Montfort Associação Cultural

20 de janeiro de 2005

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Purgatório

  • Consulente: Fábio
  • Localizaçao: Presidente Prudente – SP – Brasil

Por que é permitido aos católicos rezar pelos defuntos? O purgatório realmente existe?

Prezado Fábio,
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Sim, o purgatório existe.

É verdade de fé que as pessoas que morrem em estado de pecado mortal, tendo recusado a graça de Deus, são punidas no inferno, lugar de onde não há saída.

As que morrem sem pecado são recompensadas no Céu.

Entretanto, há pessoas que morrem sem pecados mortais, mas tendo pecados veniais, ou seja, culpas leves. Em razão dessas culpas, devem pagar penas temporais. Essas penas podem ser remidas nesta vida, através da penitência ou das indulgências. Aquelas que não foram remidas, são expiadas no Purgatório.

Por não terem pecados mortais, essas almas não merecem o inferno.

Entretanto, devem ser purificadas dessas culpas leves antes que entrem no Céu.

Para isso existe o purgatório, que nada mais é do que um lugar de purificação temporal, após a qual as almas alcançam o Céu.

A Sagrada Escritura, em vários textos, afirma a existência do Purgatório:

“E todo o que disser alguma palavra contra o Filho do Homem, lhe será perdoado; porém, o que a disser contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro.” (S. Mateus, XII, 32).

O que supõe a possibilidade de haver um perdão na outra vida.

“Não sairás de lá (da prisão) antes de ter pago o último quadrante.” (S.Mateus, V, 26).

Nosso Senhor se refere à vida futura.

No Antigo Testamento:

“E, tendo feito uma coleta, (Judas Macabeu) mandou doze mil dracmas de prata a Jerusalém, para serem oferecidas em sacrifícios pelos pecados dos mortos (…) É, pois, um santo e salutar pensamento orar pelos mortos, para que sejam livres dos seus pecados” (II Mac., XII, 43 e segts.).

Quando são celebradas Missas em favor dos mortos, aplicam-se a eles os méritos de Cristo para pagamento de seus pecados, abreviando-se sua permanência no Purgatório. É o que pedimos quando rezamos por elas.

Esperando tê-lo ajudado, despeço-me

In Iesu et Maria
Paulo Miranda

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