Montfort Associação Cultural

19 de novembro de 2004

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RCC, Canção Nova e outros

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Marcelo de Jesus Delfino
  • Idade: 28
  • Localizaçao: Rio de Janeiro – RJ – Brasil
  • Escolaridade: Superior incompleto
  • Religião: Católica

Prezado Sr. Orlando Fedeli Salve Maria!

Conheci há pouco tempo o portal da Monfort. Rapidamente, tornou-se o meu favorito, para estudos sobre moral e fé católica.

Com a ajuda da Monfort, estou revendo todos os meus conceitos, a respeito de vários temas que envolvem a Igreja.

– RCC

Eu sempre achei que havia algo de podre no reino da RCC. Desde que a conheci. Aquele discurso emocionalista, irracional, seu pentecostalismo explícito e suas glossolalias (as tais “orações em línguas”) me causam ojeriza.

Eu já fui a eventos ditos “carismáticos”, como os acampamentos da Canção Nova, os retiros de carnaval “Rio de Água Viva”, no Maracanãzinho, e a festivais de música dita “católica”, mas nada disso me satisfez. Hoje, não tenho paciência para esse oba-oba pentecostal. Não se pode ter paciência para asneiras ou heresias. Não acompanho mais essas coisas. Nem via TV ou rádio.

E a minha ojeriza a RCC aumentou mais ainda, quando conheci os textos da Montfort, em dezembro.

A propósito, gostaria que a Igreja desse seu parecer sobre o trabalho igualmente herético do Pe. Alberto Gambarini, de Itapecerica da Serra (ele também prega na RCC e celebra “missas de cura e libertação”).

Também queria um parecer da Igreja sobre outra figura polêmica da RCC, o prof. Felipe Aquino, de Lorena. Ele dirige o portal http://www.cleofas.com.br .

E também sobre outro professor, Carlos Ramalhete, de Petrópolis. Ele dirige outro portal, o http://www.hsjonline.com . Não sei se o prof. Carlos é da RCC, mas ele nunca fez crítica a ela.

– Canção Nova

O covil do neo-adventismo infiltrado na Igreja tem constrangido as mentes mais fiéis a Jesus e à Igreja fundada sobre Pedro. De lá saem os maiores absurdos!

Creio que a Montfort, na defesa da Igreja, deveria bater mais forte neste “padre carismático” disfarçado de protestante adventista, Pe. Jonas Abib.

“Cristo desposando esta terra”? “Segunda vinda de Jesus”? “Nosso trabalho só vai terminar depois que tivemos estabelecido a verdadeira religião sobre a Terra”? “Restabelecer a Igreja”? Estas são algumas heresias do Pe.Jonas.

“Cristo desposando esta terra” e “Restabelecer a Igreja” não são somente heresias. São blasfêmias, mesmo.

Um dia, o cantor Ricardo Sá (“consagrado” da Canção Nova, ou CN, na forma abreviada) disse, em entrevista na Catedral FM (da Arquidiocese do Rio), a respeito do modo como José cuidava de Jesus e Nossa Senhora: “São José era um omisso”.

No programa “Deus Proverá” (a “prestação” de contas da CN sobre a campanha Dai-Me Almas), o prof. Felipe Aquino disse, certa vez: “A Canção Nova VENDE salvação” (o grifo é meu). Eu perguntei sobre isso a ele próprio, e ele afirmou não se lembrar mais do que falou!

E o cantor Dunga (“consagrado” da CN, como o Ricardo Sá), querendo incentivar os homens a não praticarem masturbação, apelou para o erotismo explícito! Ele disse ao vivo no programa PHN (TV Canção Nova) que os homens poderiam “pedir a Deus por poluções noturnas”, para evitar o acúmulo de sêmen e a tentação da masturbação!

Será que o sr. Dunga sabe que poluções noturnas acontecem naturalmente, sem precisar pedir a Deus???

Não me surpreende que a Canção Nova tenha apelado até para apoio de políticos (tipo Salvador Zimbalde, deputado federal do PTB-SP) para conseguir mais canais para a TV. A CN se seculariza cada vez mais.

E esta campanha “Coração Solidário”, a versão carismática para o Criança Esperança, da TV Marinho? Daqui a pouco, vão querer que a Campanha da Fraternidade arrecade doações para a TV liderada pelo neo-adventista Pe. Jonas Abib…

Na TV Canção Nova, só se salvam hoje as transmissões dos pronunciamentos do Papa, que obviamente eles têm obrigação de mostrar. Não é mérito algum para a CN. E viva o Papa!

– Vaticano II e diálogo intereclesial

Tenho revisto meus valores sobre o Vaticano II e sobre o diálogo intereclesial, depois que comecei a ler os artigos da Montfort. Tenho que enquadrar meus valores ao que o Papado sempre ensinou, na história.

Aproveito para pedir perdão, por já ter sido defensor do “Espírito do Concílio”. Nunca é tarde para aderir, com minha inteligência, àquilo em que o Papa manda crer. Prefiro adotar agora a postura do Arcebispo Emérito, Cardeal D. Eugenio Sales, que adota a total obediência aos ensinos do Papa, ao escrever sobre os assuntos.

– TFP

Pode ficar tranqüilo: acredito no senhor, quando faz a denúncia de todas as heresias praticadas nos subterrâneos da TFP. Eu também nunca concordei com as idéias destes neo-integralistas. Aguardo os documentos da Montfort, denunciando o “culto” a Plínio Salgado, praticado na TFP.

– Demo-cracia

O que o Brasil vive hoje, depois do regime de 1964, não é democracia. É demo-cracia, porque vem do Demônio, ou do maligno.

Todos criticam a Igreja, que queimava livros heréticos no passado. Mas ninguém criticou o gay que queimou documentos da Igreja, num recente protesto de ONGs, em frente à paróquia Nossa Senhora da Paz (Ipanema), contra o documento do Vaticano a respeito das “uniões civis gays”.

Os bispos e padres vermelhos não reagiram, quando uma figura do Governo Lula insinuou que o Papa pode estar cometendo “crime contra a Humanidade” ao desaconselhar o uso de preservativos e recomendar a castidade.

Por sinal, o Governo Lula está conseguindo reunir heréticos farsantemente “diferentes”, como os bispos vermelhos da CNBB, os padres de passeata (Comissão Pastoral da Terra incluída) e as nefastas figuras da igrejola de Edir Macedo, como o deputado Carlos Rodrigues e o senador Marcelo Crivella.

É por tudo isso que digo: o Brasil (e o Ocidente em geral) vivem numa “demo-cracia” (assim mesmo, com travessão, para realçar).

– Missa e Igreja

Compreendo perfeitamente que sou membro pecador da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica. Eu não sou igreja, nem A Igreja. Eu não vivo fé. Eu devo é aderir à Fé deixada por Jesus aos Apóstolos. Entendo também que ninguém deve celebrar a Missa, se não for o padre ou o bispo celebrante.

Eu já professava tudo isto, antes de conhecer o portal Montfort. Mas agora tudo está mais claro.

Aquelas musiquinhas pseudo-litúrgicas que dizem “Nós somos a Igreja, você é Igreja”, me fazem doer os ouvidos, agora.

Vou terminar: Para calar os hereges que criticam a Montfort, sugiro que o sr. busque a aprovação do Arcebispo de São Paulo, para a Associação. E, mais tarde, a aprovação do Papa. Seria bom colocar as aprovações no portal.

Meu texto ficou longo demais. Mas creio que dei material para muitos textos da Montfort.

Obrigado pela atenção e pela paciência.

Muito prezado Marcelo,
salve Maria !

     Que bom ler uma carta tão decidida como a sua. Isso é que é falar claro!
     Você não tem papas na língua. Mas certamente tem o Papa no coração.
     Apreciei a concisão e a definição clara que você faz do oba oba pentecostal da RCC, e de seu irracionalismo emocional.
     Não conheço o tal Padre Gambarini, nunca assisti a suas missas, e peço a Deus que me preserve das curas e libertação patrocinadas pela RCC ou pelo pastor Davi Miranda, porque parece tudo a mesma coisa protestantosa.
     Com o Professor Felipe de Aquino troquei algumas cartas, mas ele parece ser um incondicional seguidor dos delírios do padre Jonas Abib.
     E o que você me conta que o professor Felipe de Aquino disse sobre vender a salvação me espantou muito. Não imaginei que ele pudesse dizer isso. E o fato de ele não ter repudiado a frase que você ouviu dele me surpreende ainda mais. É uma pena.
     Não sabia que o Ramalhete jamais ataca a RCC, mas conhecendo como ele é político, isso não me surpreende.
     Como não tenho televisão não conheço essas figuras de cantores da Canção Nova, mas repudio com toda energia de minha alma essa blasfêmia dita por um cantor da Canção Nova contra São José. Se o dirigente máximo da Canção Nova, padre Jonas Abib escreve tantas heresias em seus livrecos, não surpreende que um cantor da Canção nova cante blasfêmias contra São José. Quanto ao governo Lula, — na verdade governo Zé Dirceu-Palocci — você vê bem que ele é íntima e umbilicalmente ligado à ala mais marxista da CNBB, como a Pastoral da Terra, e os demais Bispos da Teologia da Libertação, que insuflam o MST e a guerra civil no campo.
     Informaram-me ontem que o ex-Frei Leonardo Boff teria feito um pronunciamento na Hora do Brasil.
     Como ele conseguiu isso, se não com a cumplicidade de seu irmão na heresia o fidelista Frei Betto, conselheiro “intelectual” de Lula ?
     Escreva-me sempre.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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