Montfort Associação Cultural

5 de setembro de 2006

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Por que enviar carta à Geraldo Alckmin?

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Robson Celestino De Jesus
  • Idade: 30
  • Localizaçao: carapicuiba – SP – Brasil
  • Escolaridade: Superior concluído
  • Profissão: Professor
  • Religião: Católica

Prezados senhores da Montfort.
Em particular, prezado senhor Fideli.

Para mim é uma honra estar escrevendo esta carta, pois é minha primeira tentativa de estabelecer um contato com vocês (espero que não se encomodem com o pronome de tratamento, é que sinto mais à vontade em dizer simplesmente você ou vocês).

Teria muito o que escrever a respeito das experiências extremamente interiores e totalmente reflexivas que venho tendo desde que tomei conhecimento deste site. Tais reflexões afetam diretamente o meu modo de pensar, tornando potencialmente possível mudanças no meu modo de agir. Algumas mudanças já vem acontecendo no modo de agir. Outras, ainda dependem de mais reflexão e outros conhecimentos. Só não posso deixar de expor que a Montfort tem sido um dos responsáveis em me fazer “voltar à casa”, em me resgatar na fé. Mas, sinto que sobre isso, ainda há muito o que fazer e quem sabe escrevo melhor a respeito em outra oportunidade.

O motivo real desta carta é a respeito da carta que acabo de ler, enviada por vocês ao atual candidato Geraldo Alckmin, contendo apelo no que se refere à defesa da moral cristã, especificamente, sobre o aborto.

Tentarei ser objetivo.

Em uma das cartas respondidas por vocês, entitulada “Participação Política”, li o seguinte conteúdo:

“Na vitória de Lula para Presidente, o candidato imposto “contra” ele por Fernando Henrique era o insípido e vazio socialista Serra, um comunista de sacristia, exilado docemente e rubramente no Chile… Um homem cujo prestígio postiço só existe pelo que diz a mídia. Se vencesse Serra, teríamos na presidência um bolchevista careca em vez de um bolchevista cabeludo e barbudo. Serra e Lula são tão afins quanto piolho e cabeleira…
Agora, Fernado Henrique impôs o insípido Alckmin… E com razão a filósofa que citei em sua entrevista à Veja afirmou que a indicação do insípido e mentalmente banguela Alckmin é só para favorecer a vitória do espertinho chefe dos 40 do mensalão.

Os partidos, prezada doutora, são como dedos de uma única mão; Há uma só vontade atrás deles, vontade única que os move a todos. A sinfonia política desta democracia tem um só maestro que dirige baixos e contra baixos. Todo baixos. Todo aliados.”

Então, diante destas palavras, não entendo o apelo ao candidato em referência. Sei da posição política de vocês contrária ao PT. Nas palavras acima, vocês haviam me deixado a idéia de que não só o PT vem se demonstrando contrário aos princípios cristãos defendidos pela Santa Igreja. Então, uma carta com este apelo não deveria ser feita a todos os candidatos?

Não estou discutindo o teor da carta e tampouco o conteúdo, pois sou totalmente contra o aborto. Sim, temos que fazer algo. Não podemos simplesmente olhar tudo sem fazer nada.
O que questiono é o fato de se estabelecer contato com alguém que foi considerado, por vocês mesmos, tão equivalente aos demais personagens políticos atuais. Se é tão equivalente, por que enviar tal apelo a ele e não a algum outro? Que critério foi adotado nesta decisão? Ou é, de fato, uma posição política partidária do site?

Quero acreditar que não exista nestas minhas visões, uma posição política partidária definida por vocês. Pois isso seria muito contraditório ao teor da carta respondida à Aline (CE; 04/07/2006; “Participação Política”).

Dentre as diversas dimensões a que estamos submetidos (política, família, trabalho etc), a dimensão política é uma das que venho tentando me redefinir em função de uma postura cristã melhor definida. A Montfort vem contribuindo significativamente para isso. Porém, neste episódio, em vez de me esclarecer me confundiu.

Claro, não posso esperar em vocês a solução de todos os problemas filosóficos e religiosos. Mas, em vocês, tem me apoiado muito. Gostaria de poder continuar contando com isso. Se de fato existe uma posição política partidária definida, é melhor que a declare. Se não há, então, me digam onde está o erro de minha argumentação. Aliás, aceito também que me corrijam o “português”.

Quero encerrar, declarando que espero, na resposta a esta carta, não só resolver minha questão pontual, mas poder também trazer à tona conteúdos que possam enriquecer nossas reflexões.

Que Deus abençoe vocês.
OBS: se não for pedir muito, me inclua nas suas orações. Espero que Deus sempre me dê o discernimento das coisas. Creio até, que foi Ele mesmo quem colocou vocês em meu caminho.

Muito prezado Professor Robson,
Salve Maria.
 
    É para mim motivo de grande alegria saber que o site Montfort tenha auxiliado a um professor “voltar à casa do Pai”. Sou professor eu também, e, então, o senhor é bem o meu próximo.
 
    O programa do PT exige que se aprove a liberalização do aborto, e manda excluir da legenda qualquer membro que defenda  a vida dos nascituros.
    Dizem as pesquisas — e elas mentem tanto! — que o comunista Lula é o que tem maior aprovação e menor rejeição…
    Inacreditável!
    Depois do mensalão e dos sanguessugas!
    Inacreditável!
    Isso lembra Barrabás
   
    Todo mundo conhece alguém que já foi assaltado. Poucos conhecem quem foi interrogado pelas famosas empresas de pesquisa de voto…
    Dizem que mais de 50% do eleitorado é favorável a Lula.
    Onde estão esses 50%?    
    De qualquer modo, parece que querem que Lula vença. E isto significará a vitória do aborto e — quem sabe? — a convocação de uma Constituinte que dê a Lula o título de timoneiro definitivo do Brasil. Por 50 anos. Como Fidel. Em nome do povo!
    Afinal, se é o povo quem decide, o povo, escolhendo o apedeuta como Presidente vitalício, dirão que isso terá que ser aceito.         Vontade do povo, vontade de Deus (???).
    É o dogma imposto ao mundo desde que se inventou a guilhotina e a TV.
    Nessa situação, a única saída que nos pareceu viável, foi a de fazer um apelo ao candidato com mais possibilidade de concorrer com Lula. Tanto mais que Alckmin tem origem católica e sua família era até conservadora. Portanto, apelar para que ele pesasse em sua consciência a fazer o dever que tem um católico, ainda que sem muita capacidade de luta, pareceu-nos uma tentativa de fazer algo para salvar o Brasil da tragédia. Pois, se Deus é capaz de fazer das pedras um filho de Abraão, sempre pode haver esperança de que o Onipotente transforme um homem sem muita capacidade de luta em veiculo da salvação para o país.
    Quem não tem cão, caça com gato.
    O que não significa que consideremos o ex governador de São Paulo um candidato recomendável…
    Ele só o será, se se colocar francamente contra o aborto e contra os outros horrores defendidos pelos marxistas do PT, atiçados pelos conhecidos comunistas de sacristia.
    Quando o barco está afundando, agarra-se qualquer coisa para tapar o furo do casco.
    Daí, nosso apelo a Alckmim e à sua consciência de católico, pois uma conversão é sempre possível, com a ajuda de Deus.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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