Montfort Associação Cultural

25 de maio de 2014

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Quinto Domingo após a Páscoa: Liturgia Tridentina

Fonte: Missa Tridentina na Paróquia São Sebastião, Campo Grande

 

5º DOMINGO APÓS A PÁSCOA

2ª Classe – Paramentos Brancos
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Deixo outra vez o mundo, e regresso ao Pai. (Jo 16, 28b)
Epístola de São Tiago Apóstolo 1, 22-27.
Caríssimos: Ponde em prática a palavra de Deus, e não vos contenteis só com ouvi-la, iludindo-vos a vós mesmos. O que se limita a ouvi-la, sem a pôr em prática, assemelha-se à pessoa que se contempla ao espelho, vendo a cara que a natureza lhe deu: contemplou-se, foi-se embora, e logo se esqueceu do que era! Quem, porém, se fiar na lei perfeita da liberdade, e nela se mantiver, não como um ouvinte distraído,mas como homem que a põe em prática,- esse encontrará a felicidade nessa mesma prática. Demais, se alguém se julga religioso, e não refreia a sua língua, ilude-se a si mesmo, sendo vã a sua religião. A religião pura e sem mancha, aos olhos de Deus e nosso Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas dificuldades, e não se deixar manchar por este mundo.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 16, 23b-30.
Naquele tempo: Disse Jesus aos seus discípulos: “Em verdade, em verdade vos digo que, se pedirdes ao meu Pai alguma coisa, em meu nome, Ele vo-la dará. Até agora não pedistes nada em meu nome; pedi e recebereis, para que o vosso gozo seja completo. Disse-vos estas coisas em parábola. Chegou, porém, o tempo em que já vos não falarei em parábola, mas claramente vos explicarei quem é o Pai. Nesse dia, pedireis em meu nome; e não vos digo que pedirei ao Pai por vós, porque o Pai ama-vos, pois vós também Me amastes, e acreditastes que Eu vim de Deus. Saí do Pai, e vim ao mundo. Deixo outra vez o mundo e regresso ao Pai.” Disseram-lhe os discípulos: “Agora, sim, que nos falais claramente, e sem Vos servirdes de parábolas! Agora reconhecemos que sabeis tudo, sem precisardes que se Vos façam perguntas! É por isto que acreditamos que viestes de Deus.”
Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).
Comentário ao Evangelho do dia: 
Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (África do Norte) e doutor da Igreja
Tratado nº 102 sobre o Evangelho segundo São João (extraído do site Per Ipsum,tradução livre a/c blog).
Naquele dia, vós não me perguntareis mais nada
Mas o nosso amor pelo Filho de Deus é a razão do amor do Pai por nós? Não é, pelo contrário, o seu amor por nós que é a causa de nosso amor? Isto é o que disse São João Evangelista, em uma de suas epístolas: “Amemos a Deus, porque Ele nos amou primeiro.” (1 Jo 4) O Pai nos amou para que nós amemos o Filho em virtude do poder que o Pai eo Filho nos deu do amor. Deus ama em nós a Sua obra, mas Deus não nos teria feito o que é digno de seu amor, por isso antes de fazê-lo, Ele nos amou primeiro.
Ele veio do Pai porque Ele vem do Pai, e ele veio ao mundo porque ele apareceu ao mundo no corpo que ele havia gerado no seio da Virgem Maria. Ele deixou o mundo corporalmente, e Ele está de volta a seu Pai, conduzindo a sua humanidade no céu; mas Ele não deixou de governar o mundo por sua presença, porque Ele está fora de seu Pai para vir ao mundo sem sair do seio do Pai. No entanto, vemos que os apóstolos e discípulos de Jesus Cristo foram enviados depois de sua ressurreição, e (depois) de (fazerem suas) perguntas e orações; de (suas) perguntas, quando perguntaram a ele, antes de sua Ascensão, em que tempo Ele restauraria o reino de Israel (At 1); de (suas) orações, quando Estêvão viu no Céu à mão direita do Pai, e a Ele pediu para receber o seu espírito . (At 6)
E quem ousaria dizer que não devemos mais orar do instante em que se fica imortal, ao passo em que devemos orar durante a vida mortal? As palavras: “Naquele dia vós não me perguntareis mais nada”, não devem ser relacionadas ao tempo após a sua ressurreição, mas àquele tempo em que poderemos vê-lo tal qual Ele é (1 Jo 3), o da visão que não será nessa vida que o tempo mede, mas a qual é o privilégio da vida eterna, na qual nós não teremos nenhuma oração, nenhuma pergunta a fazer, porque não nos faltará nada mais a desejar, nada mais a saber.

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