Montfort Associação Cultural

10 de janeiro de 2013

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Porque deveríamos canonizar Rita Levi-Montalcini?

 

“Reflexões” de  Alessandro Gnocchi e Mario Palmaro

Publicadas em Corrispondenza romana  

Tradução e comentário Lucia Zucchi

Rita Levi Montalcini, falecida em 30 de dezembro de 2012, aos 103 anos, foi uma cientista, Prêmio Nobel de Medicina e senadora vitalícia na Itália. Feminista, fez campanha pelo divórcio,  pelo aborto, pela contracepção gratuita, pela eutanásia. Considerava que a pílula abortiva RU 486 tinha “resultados extraordinários”. Era a favor da fecundação in vitro, e, perguntada se considerava o embrião humano uma pessoa respondeu secamente: “Não. Absolutamente não! (…) É errado colocar o início da vida humana na concepção. Seria um golpe na lei sobre o aborto e na própria ciência”...  Defendeu, com sucesso, a manutenção do ensino do darwinismo nas escolas italianas, contrariamente a uma medida da Ministra da Educação da época. Seus princípios religiosos? “Sou ateia. Não sei o que venha a ser crer em Deus”.

Infelizmente, há outros, embora não muitos, cientistas igualmente distantes da fé em Deus e de Sua lei moral.

O que é mais triste no caso de Rita Levi Montalcini é que ela pertencia à Pontifícia Academia de Ciências. Por ocasião de sua morte, o Osservatore Romano lhe dedicou um elogio por estar “na linha de frente num século difícil, sendo mulher, judia, solteira e cientista” e por sua  “participação na vida italiana com frequentes declarações e tomadas de posição a respeito dos grandes temas, não apenas científicos, da atualidade”. Já vimos de que lado ela se manifestava a respeito dos grandes temas… O terrível Padre Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, falou de luto universal pelo seu falecimento, classificando Rita Montalcini como figura eminente, não só pelos elevadíssimos méritos científicos, mas também pelo seu empenho cívico e moral, que a tornaram pessoa exemplar e fonte de inspiração, na comunidade italiana e internacional”.

Tempo houve“, como diria Leão XIII, em que uma “pessoa exemplar e fonte de inspiração” para um católico só poderia ser um santo…

 

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