Montfort Associação Cultural

23 de maio de 2007

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Quem soltou o navio da Igreja das colunas da Hóstia e de Nossa Senhora?

Autor: Orlando Fedeli

     No famoso sonho de Dom Bosco da batalha no mar, ele conta que viu a grande nave da Igreja, em alto mar, atacada por armas e por livros, ”porque os livros são armas também”. 
     Mostra ele que o navio da Igreja, comandado pelo Papa, estava bem longe das duas colunas da Hóstia e de Nossa Senhora, de onde pendiam correntes de ferro que haviam atado e firmado a Nave da Igreja para sua melhor guarda e salvação. Comenta que, depois da morte de dois papas, após o encerramento de dois Concílios, um Papa toma o timão do navio da Igreja e o reconduz às duas colunas, e as prende lá, de onde nunca deveriam ter saído. 
     A pergunta que aflora imediatamente à mente é quem foi o Papa que, comandando a Igreja, a soltou das duas colunas? 
     Quem foi o Papa que levou a Igreja ao alto mar, longe da Hóstia sagrada, e longe da Virgem Maria? 
     Ora, na biografia de João XXIII escrita pelo ex padre jesuíta Peter Hebblethwaite, Giovanni XXIII, se lê que o Papa João XXIII respondeu pessoalmente e de modo preciso exatamente a essas duas perguntas:

“Papa João considera que não cabe a ele estabelecer planos detalhados. Ele não é um homem de projetos. Ele reconhece, porém, a necessidade de um plano. O seu papel não está em questão: ele permanece o iniciador, o pioneiro, aquele que lança as bases e permite que se façam as coisas. Ao Cardeal Gabriel Garrone ele disse que o papel dele [do Papa João] era o de fazer zarpar a enorme e pesada nave da Igreja. “Um outro,” disse, triste e profético, “terá como tarefa a de levar a nave para o alto mar” (Osservatore Romano, edição inglesa, 1 de fevereiro de 1982, apud Peter Hebblethwaite, Giovanni XXIII, Il Papa del Concilio, Edição Rusconi, Milão,1989, p. 625).

     Quem deu a esses dois Papas essas tarefas absurdas?
     E quem será o Papa que trará o navio da Igreja de volta para o lugar de onde nunca deveria ter saído? 
     Leonardo Boff diz que Bento XVI é o Papa da restauração…
     Deus o ouça, uma vez. 

São Paulo, 23 de Maio de 2007.

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