Montfort Associação Cultural

30 de novembro de 2013

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Primeiro Domingo do Advento: Liturgia Tridentina

 

1º DOMINGO DO ADVENTO

1ª Classe – Paramentos Roxos
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Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos 13, 11-14.
Irmãos: atendei ao tempo em que estamos; porque já é hora de vos levantardes de vosso sono. A nossa salvação está agora mais perto do que quando abraçamos a fé. A noite vai adiantada, e ao dia vem chegando. Despojemo-nos das obras das trevas, e vistamo-nos das armas da luz. Caminhemos honestamente, como de dia: não em orgias e em bebedeiras; não em desonestidades e dissoluções, não em contendas e ciúmes. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 21, 25-33.
Naquele tempo: Disse Jesus aos seus discípulos: “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, a aflição e a angústia apoderar-se-ão das nações pelo bramido do mar e das ondas. Os homens definharão de medo, na expectativa dos males que devem sobrevir a todo o mundo. As próprias forças dos céus serão abaladas. Então verão o Filho do homem vir sobre uma nuvem com grande glória e majestade. Quando começarem a acontecer estas coisas, reanimai-vos e levantai as vossas cabeças; porque se aproxima a vossa redenção. Acrescentou ainda esta comparação: Olhai para a figueira e para as demais árvores. Quando elas lançam rebentos, vós julgais que está perto o verão. Assim também, quando vires que vão sucedendo estas coisas, sabei que está perto o reino de deus. Em verdade vos declaro: não passará esta geração sem que tudo isto se cumpra. Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão.”
Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).
Comentário do dia
São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja
Sermões 4 e 5 para o Advento  (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum)
O Filho do homem virá na hora em que não pensais”
É justo, irmãos, celebrar a vinda do Senhor com a máxima devoção possível, tanto o seu conforto nos deleita […] e tanto o seu amor nos abrasa. Mas não penseis apenas na sua primeira vinda, quando Ele veio para “buscar e salvar o que estava perdido” (Lc 19,10); pensai também neste outro advento, quando Ele vier para nos levar consigo. Quereria ver-vos constantemente ocupados a meditar nesses dois adventos […] repousando entre estes dois abrigos, porque estes são os dois braços do Esposo nos quais repousava a Esposa do Cântico dos Cânticos: “a sua mão esquerda descansa sobre a minha cabeça, e a sua direita abraça-me” (2,6). […]
Mas há uma terceira vinda entre as duas que mencionei, e os que a conhecem podem descansar para seu deleite. As outras duas são visíveis; esta não o é. Na primeira, o Senhor “apareceu sobre a terra, onde permanece entre os homens” (Bar 3,38) […]; na última, “toda a criatura verá a salvação de Deus” (Lc 3,6; Is 40,5). […] A do meio é secreta; é aquela em que só os eleitos vêem o Salvador dentro de si próprios, e em que a sua alma é salva.
Na sua primeira vinda, Cristo veio na nossa carne e na nossa fraqueza; na sua vinda intermédia, vem em Espírito e poder; na sua última vinda, virá na sua glória e majestade. Mas é pela força das virtudes que chegamos à glória, como está escrito: “O Senhor dos Exércitos, Ele é o Rei da glória” (Sl 23,10); e no mesmo livro: “Para ver o Vosso poder e a Vossa glória” (62,3). Portanto, a segunda vinda é como o caminho que leva da primeiro à última. Na primeira, Cristo foi nossa redenção; na última, aparecerá como nossa vida; na sua vinda intermédia, é nosso repouso e nossa consolação.

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