Montfort Associação Cultural

15 de maio de 2008

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Relativismo e opção por correção política impõe pseudos Direitos Humanos, adverte especialista

ROMA, 11 Maio de 2008 (ACI).- A norueguesa Janne Haaland Matlary, participante do Congresso sobre a Humanae Vitae que se realizou na Pontifícia Universidade Lateranense, advertiu sobre o relativismo, o subjetivismo e a opção pelo “politicamente correto” queimpera no Ocidente e queadmite e impõe pseudos direitos humanos.

Em sua conferência intitulada “Direitos humanos impostos porém não respeitados“, Matlary explicou que exemplo dessa situação é que “na Noruega, no dia 11 de Junho de 2008, o Parlamento adotará uma nova lei sobre o matrimônio de ‘gênero neutro’, apoiado por uma grande maioria na opinião pública e no próprio parlamento”.

Além de indicar que essa “lei inclui o direito de adotar crianças nascidas de “casais” homossexuais mediante técnicas de inseminação“, a perita norueguesa revelou que uma vez aprovada a lei, “as crianças nascidas de “casais” de mesmo sexo poderão ser adotadas pelo ‘pai’ não biológico do  mesmo”casa”.

No debate público que precedeu essa lei,  a paternidade biológica foi considerada como não influente, como qualquer coisa que não tem relação com a paternidade ‘real’, agora concebida como a possibilidade de tomar o cargo de uma criança“, disse.

É evidente que nenhuma noção sobre a natureza humana, inclusive seus aspetos biológicos, é considerada constante e certa. O fato que uma criança tenha direito aos próprios pais biológicos e a ser educada por eles não é levado em conta. Ademais pai e mãe não são considerados para tomar o encargo de uma criança porque o sexo se converteu numa questão social e não biológica“, prosseguiu.

Para Matlary, “o grau de relativismo é tão elevado que não existem mais“valores fundamentais”) desde o ponto de vista antropológico. Hoje, na política européia, parece impossível discutir sobre que é um ser humano” e ademais “não existe uma base clara dos direitos humanos, senão uma intensa luta sobre sua interpretação e com freqüência uma grande discrepância entre o que um estado proclama nas conferências internacionais oficiais e sua política interna“.

Além de denunciar como impera o relativismo e inclusive o nihilismo, a perita assinalou que “tal subjetivismo mina a democracia e prepara o terreno ao totalitarismo: se não há algum modelo que determine o que é justo, tudo pode se tornar justo“.

A seguir explica que a “aversão ao conceito de verdade” está ligada intimamente ao “politicamente correto” que é o “conceito mais potente que nossas democracias ocidentais possuem e que é de todo imaterial. O poder do politicamente correto é percebido pela maioriadas pessoas:  percebe-se qualquer coisa que era uma falta e logo ela não o é mais “.

Pensar  poder descobrir uma verdade objetivamente válida é certamente a posição menos ‘politicamente correta’ possível“, destacou.

Com essa premissa os direitos humanos não podem existir porque não podem ser definidos. O paradoxo da moderna democracia é esse: professamos e impomos direitos humanos em todo o mundo, porém recusamos definir sua sustância em nossos países, alertou Matlary.

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