Montfort Associação Cultural

31 de janeiro de 2005

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Remoção dos Sacrários

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Rudolpho Wagner Filho
  • Localizaçao: Maceió – AL – Brasil
  • Escolaridade: Superior concluído
  • Profissão: Funcionário Público
  • Religião: Católica

Prezado Prof° Orlando Fedeli,

Salve a Virgem de Guadalupe, Imperatriz da América Latina.

Há quase um ano, fui agraciado com a feliz descoberta deste belíssimo “site”; agora ainda mais belo – em todos os sentidos. Estava garimpando pirita e encontrei ouro. De há muito queria escrever-lhe, mas faltava-me um pouco de tempo. Chegado o final de ano, sobra-me um pouco de tempo para tal. Desde que acessei a Montfort, descobri-a um oásis em meio ao árido deserto do mundo e de grande parte dos membros da Igreja Católica Apostólica Romana; por isso, tenho rezado diariamente por vossa senhoria e por todos os que fazem a Montfort. Agradeço a Deus por vós. Passados praticamente doze meses, como navegador assíduo deste “site”, muito aprendi e muito tenho a aprender. É lamentável que as pessoas falem e pensem tantas asneiras sem conhecimento de causa (estava para enviar-lhe esta, quando tive o tedioso desprazer de ler a carta de um tal Carlos, de MS, sob o título “Desafio Protestante”: ela é tão ridícula e tão mal plagiada que até os imbecis sentir-se-iam ofendidos se postos em comparação – Por que será que o principal foco de ataque dos protestantes é a Virgem Santíssima? A resposta está em Gn 3,15). Fica aqui minha moção de apoio por esta luta interminável. Também tenho sofrido com a babélica modernice. Deus o sabe! Não ligue para os que o apedrejam, é que os feios ocupam-se apenas em tentar quebrar os espelhos de Nosso Belíssimo Deus! pois estes não os refletem.

Professor, moro e nasci em Maceió/AL. Aqui, não fosse a internet, as notícias (as boas), chegariam em “lombo de jumento”. Além do mais, não dispomos da celebração da Missa de Sempre – Tridentina; porém, indo à missa quase que diariamente, e motivado pela Redemptionis Sacramentum, comungo de joelhos e na boca. Até hoje não me foi negada a Eucaristia desse modo, mas três senhoras, de missa diária, relataram-me que já lhes foi negada a comunhão de joelhos. Outro motivo pelo qual envio-lhe esta missiva diz respeito também ao Sacramento Maior. Na capela do convento dos frades capuchinhos, fui surpreendido há alguns meses com a retirada do sacrário do centro da igreja para uma pequenina capela lateral. Hoje, primeiro sábado do mês, tomei coragem e indaguei ao frade que acabara de celebrar a missa o porquê da retirada, visto que sem a presença real de Jesus no templo, aquele se assemelhava aos das múltiplas e deletérias seitas tão em voga, além de expor-lhe toda a minha indignação por aquilo (sabemos que o vírus da AIDS é microscópico, mas se multiplica e acaba matando). Respondeu-me o frade que ele não sendo guardião do convento nada poderia fazer, pois aquilo estava de acordo com a “nova norma litúrgica” (sem dizer-me qual), mas que reiterasse meu pedido ao superior. Conversando com umas senhoras que ainda estavam no interior da igreja, elas me disseram que a alegação é porque Jesus estava sendo desrespeitado onde estava e descobri que em muitas outras igrejas o mesmo está acontecendo, ou seja, Jesus sendo posto de lado (Lutero deve estar festejando). Então respondi: “Isso é porque não se ensina mais ao povo o respeito a Eucaristia nem ao sagrado”. Saí com a garganta embargada e o coração apertado por tanto relaxamento para com Nosso Senhor.

Professor, resolvi empreender uma luta de Davi e Golias. Não sei aonde ela vai dar. Todavia, mesmo sendo poucos, não estamos sós. Deus é por nós. Gostaria, então, de roubar-lhe um pouco mais de seu precioso tempo e que me ajudasse a adquirir subsídios para, respeitosa e caridosamente, peticionar ao superior do convento dos capuchinhos para a volta do sacrário ao interior da igreja (se possível no centro) e em que “norma litúrgica” se baseia o propalado “escanteamento” de Jesus Eucarístico em pleno “ANO DA EUCARISTIA”, e também ao arcebispo metropolitano para que não seja negada a comunhão de joelhos.

Tenho ainda muitas outras questões, porém não quero estender-me por demais. Como sugestão, gostaria de que a Montfort, se possível, mantivesse cursos por correspondência, ajudando-nos num estudo mais sistemático.

Despeço-me, desejando-lhes um ótimo e abençoado Natal e um Ano Novo repleto da proteção da Virgem Santíssima e da Graça de Deus.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo para todo o sempre.

Rudolpho Wagner Filho.

P.S: Ainda nesta semana estarei enviando minha pequena contribuição para as necessidades da Montfort.

Muito prezado Rudolpho,
Salve Maria!
 
    Receber umas carta como a sua é sempre uma recompensa que Deus permite que tenhamos em meio à luta.
 
    Deus lhe pague por suas orações por nós, que muito necessitamos delas.
     
    Sua carta nos deu alegria ainda maior por vir a conhecer um defensor da honra da Santíssima Virgem Maria Rainha dos Anjos, dos céus e da Terra.
 
    Infelizmente, depois do vaticano II, aqueles mesmos que antes combatiam o culto a Nossa Senhora em nome do que eles chamavam de “Cristocentrismo” se apressaram a retirar Cristo do centro de nossos altares. Incoerências dos hereges.
 
    Agora se vê que, na verdade, o combate a Nossa Senhora era só uma preparação para o ataque à devoção eucarística.
 
    O Papa João Paulo II na encíclica Ecclesia de Eucharistia e no Decreto Redemptionis Sacramentum mandou que se combatessem os abusos e desrespeitos que se fazem contra  a Eucaristia.
 
    Entretanto…Nada mudou.
 
    Aqueles mesmos que aplaudem João Paulo II, se fazem de surdos, quando ele manda ou recomenda algo bom. Como me declarou um padre numa cidadezinha do interior de São Paulo: ” O Papa não pode mandar nisso (o restabelecimento dos confessionários) . Quem decide o que vai ser feito, é a CNBB, e não o Papa”. Como você vê, prezado Rudolpho, o que há é uma absoluta “independência” e desobediência ao Papa.
 
    Vive-se num clima de cisma silencioso. E já não tão silencioso.
 
    Creio que se o Papa mandasse, por um decreto especial, colocar o Santíssimo no lugar de maior honra nas  Igrejas, — o que é o óbvio!!! — poucos, bem poucos acatariam a ordem do Papa. Porque, quando se chega a não dar a honra devida a Cristo, porque se respeitaria ao Vigário de Cristo?
 
    É preciso não ter ilusões: essa gente não tem mais Fé. Quem não honra mais a nosso Divino Redentor a quem obedecerá?
 
    Estamos pensando em organizar cursos da Montfort, gravando as aulas e colocando-as na Internet. Veremos quando poderemos por isso me prática, pois o trabalho que temos já é bastante grande. Em todo caso, agradecemos a sua sugestão.
 
    Que neste próximo Natal  o Menino Jesus visite a você e a sua família , dando-lhe muitas graças e felicidades.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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