Montfort Associação Cultural

4 de janeiro de 2005

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Porta estreita do bem

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Willian Mota Melo
  • Idade: 21
  • Localizaçao: Volta Redonda – RJ – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau concluído
  • Profissão: metalúrgico
  • Religião: Católica

Caro profº Orlando

Como já lhe disse em outra carta que admiro a sua sabedoria e determinação em defender a Igreja de Cristo, envio-lhe uma dúvida: Nos evangelhos Jesus fala sobre a porta larga dizendo que são muitos os que passam por ela e que ela é que leva a perdição e falou também sobre a porta estreita dizendo que são poucos os que entram por ela e que ela conduz a salvação. Isto significa que a maior parte da humanidade vai para o inferno e só uma insignificante minoria irá se salvar?

Aguardo pacientemente a sua resposta e lhe desejo um forte abraço e continue sempre defendendo a nossa fé.

Muito prezado Willian, salve Maria!

Muito obrigado por seu apoio e por suas palavras de elogio ao site Montfort e à minha pessoa. Peço-lhe que reze a Deus que nos mantenha misericordiosamente a seu serviço, já que muitos são os chamados e poucos os escolhidos.

A questão do número dos que se salvam e dos que se perdem é um mistério que Deus não permite que conheçamos.

A palavra de Nosso Senhor, que você cita, não permite concluir nada sobre o número, ou quantidade, dos que se salvam e dos que se perdem. Nosso Senhor faz alusão apenas ao número dos que tomam o caminho do bem e do mal. E é patente que a maioria toma o caminho largo do mal.

Entretanto não está dito que eles perseveraram no mal, e no bem, até o fim.

Até o último suspiro o homem pode se arrepender de ter tomado o caminho largo da perdição.

O caso dos dois ladrões, na crucificação, mostra que um se perdeu e que o outro se salvou, embora ambos tivessem percorrido a vida inteira o caminho largo da perdição.

Devemos saber que a misericórdia de Deus é infinita, tanto como a sua justiça. Deus não quer a perdição de ninguém, e até o último instante concede graças para salvar as almas. Devemos então esperar que o número dos que se salvam deva ser bem maior do que o número dos que vivem mal, isto é, que o número dos que se convertem na última hora é bem maior do que se pensa.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli.

 

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