Montfort Associação Cultural

9 de fevereiro de 2010

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Por que Nossa Senhora não é citada nas epístolas?

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Odair
  • Localizaçao: Campinas – SP – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau concluído
  • Profissão: Professor de Geografia
  • Religião: Protestante

Olá Queridos Defensores da Verdade! Olá Caro Professor Orlando Fedeli.

Sou protestante, ou melhor, era protestante até 2005 desde 1988. Com as aulas, palestras do Professor Fedeli e o próprio site Montfort, pude compreender o erro e as heresias protestante que tanto defendi e professei. Graças a Deus! Graças a Sua Misericórdia!

Mas ainda não sou Católico, pois uma dúvida ainda me resta. Compreendo e creio na Virgindade eterna da Santíssima Virgem Maria, Mãe de Nosso Senhor. Compreendo sua Mediação entre nós e Deus Filho. Mas ainda não compreendo o motivo de nenhuma citação da Santa Virgem nas epístolas. Repito: nenhuma citação, nenhuma saudação ou referência? Por quê?

Diante da Grandeza e de Sua Santidade, tão bem defendida pelo site Montfort, qual o real motivo desse fato? Por que o apostolo Paulo ou o apostolo Pedro não citou em suas várias epístolas? Ou ainda, por que o maior(creio eu) doutor da Santa Igreja Santo Agostinho nunca afirmou Santa Maria como Mãe de Deus?

Agradeço a atenção e dedicação, e espero ansiosamente a Luz para confirmar minha conversão a Santa Igreja.

Que Deus continue voz abençoando!

Muito prezado Odair,
Salve Maria.

     A santidade e a maternidade divina de Nossa Senhora são atestadas pelos evangelhos, especialmente em São Lucas.
     É verdade que nem São Paulo e nem São Pedro falam dela.      
     Isso porque convinha que Ela ficasse bem apagada no início do Cristianismo, para não haver confusão entre os gentios que tendiam a idolatria e poderiam julgar que ela era divina.
     Veja o que os gentios habitantes da Ásia tentaram fazer com São Barnabé e São Paulo: julgaram que São Barnabé era Júpiter, e São Paulo, Mercúrio (Cfr. Atos dos Apóstolos).
     Entretanto, já no Concilio de Éfeso, que condenou Nestório, foi proclamada a maternidade divina de Maria, visto que em São Lucas ela já era chamada de a “mãe de meu Senhor”, por Santa Isabel.
     Ora, o concílio de Éfeso foi em 431. Santo Agostinho nasceu em 354 e morreu em 430, exatamente um ano antes da proclamação desse dogma mariano. Era natural, portanto, que não falasse desse dogma. O que não quer dizer que Santo Agostinho não falasse de Nossa Senhora como Virgem Mãe de Deus. No livro sobre a Virgindade Consagrada, VI, Santo Agostinho mostra que a Virgem Maria é realmente Mãe de Deus e Mãe espiritual de todos os membros da Igreja.
     Recomendo que você compre o livro Santo Agostinho e a Virgem Maria contendo cem textos de Santo Agostinho sobre Nossa Senhora. O livro foi editado pela Editora Paulus em 1996.
     
     Espero que essa leitura acabe de convertê-lo, se Deus quiser. 

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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