Montfort Associação Cultural

18 de janeiro de 2010

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Prof. Felipe de Aquino nega a existência do fogo no purgatório

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Jênisson
  • Localizaçao: Santo Antônio de Jesus – BA – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau em andamento
  • Religião: Católica

Sr. Orlando Fedeli

Salve Maria,

Há alguns dias eu li no livro do Prof. Felipe Aquino “Unção dos Enfermos” o seguinte:

“O Purgatório não consta de fogo; é simplesmente o estado que a alma do cristão vê, com toda a clareza, a hediondez da sua vida tíbia na terra, e repudia toda incoerência do seu amor a Deus, vencendo a resistência das paixões que neste mundo se opuseram à purificação desse amor. A alma sofre por ter sido negligente e, em conseqüência, ter adiado o seu encontro face a face com Deus”

Essa afirmação de que o Purgatório não consta de fogo eu achei heterodoxa e por isso pesquisei e vi que a Igreja ensina o contrário, que o fogo do Purgatório é igual ao do Inferno. Também achei alguns textos protestantes que tentam provar a inexistência do Purgatório:

http://www.espada.eti.br/rc111.asp
http://www.espada.eti.br/rc111a.asp
http://www.espada.eti.br/rc111b.asp

Gostaria que o Sr. lesse e me esclarecesse sobre a doutrina do Purgatório e comentasse esses textos.

Obrigado pela atenção.

Jênisson.

Muito prezado  Jênison,
Salve Maria.
 
     Já Inocêncio IV no I Concílio de Lyon, em 1245, citando os Evangelhos e São Paulo, condenou o que diz o Professor Felipe de Aquino e os protestantes. Aliás, é natural que o Professor Felipe de Aquino sendo da Canção Nova e da RCP (Renovação Carismática Protestante) repita erros do protestantismo negando o fogo do Purgatório.
     Veja o que ensinou o Papa Inocêncio IV, no I Concílio de Lyon:
 
“23. Finalmente, afirmando a Verdade [Jesus Cristo] no Evangelho  que “se alguém disser blasfemando contra o Espírito Santo, não se o perdoará nem neste mundo, nem no mundo futuro, (Mt XII,32), por essas palavras se dá a entender que algumas culpas se perdoam neste mundo presente e outras no mundo futuro, e como diz também o Apóstolo que “O fogo provará qual seja a obra de cada um; e : “Aquele cuja obra arder [queimar] sofrerá dano; ele porém se salvará; porém como quem passa pelo fogo (I CorIII, 13 e 15) (…) Porque com aquele fogo transitório se purgam certamente os pecados, Não os criminais, ou capitais, que não foram antes perdoados, pela penitência, mas os pecados pequenos ou miúdos, que mesmo depois da morte pesam ainda que tenham sido perdoados na vida” (Inocêncio IV, – I Concílio de Lyon, em 1245. Denzinger 456 o destaque é nosso).
 
     O Papa Clemente VI na carta Super quibusdam a Consolador católicon dos armênios, de 29 de Setembro de 1351, diz:
 
“Perguntamos se creste e crês que existe o purgatório, em que descem as almas dos que morrem na graça, porém que não satisfizeram por seus pecados por meio de uma penitência completa. Também se tu crês que essas almas são atormentadas pelo fogo temporariamente e, que logo que estejam purgadas, ainda antes do dia do juízo [final] alcançam a verdadeira e eterna beatitude que consiste na visão de Deus face a face e em seu amor”  (Clemente VI na carta Super quibusdam a Consolador católicon dos armênios, de 29 de Setembro de 1351. Denzinger 570 t. Destaque é nosso).
 
     E no Concílio de Trento a Santa Igreja ensinou:
     
“Canon 80. Se alguém disser que depois de recebida a graça da justificação, de tal maneira se lhe perdoa a culpa esse apaga o reato da pena eterna a qualquer pecador arrependido, que não lhe resta culpa alguma de pena temporal  que tenha que se pagar neste mundo ou no outro no Purgatório, antes que se possa abrir a entrada no reino dos céus, seja anátema”. (Concílio de Trento, can. 80. Denzinger, 840).
 
     Tudo isto comprova que o professor Felipe de Aquino, assim como os hereges protestantes defendem os mesmo erros sobre o Purgatório.
         
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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