Montfort Associação Cultural

11 de outubro de 2004

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Pedagogia da irresponsabilidade na Medicina-USP

Quer tenha sido assassinado, quer tenha morrido por acidente o estudante Edison Tsung-Chi Hsueh, vítima de trote nas dependências da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), quer descubram ou não quem o matou (caso a primeira hipótese proceda), não se pode negar que é essa própria instituição de ensino a responsável pela morte do calouro.
O rapaz, que não sabia nadar, apareceu morto no fundo da piscina onde os estudantes praticavam trote violento. Ora, o que se espera de uma instituição de ensino num primeiro dia de aula para alunos novatos? Que instrua, que introduza o aluno naquele universo com atividades pedagógicas, educativas, que o receba com respeito e imponha respeito.
Licenciosidade, vagabundagem, arrogância -esses os substantivos que definem a prática dos trotes nas universidades brasileiras. No caso específico da Medicina-USP, desde o início desse episódio trágico, a atitude dos alunos, e da própria direção da faculdade (de só se pronunciar depois da “sindicância interna”), trabalhou em favor da ocultação de verdades, da distorção da razão de ser dos fatos. Revelado o laudo do IML, que aponta para um possível assassinato, resolveram sair a público para gaguejar explicações.

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