Montfort Associação Cultural

22 de março de 2007

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Pseudo-intelectual e analfabeto catequético ataca a família Cristã

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Pe. Giovane Silva de Santana
  • Localizaçao: Luiziana – PR – Brasil
  • Escolaridade: Superior concluído
  • Profissão: Professor
  • Religião: Católica

Laudetur Iesus Christus!!!!

Caríssimo Professor Fedeli, Salve Maria!

No Jornal Folha de São Paulo “on line”, na sessão “cotidiano”, de 20/03/2007, se lê:

“RUBEM ALVES

A praga
Permitir o divórcio equivale a dizer: o sacramento é uma balela. Donde, a Igreja Católica é uma balela…

É BOM atentar para o que o papa diz. Porta-voz de Deus na Terra, ele só pensa pensamentos divinos. Nós, homens tolos, gastamos o tempo pensando sobre coisas sem importância tais como o efeito estufa e a possibilidade do fim do mundo. O papa vai direto ao que é essencial: “O segundo casamento é uma praga!”
Está certo. O casamento não pertence à ordem abençoada do paraíso. No paraíso não havia casamento. Na Bíblia não há indicação de que as relações amorosas entre Adão e Eva tenham sido precedidas pelo cerimonial a que hoje se dá o nome de casamento: o Criador, celebrante, Adão e Eva nus, de pé, diante de uma assembléia de animais, tudo terminando com as palavras sacramentais: “E eu, Jeová, vos declaro marido e mulher. Aquilo que eu ajuntei os homens não podem separar…”
Os casamentos, o primeiro, o segundo, o terceiro, pertencem à ordem maldita, caída, praguejada, pós-paraíso. Nessa ordem não se pode confiar no amor. Por isso se inventou o casamento, esse contrato de prestação de serviços entre marido e mulher, testemunhado por padrinhos, cuja função é, no caso de algum dos cônjuges não cumprir o contrato, obrigá-lo a cumpri-lo.
Foi um padre que me ensinou isso. Ele celebrava o casamento. E foi isso que ele disse aos noivos: “O que vos une não é o amor. O que vos une é o contrato”. Aprendi então que o casamento não é uma celebração do amor. É o estabelecimento de direitos e deveres. Até as relações sexuais são obrigações a ser cumpridas.
Agora imaginem um homem e uma mulher que muito se amam: são ternos, amigos, fazem amor, geram filhos. Mas, segundo a igreja, estão em estado de pecado: falta ao relacionamento o selo eclesiástico legitimador. Ele, divorciado da antiga esposa, não pode se casar de novo porque a igreja proíbe a praga do segundo casamento. Aí os dois, já no fim da vida, são obrigados a se separar para participar da eucaristia: cada um para um lado, adeus aos gestos de ternura… Agora está tudo nos conformes. Porque Deus não enxerga o amor. Ele só vê o selo eclesial.
O papa está certo. O segundo casamento é uma praga. Eu, como já disse, acho que todos são uma praga, por não ser da ordem paradisíaca, mas da maldição. O símbolo dessa maldição está na palavra “conjugal”: do latim, “com”= junto e “jugus”= canga. Canga, aquela peça pesada de madeira que une dois bois. Eles não querem estar juntos. Mas a canga os obriga, sob pena do ferrão…
Por que o segundo casamento é uma praga? Porque, para havê-lo, é preciso que o primeiro seja anulado pelo divórcio. Mas, se a igreja admitir a anulação do primeiro casamento, terá de admitir também que o sacramento que o realizou não é aquilo que ela afirma ser: um ato realizado pelo próprio Deus. Permitir o divórcio equivale a dizer: o sacramento é uma balela. Donde, a igreja é uma balela… Com o divórcio ela seria rebaixada do seu lugar infalível e passaria a ser apenas uma instituição falível entre outras. A igreja não admite o divórcio não é por amor à família. É para manter-se divina…
A igreja, sábia, tratou de livrar seus funcionários da maldição do amor. Proibiu-os de se casarem. Livres da maldição do casamento, os sacerdotes têm a suprema felicidade de noites de solidão, sem conversas, sem abraços e nem beijos. Estão livres da praga…”

Veja que absurdos esse analfabeto catequético e pseudo intelectual publica!!!!!!!!!

Digo Pseudo intelectual, pois um verdadeiro intelectual procura conhecer profundamente quem ou que pretende criticar. Esse néscio ridiculariza o relato bíblico, debochando da fé dos brasileiros:

“Na Bíblia não há indicação de que as relações amorosas entre Adão e Eva tenham sido precedidas pelo cerimonial a que hoje se dá o nome de casamento: o Criador, celebrante, Adão e Eva nus, de pé, diante de uma assembléia de animais, tudo terminando com as palavras sacramentais: “E eu, Jeová, vos declaro marido e mulher. Aquilo que eu ajuntei os homens não podem separar…”

Coitado! Ele nunca leu o relato bíblico do livro do Gênesis: “DEUS OS ABENÇOOU: FRUTIFICAI, DISSE ELE, E MULTIPLICAI-VOS, ENCHEI A TERRA E SUBMETEI-A” (Gn I, 28). Até mesmo a instituição natural da união monogâmico entre o homem e a mulher recebeu a bênção de Deus para produzir frutos!!!!! Muito mais ainda A PRESENÇA e o MILAGRE que Jesus realizou, NAS BODAS EM CANÁ DA GALILÉIA, ABENÇOOU os casais, numa união estável, indissolúvel, monogâmica entre pessoas de sexos diferentes.
Esse pseudo-intelectual também desconhece que foi o próprio Jesus, na Bíblia, que disse: “DEUS OS FEZ HOMEM E MULHER. POR ISSO, DEIXARÁ O HOMEM PAI E MÃE E SE UNIRÁ A SUA MULHER E OS DOIS SERÃO UMA SÓ CARNE. ASSIM JÁ NÃO SÃO DOIS, MAS UMA SÓ CARNE. NÃO SEPARE, POIS , O HOMEM O QUE DEUS UNIU” (Mt X, 6-9), repetindo o que estava dito no Gênesis (Gn I,7
e Gn 2,24).
Como não tem vergonha de escrever tal asneira uma pessoa que pretende ser um importante colunista de um jornal que pretende ser Arauto da verdade?
Como ele pôde afirmar que isso não está na Bíblia????
Esse analfabeto catequético afirma que um padre lhe teria ensinado que a união sacramental é só um contrato comum, não é o amor que os une.
Se isso for verdade, o que creio não ser , visto que quem escreveu mente ao afirmar que, na Bíblia, não há recomendações contra o divórcio e a favor da indissolubilidade do matrimônio, o padre deve ter se expressado mal. O matrimônio é um contrato sim, mas selado pelo Espírito Santo num amor CARITAS. E não numa paixão cega e burra, não num “fazer amor”, citado pelo autor dessa porcaria de artigo, que na verdade quis dizer “fazer sexo” apenas. Só sexo para esse senhor é “amor”.
Além disso, verificamos a falta de lógica desse infeliz herege: num momento afirma que a Igreja considera a praga uma segunda união, depois, no final, diz que a Igreja considera o casamento em si uma praga, ao “proibir” os sacerdotes de casarem.
Uma coisa o texto tem de bom: denuncia o projeto de destruição da família, empreendido pelos modernistas, por não terem mais a fé na teandricidade da Igreja: afirma a verdade de que a destruição do matrimônio, equivale à destruição do conceito de santidade da Igreja. O projeto dos modernistas que querem comunhão aos divorciados recasados, casamentos descartáveis é conseqüência da falta de fé na Igreja, no matrimônio dela com Cristo (Ef V). Isso o texto deixa claro.
Peço, professor, que faça suas felizes e sábias apreciações e divida com os leitores do site a perplexidade que toma conta de mim ao ler e transcrever-lhe este mentiroso, e mal-escrito artigo, desse fulaninho Rubens Alves, que se revela analfabeto catequético e pseudo-intelectual.

In Iesu et Maria,
Padre Giovane 


             Enviada em: 20/03/2007

Desculpe-me pelos erros de digitação. Esqueci, por vezes, alguns hífens em palavras como Pseudo-intelectual. E esqueci de fazer a distinção entre a bênção de Deus na intituição natural do Gênesis e na elevação à sacramento que Jesus fez em caná da Galiléia. Outra coisa, professor, equeci de criticar o Rubem Alves pelo fato de ele não saber que, no sacramento do matrimônio, os cônjuges são os celebrantes (Mais um sinal de analfabetismo catequético!).
Se puder fazer essas críticas para mim, o senhor tem minha permissão para modificar meu texto, incluindo essas considerações se acha necessário.
Desculpe-me mais uma vez pelos erros de digitação.
Abraço, Deus te abençoe!!! 
Pe. Giovane.

Muito prezado e reverendo Padre Giovane,
Salve Maria.
 
    O articulista vulgar da Folha de São Paulo, mais do que ignorância religiosa, revela seu profundo ódio à Igreja.
    Se Deus proibe o adultério e o concubinato é porque o casamento é santíssimo.
    Esse escrevente de ódio, ele sim, odeia o casamento que ele pretende substituir pela união momentânea e livre, sem nenhuma obrigação para com o outro e para com os filhos que forem gerados. Ele quer reduzir a união entre esposos ao nível da união fortuita de cão e cadela.
    E ainda pretende falar de amor, que ele reduz a ato físico.

    E se ele não crê na Igreja, por que se interessa no que ela professa?
    Acho muito significativo que esses jornalistas ateus se permitam blasfemar contra Deus e atacar a Igreja de modo tão soez, e depois venham falar em tolerância e respeito pelos sentimentos religiosos dos outros…
    Só os católicos não estão incluídos nesses “outros”.
    Por que ?
    Se um católico atacasse assim a macumba, ou o budismo, eles estrilariam falando em intolerância. Para com a Igreja Católica, eles não tem nem respeito e nem tolerância. É o que eles chamam de “liberdade de religião”…
    Esse ódio à única Igreja de Cristo assume, hoje, caráter internacional. Há uma campanha orquestrada internacionalmente contra o Papa Bento XVI e contra a Igreja Católica.
    Até há pouco tempo, na imprensa, só se faziam loas ao “bom Papa João” e ao compreensivo Paulo VI, porque eles haviam aberto à Igreja ao mundo moderno, isto é aos princípios de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, admitidos pelo Concílio Vaticano II.
    Por que Bento XVI não goza dessa simpatia da mídia?
    A campanha ideológica internacional movida hoje contra o Papa e contra a Igreja prepara uma próxima campanha de violência, porque sempre, na História, a perseguição violenta à Igreja — em nome da “Liberdade” — foi precedida por uma campanha de calúnias e de ataques soezes e ignorantes como a que se revela nesse miserável e baixo artiguete.
    Rezemos pelo Papa, Padre. E permaneçamos fiéis à Verdade eterna que só existe na Igreja Católica Apostólica Romana, fora da qual não há salvação, e só contra a qual existe esse ódio baixo, soez e infernal.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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