Montfort Associação Cultural

1 de novembro de 2006

Download PDF

Referências bibliográficas para estudo de latim

Autor: Rafael Mota

  • Consulente: Nelson Henrique de Lima
  • Localizaçao: Nova Serrana – MG – Brasil
  • Escolaridade: Superior incompleto
  • Religião: Católica

Prezado Irmãos em Cristo da Associação Montfort,
Fico agradecido pelas respostas obtidas, rogo a Deus que vocês sempre estejam conosco para a luta contra a mentira e contra a Santa Igreja Católica Romana.

Moro em uma cidade do interior o latim é de dificil acesso, gostaria de aprender latim, tem algum material que possam me enviar ou que eu possa comprar?

Desde já agradeço.

PS:. até conheço um pouco de latim, mas tenho dificuldade para falar, pois nunca ouvi ninguem falando para saber como se dizem as palavras.

Prezado Nelson,
 
     Infelizmente não possuímos algo que possa ajudá-lo para ser enviado, mas sim algumas recomendações de compra e de consulta, caso você tenha acesso a boas bibliotecas por aí, em sua faculdade ou em alguma outra.
     Assim, uma primeira opção é a Gramática Latina, do prof. Napoleão Mendes de Almeida, (de capa azul claro, com a águia do Império Romano na frente), da editora Saraiva, famosa por sua completude, sua erudição e didática, digamos, a um tempo completa e pesada. Assim, de início ele exigirá um conhecimento automático dos tópicos de sintaxe portuguesa, como em respostas a quem é o sujeito de frases como: “ Pedro quebrou o vaso”, quem é o objeto de “A menina pegou a boneca rosa”, etc. A leitura desse manual exige paciência, mas é muito completo e claro, certamente uma ótima gramática de referência para qualquer nível de latim. Não tenha medo da sua espessura e de seu tom muitas vezes áspero e chato, de seu formato pouco didático e muito denso, com notas, anexos, complementos. Pelo menos, com ele, a revisão da sintaxe da frase já é feita em paralelo com a introdução ao latim.
     Outra ótima opção é o Curso de Latim, do Pe. Júlio Comba, (capa preta com uma coluna romana), em dois volumes, publicada pela Editora Salesiana. Dividida em lições, para um curso aos moldes do escolar, com textos didáticos e adaptados, muito bem estruturada e graduada, com muito boas explicações e exercícios. A revisão no começo também funciona da mesma forma, mas apresentada de uma forma mais suave.
     A minha última recomendação, e na minha opinião, a mais fácil de seguir e de aproveitar, é um curso em quatro volumes, mas finos, da coleção Gradus, do prof. Paulo Rónai: o Gradus Primus, o Gradus Secundus, o Gradus Tertius e o Gradus Quartus. As lições são simples, completas, muito bem graduadas, e os textos podem muito facilmente ser ultrapassados, pois são muito, muito simples e didáticos, com o conteúdo adequado para o tópico a ser estudado no capítulo, com vocabulário de apoio, com exercícios graduados de tradução e versão (passar do português para o Latim), etc.
     Uma outra recomendação interessante, apesar de ter prometido que acabaria, mas apenas para referência, ou para procurar em sebos, pois é bem antiga, é a do P. João Ravizza. Também dividida em aulas, muito completa e didática, e com um complemento muito interessante sobre métrica latina.
     Quanto ao seu interesse em falar o latim, apesar de a questão ser desnecessariamente controversa, a pronúncia que prevaleceu historicamente é a italiana ou eclesiástica, assim também chamada porque a Igreja Católica, de Roma, por sinal, a herdou do povo herdeiro da tradição de Cícero, de Horácio e de Virgílio através de um processo que, no final, deu origem às línguas neolatinas. Essa pronúncia se resume à pronúncia atual da língua italiana aplicada ao latim, como pronunciar “tch” a letra “c” seguida de “e” ou “i”, como em Cicero, pronunciar “qu” a letra “h” entre letras “i”, como em mihi, nihil, e outras regras, que se encontram na Gramática do prof. Napoleão Mendes de Almeida e na do Pe. Julio Comba.
     Enfim, espero ter ajudado. Permanecemos à disposição para ajudar com o que pudermos. Conte com nossas orações para seus estudos que certamente aproveitarão muito para a defesa da fé, pode ter certeza. O mesmo de você pedimos, na caridade cristã, para o nosso trabalho. Oremus pro invicem.

In Corde Iesu et Mariae,
Rafael Mota.

TAGS

Publicações relacionadas

Cartas: O que a Montfort defende? - Orlando Fedeli

Cartas: Comunhão x Divórcio - Orlando Fedeli

Cartas: Decepção com a Montfort - Ivone Fedeli

Para comentar esta publicação

O site Montfort não permite a inclusão de comentarios diretamente em suas publicacões.

Para enviar comentários, sanar dúvidas, obter informações, ou entrar em debate conosco, envie-nos sua carta.

Saiba mais