Montfort Associação Cultural

29 de janeiro de 2011

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Quando será a reforma da Missa?

Autor: Emerson Chenta

  • Consulente: Paulo Renato
  • Localizaçao: Planaltina – DF – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau concluído
  • Religião: Católica

Boa noite e Salve Maria

Gostaria de saber algo sobre a reforma da reforma da missa que o Papa está prestes a fazer, será que será em breve?
Parabéns pelo trabalho, e que Deus continue abençoando vocês.

 

Muito prezado Paulo Renato,
Salve Maria!

     Agradecemos as palavras amigas e pedimos suas orações para continuarmos com o trabalho de apostolado da Montfort, cuja essência deve ser uma profunda caridade. Reze por nós.

     Passando rapidamente a sua pergunta, o tema da reforma da reforma atrai tanto os fiéis à Missa de Sempre, quanto os modernistas: aqueles, otimistas, esperam que a reforma da reforma seja uma conclusão coerente das últimas palavras e atos do Papa Bento XVI em relação à liturgia; estes, acreditando que elas significarão um retorno – se não total, significativo – ao status quo ante reforma, temem-na. 
     Uns a aguardam com otimismo. Outros a temem. 
     O
Motu Proprio Summorum Pontificum de Bento XVI foi um documento que, embora, até o momento, tenha encontrado grande resistência à sua aplicação, estabeleceu um novo parâmetro de discussão que põe em maus lençóis os opositores da Missa, já que a considerou legítima e jamais ab-rogada. E isso tem uma lógica que deve se desenvolver com o tempo.

     A criação do Instituto do Bom Pastor, cuja missão é fazer uma “crítica construtiva” ao Concílio Vaticano II, abriu um horizonte até então fechado pela fumaça introduzida pelo Vaticano II no mundo católico. E apesar da expressão “crítica construtiva” ser um tanto moderna, envolver uma certa neblina e um bate-e-assopra, o termo veio a calhar, pois só se pode acrescentar algo de construtivo ao que está destruído ou deteriorado. Ninguém abriria espaço para uma “crítica construtiva” ao “Pai Nosso”, oração perfeita e inquestionável, nem ao “Credo”. Ao Vaticano II, sim. Interessante.    

     Outras declarações e atitudes do Papa Bento XVI e mesmo do Cardeal Ratzinger apontaram um descontentamento que muitas vezes desaguou em críticas pesadas às mudanças introduzidas pela reforma. Peço que leia, por gentileza, uma carta respondida a um de nossos leitores sobre a posição do Papa atual.  

     Dentre as críticas do Cardeal Ratzinger à reforma, uma delas é a constatação de que se fabricou na nova liturgia elementos descontínuos da sua formação vital e orgânica, até então coerente com a sua origem, isto é, com o desejo de Nosso Senhor Jesus Cristo de instituir verdadeiramente um sacrifício. O termo preciso utilizado é que houve uma “ruptura litúrgica”.(Mgr. Gamber, Klaus, La reforme liturgique en question).      
     Portanto, é de se esperar – do ponto de vista estritamente lógico – que a reforma da reforma faça a Missa retornar à sua origem, eliminando toda a fabricação introduzida pela reforma. Voltando-se, portanto, à Missa Tridentina, resultado de um crescimento e enriquecimento litúrgico coerente e fiel à sua origem, isto é, ao sacrifício de Cristo. 
    
O Motu Proprio contribuiu fortemente para isso.

     Recentemente, o Mons. Nicola Bux publicou um livro intitulado  “A Reforma de Bento XVI” em que ela mostra o “programa” dessa reforma litúrgica alinhado com o Motu Proprio. Peço que leia com atenção essa notícia que resume diversos pontos desse livro: http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=reforma-motu-proprio&lang=bra  

     Assim, respondendo especificamente a sua pergunta sobre se a reforma da reforma será em breve, devo dizer que ela, em sentido amplo, com base no que foi dito acima, já começou. Quanto ao documento específico que se diz que virá corrigir os desvios da Missa Nova, qualquer opinião nossa sobre a data em que ele vai sair seria puro palpite.

     Aguardemos e rezemos!

Salve Maria,
Emerson Chenta

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