Montfort Associação Cultural

6 de janeiro de 2011

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Radical defesa da radicalidade

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Ricardo Santos
  • Localizaçao: Lisboa – Portugal
  • Escolaridade: Superior concluído
  • Religião: Católica

Caro Orlando Fedeli e restantes colaboradores da Monfort,

Bem hajam! Que a Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos vós.

Foi por um mero acaso que me deparei com o vosso site e desde logo fiquei fiel leitor.
Muito tenho aprendido convosco e não tenho como demonstrar o meu apreço.

Com toda a humildade com que tento viver a minha vida, venho também por este meio fazer-vos uma singelo desabafo:
Desde que iniciei a minha caminhada na catequese até aos dias de hoje, sinto que tenho crescido exponencialmente na Fé e na Graça de Deus. E quanto mais sinto que cresço, mais pequena me parece a minha fé. No entanto, aprendi à minha custa a necessidade de permanecer fiel à doutrina. Oiço constantemente maldizeres sobre a nossa amada Igreja, “que não acompanha a evolução dos tempos”, “que só afasta as pessoas, por isto e por aquilo…” etc, etc, etc. E eu vejo-me desejando no meu intimo: “pudera que fôssemos muito menos mas muito mais fiéis!” Vejo cometerem-se tantas atrocidades à palavra de Deus com o objectivo de “cativar as pessoas” ou “manter as igrejas cheias” que me ferem o coração. Por um lado porque são falsas e, por outro, porque só levam essas tais pessoas a afastarem-se. E se me chamam de radical, exulto de alegria, pois se é pela raiz que as plantas recebem o seu alimento, é também das origens que procuro o meu alimento espiritual. Quase me custa acreditar como é que aqueles que desdenham da minha radicalidade, não vejam a actualidade (e a necessidade) desta atitude.
Isto tudo só para vos dar um grande abraço e incentivo a continuarem o vosso trabalho e dizer-vos que, de certo modo, sei o que sentem quando são injuriados e acusados.

E para terminar lanço-vos um apelo, que pela minha juventude e ignorância admito estar equivocado e se assim for peço-vos que me ignoreis:
Como reagir perante a violência? Com mansidão! Tal como Jesus que, mesmo sofrendo, amou incondicionalmente aqueles que o maltratavam e caluniavam. Com amor, dando a outra face. Por isso pergunto-me: porquê usar da troça e da ironia nas cartas em resposta àqueles que ingenuamente discordam da Igreja Católica ou que vos provocam? Não me interpreteis mal. Há que cortar a direito. Duramente se necessário! Disso não tenham dúvidas! Mas custa-me ver-vos falar da verdade naqueles propósitos.

Por isso, se acharem pertinente esta minha humilde observação, peço-vos que vos retrateis de agora em diante em justeza e cortesia para com todos. Caso contrário, mantenho-me fiel à vossa forma e aos vossos propósitos, admitindo a minha ingenuidade.

Um forte abraço em Cristo,

Ricardo Santos

Data: 24 Abril 2007


 
Muito prezado Ricardo,
Salve Maria.
 
     Quanta alegria me deu sua carta.
     Gostei imensamente de sua coragem defendendo radicalmente a radicalidade. Seu argumento em defesa da radicaliddae é excelente: as plantas só crescem por meio de sua raiz. É da radicalidade que vem o crescimento das plantas. É de sua radicalidade em Cristo que se alimentam as almas. É a radicaliddae na fé que atrai as almas. Por isso, por repelirem a radicalidade e por quererem apenas agradar é que os maus sacerdotes estão esvaziando a sigrejas.
     O site Montfort , pelo contrário, atri cada vez mais.
     O site montfort viola todas as regars de propaganda e marketing, como se diz hoje. 
     Na Montfort, não publicamos fotos e imagens senão muito raramente. Temos textos longos, sizudos, doutrinários, por vezes áridos. Tratamos os inimigos de Deus como devem ser tratados, aplicando-lhes o conselho de São Paulo que recomendou a Tito: “Increpa illos dure” Reprende-os asperamente” (Tito I, 13). E o resultado é que a Montfort é, hoje, graças a Deus, o site doutrinário católico, de longe, mais lido do Brasil , com cerca de 12.000 acessos diários por mais de 15 minutos. Acessos mensais passam já de 500.000. E os frutos de conversão são numerosíssimos.
     
     Quanto à ironia, só a uso contra os insolentes. Só contra aqueles que se atrevem a ofender Deus e a Santa Igreja, aplicando-lhes a humilhação que merecem. Pois que na ladainha de todos os santos pedimos: “Ut inimiccos Sanctae Ecclesiae humiliari digneris, Te rogamus, audi nos” “Que Vos digneis humilhar os inimigos da Santa Igreja, nós Te rogamos, Senhor, ouvi-nos.  E Deus nos tem ouvido.
 
     Um abraço de um irmão de cruzada.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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