE DEUS QUISER CONCEDER AS GRAÇAS, porque o que se houve na RCC é: “Jesus agora está tocando alguém que tem dor barriga, também está tocando uma jovem que está com problemas na família” e blá, blá, blá, como se não existissem milhares de pessoas com este tipo de problemas! Isso é que engabelar as pessoas!!!

Se as pessoas não fossem atrás de sensacionalismo e emoção barata e buscassem conhecer a nossa Santa Igreja Católica, elas teriam outra maneira de pensar e viver. E, automaticamente, estariam a cada dia mais felizes por serem parte da Igreja de Cristo.

Um forte abraço a todos, e um especial ao Professor Orlando!

Juliane.

Muito prezada Juliane,
Salve Maria!
 
    Seu relatório é impressionante, e coincide com o de muitas outras pessoas que testemunham essas loucuras que ocorrem na RCC. Evidentemente, isso é o mesmo que acontece no protestantismo pentecostal, e que a Igreja sempre condenou.
    O bom senso também se rebela em aceitar tantas bobagens. E pior que bobagens, porque vai se saber até onde esses “fenômenos” têm de fingimento, e quanto têm de influência diabólica…
     Deus lhe pague por sua coragem. Seu exemplo, certamente, abrirá os olhos de outras pessoas engabeladas por esse falso misticismo que avassala os ambientes católicos com o nome de RCC, e que não passa de protestantismo disfarçado.
 
    Um grande abraço in Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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