Montfort Associação Cultural

6 de junho de 2013

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Reconhecido o martírio de 95 vítimas “in odio fidei” da Guerra Civil Espanhola

Irmão Crisanto, Marista, martirizado na Espanha, em 1936.

Poucas semanas após a canonização dos 800 mártires de Otranto, vítimas do ódio islâmico, o Papa Francisco manda promulgar o reconhecimento do martírio de 95 vítimas do ódio comunista à Fé católica.

Fonte: News.va

Cidade do Vaticano (RV) – A Igreja terá em breve 95 novos Beatos. São sacerdotes, religiosos e leigos mortos por ódio à fé em 1936 durante a Guerra Civil na Espanha. Reconhecidos também quatro novos Veneráveis Servos de Deus. Papa Francisco autorizou nesta segunda-feira,3 de junho, a Congregação das Causas dos Santos a promulgar os respectivos decretos sobre o reconhecimento do martírio e das virtudes heróicas.
Durante a Guerra civil espanhola foram pelo menos 10 mil os mártires entre sacerdotes, religiosos, seminaristas e leigos, mortos barbaramente numa onda de violência anti-católica. Foram destruídas 70% das Igrejas.
Entre os novos beatos estão Crisanto e 67 companheiros mártires, dois quais dois leigos, dos Pequenos Irmãos de Maria. Os seus companheiros procuraram em vão convencê-lo a se esconder: “Dei a minha palavra – disse Crisanto dois dias antes de morrer -, não vou fugir se vierem me matar. E se me matarem será unicamente porque sou religioso marista e porque cumpri o meu dever. Se acontecer assim considero-me feliz!”. Ele recebeu 8 tiros de pistola a queima-roupa.
Entre os mártires Maristas da Guerra Civil espanhola estão não somente religiosos, mas também muitos leigos: cozinheiros, marceneiros, pedreiros e simples fiéis que deram a vida para não renegar a fé e que permaneceram desconhecidos das crônicas dos jornais.
O ódio não poupou nem mesmo as mulheres. Entre as próximas Beatas estão a Irmã Clementina Arambarri Fuente e três companheiras, irmãs professas das Servas de Maria Ministras dos Enfermos, que foram cruelmente assassinadas. O lema de Irmã Clementina era “Sou de Deus”.
Os decretos dizem respeito:
- ao martírio dos Servos de Deus Mauro (Abel Angelo Palazuelos) e 17 companheiros da Ordem de São Bento, mortos por ódio à fé na Espanha em 1936;
- o martírio dos Servos de Deus João de Jesus (João Vilaregut Ferrer) e três companheiros, da Ordem dos Carmelitas Descalços, e Paulo Segalá Sole, Sacerdote diocesano, mortos por ódio à fé na Espanha, em 1936;
- o martírio dos Servos de Deus Crisanto, Aquilino, Cipriano José e 63 Companheiros, do Instituto dos Irmãos Maristas da Escola Pequenos irmãos de Maria, e dois leigos, mortos por ódio à fé na Espanha entre 1936 e 1939
- o martírio das Servas de Deus Aurelia (Clementina Arambarri Fuente) e 3 Companheiras, Irmãs professas das Servas de Maria Ministras dos Enfermos, mortas por ódio à fé na Espanha em 1936;
- as virtudes heróicas do Servo de Deus João de Oliveira Matos Ferreira, Bispo titular de Aureliópolis e Bispo Auxiliar de Guarda, Fundador da Associação “Liga dos Servos de Jesus”, nascido em Portugal em 1º de março de 1879 e morto em Guarda (Portugal) em 29 de agosto de 1962;
- as virtudes heróicas do Servo de Deus Nicola Mazza, sacerdote diocesano, Fundador dos Institutos para a Educação; nascido em Verona (Itália) em 10 de março de 1790 e falecido em 2 de agosto de 1865;
- as virtudes heróicas da Serva de Deus Maria Celeste (Júlia Crostarosa), Monja, Fundadora da Ordem das Irmãs do Santíssimo Redentor; nascida em Nápoles em 31 de outubro de 1696 e falecida em Foggia (Itália) em 14 de setembro de 1755;
- as virtudes heróicas da Serva de Deus Teresa de São José (Teresa Toda e Juncosa), Fundadora da Congregação das Irmãs Carmelitas Teresianas de São José; nascida em Riudecanyes (Espanha) em 19 de agosto de 1826 e falecida em Barcelona (Espanha) em 30 de julho de 1898.
(JE)

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