Montfort Associação Cultural

26 de abril de 2013

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Quarto Domingo depois da Páscoa

 

 Jesus explica aos Apóstolos entristecidos:
“Convém a vós que Eu vá (…).” (cf. Evangelho do dia).
Ilustração por René de Cramer.
2ª Classe – Paramentos Brancos
Para ler/baixar o Próprio completo desta Missa, clique aqui.
Santo do diaSão Paulo da Cruz, confessor (m. 1775)
Epístola de São Tiago Apóstolo 1, 17-21.
Caríssimos: Toda a dádiva excelente e todo o dom perfeito vem do alto, do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem sombra de vicissitude. Com efeito, foi pela sua livre vontade que Ele nos gerou pela palavra da verdade, a fim de que sejamos como que as primícias das suas criaturas. Bem o sabeis, meus queridíssimos irmãos. Demais, todo o homem deve ser pronto para ouvir, mas demorado quando se trata de falar e de se indispor; porque a ira do homem não realiza a justiça de Deus. Renunciando, por isso, a toda impureza e resto de maldade, recebei, com docilidade, a palavra em voz enxertada, e que pode salvar as vossas almas.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 16, 5-14.
Naquele tempo: Disse Jesus aos seus discípulos: “Vou para Aquele que me enviou, e nenhum de vós me pergunta: ‘Para onde vais?’ Porque vos disse estas coisas, o vosso coração encheu-se de tristeza. Contudo, digo-vos a verdade: Convém-vos que Eu vá; porque, se Eu não for, o Consolador não virá a vós; porém, se Eu for, enviar- vo-Lo-ei. Quando Ele vier, acusará o mundo, quanto ao pecado, quanto à justiça e quanto ao juízo: quanto ao pecado, porque não acreditaram em Mim; quanto à justiça, porque vou para o Pai, e porque já Me não vereis; quanto ao juízo, porque o Príncipe deste mundo já está julgado. Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas ainda as não podeis compreender agora. Quando, porém, vier o Espírito da verdade, Ele vos ensinará a verdade inteira, porque não falará de Si mesmo, senão que só dirá tudo o que tiver ouvido, e anunciar-vos-á o futuro. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará.”
Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).
Comentário ao Evangelho do dia feito por 
São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja
3º sermão para o Pentecostes (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum).
“É melhor para vós que Eu vá”
O Espírito Santo estendeu sobre a Virgem Maria a Sua sombra (Lc 1, 35) e, no dia de Pentecostes, fortificou os apóstolos; a Ela, fê-lo para suavizar o efeito da vinda da divindade ao seu corpo virginal e a eles, para os revestir com a força do alto (cf. Lc 24, 49), isto é, com a mais ardente caridade. [...] Como teriam eles, na sua fraqueza, podido cumprir a sua missão de triunfar sobre a morte sem “esse amor, mais forte que a morte”, e de não permitir que “as portas do abismo prevalecessem sobre eles” sem esse amor mais inflexível que o abismo? (cf. Mt 16, 18; Cânt 8, 6) Ora, ao ver esse zelo, alguns julgavam-nos ébrios (cf. At 2,13). Efetivamente, estavam ébrios, mas de um vinho novo [...], aquele que a “verdadeira videira” deixara derramar do alto do céu, aquele que “alegra o coração do homem” (cf. Jo 15, 1; Sl 103, 15). [...] Era um vinho novo para os habitantes da terra mas, no Céu, encontrava-se em abundância [...], jorrava em golfadas pelas ruas e pelas praças da cidade santa, por onde espalhava a alegria do coração. [...]
Assim, havia no Céu um vinho especial que a terra desconhecia. Mas a terra tinha também qualquer coisa que lhe era própria e que era a sua glória — a carne de Cristo — e os Céus tinham uma grande sede da presença dessa carne. Quem poderia impedir essa troca tão certa e tão rica em graça entre o céu e a terra, entre os anjos e os apóstolos, de forma que a terra possuísse o Espírito Santo e o céu a carne de Cristo? [...] “Se Eu não for, o Paráclito não virá a vós”, disse Jesus. Quer dizer, se não deixais partir aquilo que amais, não obtereis o que desejais. “É melhor para vós que Eu vá” e que vos transporte da terra ao céu, da carne ao espírito; pois o Pai é espírito, o Filho é espírito e o Espírito Santo é também espírito. [...] E o Pai “é espírito; por isso, os que O adoram devem adorá-Lo em espírito e verdade” (Jo 4, 23-24).

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