Montfort Associação Cultural

16 de junho de 2013

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Quarto Domingo depois de Pentecostes

Fonte: Missa Tridentina na Paróquia São Sebastião

4º DOMINGO APÓS PENTECOSTES
2ª Classe – Paramentos Verdes
Para ler/baixar o Próprio completo desta Missa, clique aqui.
Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos 8, 18-23.
Irmãos: Estou persuadido que os nossos sofrimentos de agora não tem proporção com a futura glória, que se há de manifestar em nós. Também a criação aguarda esta manifestação dos filhos de Deus. A criação, com efeito, está sujeita à vaidade, – não voluntariamente, mas pela autoridade do que a sujeitou, conservando-a, todavia, na esperança; na verdade, também a criação deverá ser liberta da escravidão da corrupção, com rumo à gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Porque, como sabemos, toda a criação continua ainda a gemer como que em dores de parto. Não só ela, porém, mas também nós próprios, que temos as primícias do Espírito: também nós gememos, dentro de nós próprios, na expectativa da adoção dos filhos de Deus, – da redenção do nosso corpo, em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 15, 1-10.
Naquele tempo: A multidão, para ouvir a palavra de Deus, comprimia-se à volta de Jesus, quando Ele estava ao pé do lago de Genesaré. Viu, então, paradas na margem do lago, duas barcas, cujos pescadores tinham descido, e estavam a lavar as redes. Subiu para uma das barcas, que era a de Simão, e pediu-lhe que se afastasse um pouco da praia. Depois, sentando-se na barca, dali ensinava a multidão. Quando acabou de falar, disse a Simão: “Faz-te ao largo, e lançai as vossas redes para a pesca.” Simão, porém, respondeu-Lhe dizendo: “Mestre! Trabalhamos toda a noite, e não apanhamos nada; contudo, lançarei as redes, sob a vossa palavra.” Tendo feito isto, apanharam tal quantidade de peixe, que as redes se rompiam. Acenaram, por isso, aos companheiros, que estavam na outra barca, para que os viessem ajudar. Vieram, e encheram tanto ambas as barcas, que quase se afundavam. Simão Pedro, vendo isto, lançou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Retirai-Vos de mim, Senhor, porque sou um pecador!” O espanto, na verdade, tinha-o invadido, bem como aos que se encontravam com ele, por causa da pescaria que tinham acabado de fazer – o mesmo acontecendo a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. Jesus, todavia, disse a Simão: “Nada receies! Daqui em diante, serás pescador de homens.” Então, puxadas as barcas para a terra, e tendo deixado tudo, seguiram-No.

Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).
Comentário ao Evangelho do dia:
Santo António de Lisboa (c. 1195-1231), franciscano, Doutor da Igreja
Sermões para o Domingo e as festas dos santos – Cf. tradução de Bayart, Eds. franciscanas 1944, p. 187 rev. (disponível no blog Saber Católico; acesso em 04/06/2013 às 13:39h)
“Não tenhas receio; de futuro, serás pescador de homens.”
“Porque Tu o dizes, lançarei as redes”. É por indicação da graça celeste, por inspiração sobrenatural, que se deve lançar a rede da pregação. Senão é em vão que o pregador lança as linhas das suas palavras. A fé dos povos obtém-se, não através de discursos sabiamente compostos, mas pela graça da vocação divina. [...] Ó frutuosa humildade! Quando aqueles que até aí não tinham pescado nada confiam na palavra de Cristo, apanham uma multidão de peixes. [...]
“Porque Tu o dizes, lançarei as redes”. Cada vez que por mim próprio as lancei, quis guardar o que me pertencia. Fui eu que pesquei e não Tu, foram as minhas palavras e não as Tuas. Por isso não pesquei nada. Ou, se pesquei qualquer coisa, não foi peixe, mas rãs, prontas a espalhar lisonjas sobre mim. [...]
“Porque Tu o dizes, lançarei as redes”. Lançar a linha por ordem de Jesus é atribuir-Lhe tudo e não guardar nada para si mesmo: é viver em conformidade com o que se pesca. Nessa altura, apanhamos uma grande quantidade de peixes.

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