Montfort Associação Cultural

4 de maio de 2013

Download PDF

Quinto Domingo após a Páscoa

Fonte: Missa Tridentina na Paróquia São Sebastião, Campo Grande

5º DOMINGO APÓS A PÁSCOA
2ª Classe – Paramentos Brancos
Para ler/baixar o Próprio completo desta Missa, clique aqui.
Santo do diaSão Pio V, papa e confessor (m. 1572)
Epístola de São Tiago Apóstolo 1, 22-27.
Caríssimos: Ponde em prática a palavra de Deus, e não vos contenteis só com ouvi-la, iludindo-vos a vós mesmos. O que se limita a ouvi-la, sem a pôr em prática, assemelha-se à pessoa que se contempla ao espelho, vendo a cara que a natureza lhe deu: contemplou-se, foi-se embora, e logo se esqueceu do que era! Quem, porém, se fiar na lei perfeita da liberdade, e nela se mantiver, não como um ouvinte distraído, mas como homem que a põe em prática,- esse encontrará a felicidade nessa mesma prática. Demais, se alguém se julga religioso, e não refreia a sua língua, ilude-se a si mesmo, sendo vã a sua religião. A religião pura e sem mancha, aos olhos de Deus e nosso Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas dificuldades, e não se deixar manchar por este mundo.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 16, 23-30.
Naquele tempo: Disse Jesus aos seus discípulos: “Em verdade, em verdade vos digo que, se pedirdes ao meu Pai alguma coisa, em meu nome, Ele vo-la dará. Até agora não pedistes nada em meu nome; pedi e recebereis, para que o vosso gozo seja completo. Disse-vos estas coisas em parábola. Chegou, porém, o tempo em que já vos não falarei em parábola, mas claramente vos explicarei quem é o Pai. Nesse dia, pedireis em meu nome; e não vos digo que pedirei ao Pai por vós, porque o Pai ama-vos, pois vós também Me amastes, e acreditastes que Eu vim de Deus. Saí do Pai, e vim ao mundo. Deixo outra vez o mundo e regresso ao Pai.” Disseram-lhe os discípulos: “Agora, sim, que nos falais claramente, e sem Vos servirdes de parábolas! Agora reconhecemos que sabeis tudo, sem precisardes que se Vos façam perguntas! É por isto que acreditamos que viestes de Deus.”
Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).
Comentário ao Evangelho do dia feito por 
São Fulgêncio de Ruspe (467-532), bispo
Carta 14,36 (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum).
“Nesse dia, apresentareis em Meu nome os vossos pedidos ao Pai”
Em conclusão das nossas orações, dizemos: “Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho” e não “pelo Espírito Santo”. Esta prática da Igreja universal não deixa de ter uma razão. A sua causa é o mistério segundo o qual o homem Jesus Cristo é o mediador entre Deus e os homens (1Tm 2,5), Sumo Sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedec, Ele que pelo Seu próprio sangue entrou no Santo dos santos, não num santuário feito por mão de homem, figura do verdadeiro, mas no próprio Céu, onde está à direita de Deus e intercede por nós (Heb 6,20; 9,24).
É a pensar no sacerdócio de Cristo que o apóstolo diz: “Por meio d’Ele ofereçamos sem cessar a Deus um sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o Seu nome” (Heb 13,15). É por Ele que oferecemos o sacrifício de louvor e a oração, porque foi a Sua morte que nos reconciliou quando éramos inimigos (Rm 5,10). Ele quis sacrificar-Se por nós; é por Ele que a nossa oferenda pode ser agradável aos olhos de Deus. Eis por que motivo São Pedro nos adverte nestes termos: “E vós mesmos, como pedras vivas, entrai na construção de um edifício espiritual por meio de um sacerdócio santo, cujo fim é oferecer sacrifícios espirituais que serão agradáveis a Deus, por Jesus Cristo” (1Pe 2,5). É por esta razão que dizemos a Deus Pai: “Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho”.

Para comentar esta publicação

O site Montfort não permite a inclusão de comentarios diretamente em suas publicacões.

Para enviar comentários, sanar dúvidas, obter informações, ou entrar em debate conosco, envie-nos sua carta.

Saiba mais