Montfort Associação Cultural

28 de julho de 2006

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Perseguição contra a Igreja

Autor: Marcelo Fedeli

  • Consulente: Anônimo
  • Idade: 19
  • Localizaçao: São Paulo – SP – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau concluído
  • Profissão: Estagiário Em Informática
  • Religião: Católica

Muito prezado prof. Orlando
Salve Maria!

Venho por meio deste e-mail deixar um desabafo pessoal meu.
É incrível como as pessoas atualmente deixam-se levar por verdades tão traiçoeiras e vêm buscando meios cada vez mais radicais para destruir a fé e a Santa Igreja! Esta semana ouvi pelo rádio uma notícia de deixar qualquer católico chocado: Um certo programa de TV, do qual não prefiro citar o nome, utilizou em suas gravações imagens de N. Sra Aparecida e de outros santos para afastar perseguição de um certo “chato” de um canal protestante. Tudo em função da busca da maldita audiência! 

Certa vez, o senhor me disse em outra carta, que a televisão é um instrumento “burrificador”, e passo a concordar com o senhor, embora tenho convicção de que tenho uma opinião formada e não me deixaria levar pela correnteza de águas sujas que a mídia empurra em nossos lares. Por isso saiba professor, que eu apoio de coração o trabalho de sua tão abençoada equipe, que me fez abrir os olhos diante desse mundo, que insiste em cada vez mais nos deixar surdos em vista da Verdade.
Só lhe peço que, se esta carta for publicada, o meu nome não fosse divulgado.
Despeço-me cordialmente colocando-os em minhas orações.

Pax Tecum.

Prezado X, salve Maria!

Agradeço sua palavras de apoio ao nosso trabalho para o qual peço também as suas orações implorando o auxílio de Deus, sem o qual nada podemos fazer.

Quanto à perseguição da doutrina da Igreja e à destruição dos valores da família e da moral na TV, pelo que nos informam, aumenta de forma constante e cada vez mais clara, como é o caso por você citado. Até quando?…

Paralelamentre, o relativismo e seu “neto”, o “LAICISMO”, difundidos pela TV e impostos numa verdadeira campanha orquestrada a todo o mundo, está chegando ao Brasil. Ainda hoje, a FSP publica notícia segundo a qual o Ministério Pública poderá exigir da USP que retire um crucifixo de uma sala de espera de um setor de atendimento popular, pois lá, por onde passam 1440 pessoas por dia, uma reclamou se dizendo “incomodada” com “aquele objeto”!…E um padre da Arquidiocese de S. Paulo aceita que o Estado seja LAICO, mas sugere verificar a “vontade do povo”… Veja se tem cabimento tal disparate saindo da boca de um sacerdote…(Vide abaixo).

Contra a PORNOGRAFIA da TV e exposta nas ruas, o Ministério Público silencia…

Rezemos para que esta Terra de Santa Cruz retorne à Igreja e repudie as heresias e imoralidades destes terríveis tempos.

In corde Iesu semper
Marcelo Fedeli



Promotor exige que USP retire crucifixo de clínica
Segundo ele, lei proíbe mistura entre Estado e igreja

JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
DA REPORTAGEM LOCAL

O Ministério Público enviou ofício à USP (Universidade de São Paulo) cobrando a retirada de um crucifixo colocado na sala de espera da clínica odontológica, por onde passam cerca de 1.400 pessoas por dia, após receber queixa de uma pessoa que alegou ter ficado incomodada com o objeto.
Procurada desde quarta pela Folha, a USP não se manifestou. Se o crucifixo continuar na clínica, a universidade será acionada pelo promotor de Justiça Sérgio Turra Sobrane.
A representação foi protocolada por Vicente Ciccone, que não quis comentar o caso. A Promotoria vai apurar eventual desprestígio a outras crenças religiosas. A queixa segue o princípio institucional de que o Estado é laico, ou seja, não poderia ostentar nem demonstrar nenhuma preferência religiosa, como diz a Constituição.
Como a USP é um órgão público, não poderia, em tese, manter o crucifixo no local.
A ligação entre Estado e a Igreja Católica chegou a constar na Constituição de 1824, ainda no Império, mas foi abolida na Constituição de 1890, a primeira da República.
Para o promotor, embora seja um costume arraigado, a legislação é clara ao não permitir que Estado e igreja se misturem, o que hoje ocorre normalmente em teocracias, como o Irã, de governo muçulmano.
“No Brasil, até prédios da Justiça costumam manter crucifixos, mas sou contra”, diz.
O padre Juarez de Castro, secretário-geral do Viricato Episcopal de Comunicação da Arquidiocese de SP, concorda que o Estado deva ser laico, mas não vê problema em manter o crucifixo. “Deve-se perguntar o que o povo quer, o crucifixo leva conforto às pessoas.”
Ateu, o professor João Zanetic, diretor da Adusp (associação dos docentes da USP), considera a questão polêmica. “Nunca discutimos isso, mas a USP deve ser laica”, afirma.
(Fonte: Folha de São Paulo)

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