Montfort Associação Cultural

19 de novembro de 2004

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Renovação Carismática Católica – Um movimento da Igreja Católica , é claro !

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Adriana
  • Localizaçao: Londrina – PR – Brasil

Sr . Fedeli

Muito me impressionou em visita a este site ver as diversas manfistações negativas e as diversas defesas da RCC , a conclusão a que se chega é que a RCC é um movimento que incomcoda muita gente.

Que pena este não e o objetivo da RCC.

É um movimento que pertence a Igreja Católica Apostólica Romana, que nasceu dentro da Igreja (se bem que notei que não sabem mesmo de onde e como surgiu a RCC), e por pertencer a Igreja Católica não deve der confundida, comparada ou qualquer verbo sinônimo a estes com o protestantismo.

O Objetivo deste movimento é o mesmo da Igreja : Evangelizar !

Durante estes 36 anos (quase 37!) de existência da RCC , é isso que tem acontecido, seja através de encontros, comunidades (como a CANCÃO NOVA que recebeu maldosas críticas) ou de qualquer outra forma, a evangelização tem acontecido graças a Deus.

A RCC preocupa-se em evangelizar, e não com as críticas que recebe (sem colocar em dúvida que estas críticas merecem defesas).

Quanto aos dons e carismas, por favor, peço encarecidamente : cuidado com as palavras que saem de vossas bocas, a palavra dom quer dizer presente , neste caso presente que vem de Deus, e este presente só é possível recebê-lo mediante a fé, a minha fé me leva a acreditarem todos os dons.

Quanto aos Santos , vários oraram em linguas , e se utilizaram dos dons e carismas, a Bíblia mesmo conta isso , São Paulo , São Pedro , são ótimos exemplos de pessoas que praticaram estes dons.

A RCC é composta de pessoas, e desculpe-nos não somos perfeitos, somos seres humanos limitados e racionais, e por isso a Igreja erra, o Santo Padre já pedi perdão publicamente dos erros da Igreja, erramos sim , mas não paramos no meio do caminho , ainda sim seguimos em frente, fazendo com que mais e mais pessoas conhecam a Jesus Cristo.

Portanto critiquem sim, mas critiquem de forma que possamos crescer com isso, e não ficar nos explicando o que fazemos, como fazemos , por que fazemos.

E claro que temos o direito de falar do que quiser, afinal moramos em um país democrático, porém o correto é falar daquilo que conhecemos, e só podemos conhecer de verdade aquilo que vivemos.

Espero que isso seja realmente publicado, tenha você ou não o prazer de fazer isso, independente do tempo que leve para isso ser feito.

Fique na Paz de Deus!

Saudações

Adriana

Prezada Adriana, salve Maria!

Publiquei muitas vezes a confissão de líderes e teólogos carismáticos que reconhecem que a RCC nasceu do pentecostalismo protestante. Isso é verdade reconhecida e confessada.

A RCC incomoda, sim. Incomoda como um câncer incomoda e dói. E o câncer incomoda até mesmo o homem sadio, que vê sofrer seu irmão, e deseja curá-lo. A RCC incomoda, sim, pois todo erro incomoda a quem tem Fé. Incomoda a quem tem verdadeira caridade e deseja ajudar seus irmãos que caíram no erro.

É falso que aquilo que você chama de carismas só pode ser recebido pelos que tem fé, pois os pensadores favoráveis à RCC reconhecem que esses “carismas” ocorrem também em seitas heréticas que não tem a Fé verdadeira. Peço-lhe que leia, no site Montfort, o que escrevi sobre isso, em duas cartas a Roberto Bezerra, do Rio de Janeiro.

Quanto ao que diz São Paulo, veja o que ele disse dos carismas na I Carta aos Coríntios, e veja o comentário de São Tomás sobre esse texto de São Paulo.

São Paulo escreveu:

“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como um bronze que soa, ou como um tímbalo que tine. E ainda que eu tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e tivesse toda a fé, até o ponto de transportar montanhas, se não tivesse caridade, não seria nada. E ainda que eu distribuísse todos os meus bens no sustento dos pobres e entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, nada disto em aproveitaria” ( I Cor. -2).

Você vê, prezada Adriana, que o falar línguas, fazer milagres como o mover montanhas, fazer profecias, podem existir sem a caridade, porque são dons e carismas que a pessoa recebe para fazer o bem a outros, dons dos quais a pessoa pode abusar, quando não tem caridade, que é amor a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo, por amor de Deus.

Quando somos batizados, recebemos os carismas em graus diversos, se pecamos mortalmente, perdemos a graça santificante, e aí, se temos carismas, podemos abusar deles. Portanto, ter carismas não significa ser santos. Por isso a Igreja, para canonizar alguém, exige que a pessoa faça milagres após a morte, provando assim que está na amizade de Deus. Milagres em vida, mesmo o de transportar montanhas, não provam santidade. Também o dar tudo para os pobres, andar vestido de saco, comer apenas o que se recebe de esmola, dormir no chão, e não ter nada, não significa santidade. Fazer grandes penitências, sem caridade nada vale.

Por aí você vê, Adriana, como se iludem, hoje, muitas pessoas a respeito de carismas e virtudes. Carismas, milagres, profecias, pobreza, penitências, sem caridade de nada valem. E hoje, simulam-se carismas, e os demônios também podem simular carismas, e fazer prodígios que o povo simples toma como milagres.

Portanto, repito pela terceira vez, porque é importante inculcar isso, hoje, sem caridade de nada adianta falar em línguas, fazer profecias, fazer penitência e milagres ou prodígios, ou viver pobremente.

E sem a verdadeira fé não há caridade.

Portanto, o meio de verificar se alguém tem caridade verdadeira consiste em examinar a sua fé. Havendo erro ou heresia, não pode haver caridade, e se não há caridade, de nada valem carismas, mesmo autênticos.

Que dirá se os carismas forem falsos?

Se você quiser estudar essa questão em São Tomás, consulte a Suma Teológica II – IIae. Questão 172, artigo 4.

Que você tem erros na Fé fica provado quando você diz que “a Igreja erra”. Minha cara, a Igreja é infalível e jamais ela pode errar em matéria de Fé de Moral. Quem pode errar na Igreja são os homens, e mesmo os clérigos, nunca a Igreja enquanto tal.

Cuidado com as palavras que saem de sua boca…

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli.

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