Montfort Associação Cultural

25 de abril de 2007

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´Pastoral da Juventude`: Teologia da Libertação disfarçada

Autor: Orlando Fedeli

  • Consulente: Sidinei Lemes
  • Localizaçao: Mogi Guaçu – SP – Brasil
  • Escolaridade: 2.o grau concluído
  • Profissão: Montador de Móveis
  • Religião: Católica

Prezado Profº Orlando, Salve Maria!

Primeiramente gostaria de parabenizá-lo pelo site Montfort, um ótimo meio de divulgação onde encontramos como se deve viver verdadeiramente nossa religião. Que a SS. Virgem possa abençoar o Sr. Profº Orlando e sua equipe para que continue este trabalho maravilhoso de devolver aos verdadeiros CATÓLICOS a vontade de servir a Deus de maneira reta.

Profº Orlando tenho uma dúvida e gostaria que me ajudasse se for possível. Participo da Pastoral da Juventude (PJ) a sete anos e dentro desta pastoral procuro praticar os ensinamentos do Cristo da melhor maneira possível.
A PJ procura desenvolver os jovens que participam dentro dos seus grupos de base em um processo de formação integral que se divide em cinco fases a serem vividas, não de uma forma separada, mas conjuntas onde estas nos ajudam a ser pessoas e a nos espelharmos no Cristo Libertador.
Abaixo segue as 5 (cinco) dimensões:
Dimensão psico – afetiva: Esta seria a dimensão da personalização do jovem. É a constante busca por respostas. São passos cíclicos, pois na medida que me conheço tenho nas mãos o que posso entregar aos demais como dom de mim mesmo, “Amar o próximo como a si mesmo…”
O Processo de personalização inclui: Autoconhecimento: descoberta dos próprios interesses, aspirações, história, direitos, deveres, valores, sentimentos e também limitações e defeitos., autocrítica: Revisão de vida para desenvolvimento pessoal e de valores que dêem força a um estilo de vida que seja testemunho do ideal de vida proposto pelo Cristo., autovalorização: descoberta da dignidade da pessoa humana, pessoal auto-estima e atuação como um sujeito livre., auto-realização: sentir-se amado e capaz de amar, numa linha que não seja de posse; ternura e jovialidade; saber construindo o próprio futuro- opção vocacional e profissional.

Dimensão Social e Cultural: Esta etapa reponde ao que chamamos de Integração, é a capacidade de descobri o outro (A), que em nosso contexto de grupo cristão é o (A) irmão (ã) que queremos conhecer, com quem desejamos nos comunicar e estabelecer um relacionamento profundo. Esta etapa visa decolar do simples encontro ou reunião para o grupo, da equipe à comunidade. Precisar ser experimentada em nível de grupo, mas se repete também no nível mas amplo da convivência social, como parte de uma comunidade e de um povo.

Dimensão Política: Esta etapa trata de ajudar o jovem a descobrir o mundo onde vive e seu lugar nele, como sujeito da história. De formar os jovens de maneira gradual para ação sóciopolítico e para mudanças de estruturas. Inclui o fomento do senso critico e capacidade de analisar; o discernimento dês várias ideologias e o conhecimento da Doutrina Social da Igreja; e ajudar o jovem a integrar sua dimensão de fé com o compromisso sóciopolítico.

Dimensão Mística ou Teologal: A etapa da evangelização, é o processo de educação na fé, que embora dom de Deus, também requer a mediação humana (Rom. 10,14).Ninguém chega ao compromisso com a evangelização se não por passos. Os passos desse processo de evangelização são descritos por Paulo VI na Evangelii Nuntiand (Nº 21-21). Em nosso caso a evangelização corresponde:
Pré-evangelização: Preparar o terreno para criar condições para a acolhida da mensagem salvadora. Implicam em desmistificar imagens falsas de Deus e da Igreja, cristalizadas na infância, questionar a superficialidade da sua fé e despertar admiração e desejo de iniciar um caminho em grupo para seu crescimento na fé;
Re-evangelização: Anuncio de Jesus e principalmente, a explicitação deste anuncio, mediante uma catequese adequada – que leve à descoberta da verdade sobre Jesus Cristo, a Igreja e do ser humano. Esse passo deve levar a uma conversão manifestada pela mudança de mentalidade e de vida, adesão a Cristo libertador e seu Reino e à consciência de ser Igreja, optando por seguir Jesus na Comunidade;
Iniciação na Comunidade de fé: Trata-se de aprofundar, manifestar e celebrar comunitariamente. O jovem mostra que é Igreja e amadurece o sentido de sê-lo em três campos:
• Catequético: Aprofundamento de temas catequéticos compreendendo sempre mais os conteúdos da fé e dando razão dela aos demais;
• Litúrgico: Celebrando com seu povo os momentos fortes, especialmente nos Sacramentos que ele (a) vê ligado à vida;
• Profético: Confronto da vida pessoal e social com o evangelho; anuncio e denuncia e ação solidária com os pobres;
Compromisso Apostólico: Esta etapa tem como marco a conscientização do ser cristão, onde como fruto de nossas ações esta a vontade do Pai ao estilo de Jesus.

Dimensão Técnica ou Metodológica: Grande parte das dificuldades encontradas dentro das várias pastorais e movimentos é a falta de capacitação técnica de seus líderes, por isso nos preocupamos em fazer uma capacitação técnica baseada em um processo de formação integral.
O processo de capacitação tem seu inicio desde o ingresso no grupo e se faz gradativamente, na prática, na participação no grupo, em atividades formativas complementares e em ações na comunidade.
Esse processo compreende os seguintes passos:
• Participação: o autoritarismo na família, na escola, na sociedade e na própria Igreja anula a capacidade de participação do jovem. Normalmente ele chega no grupo sem nenhuma experiência de participação e com dificuldade de comunicação. O primeiro momento será de “recuperar a palavra” e aprender a viver em grupo, participar, trabalhar em conjunto.
• Ação – Coordenação: da participação na ação grupal assumindo pequenas tarefas, o jovem passará, progressivamente, a ser capaz de liderar ações e coordenar atividades, reuniões, por exemplos.
• Planejamento – organização: o processo de capacitação deve se aprofundar a ponto de o jovem ser capaz de orientar a organização da ação grupal e, depois, contribuir eficazmente na organização da comunidade e da sociedade de modo democrático e participativo.

Enfim caríssimo Profº Orlando este é um pouco do que é a PJ. Gostaria que o senhor pudesse me dizer, ela esta contrária aos princípios da Santa Madre igreja Católica, pois ouço alguns movimentos dizerem que a PJ nada mais é que uns Jovens sem nenhuma espiritualidade tentando revolucionar a Igreja. Poderia o senhor me nortear.
Agradeço-vos desde já vossa atenção e peço-vos desculpa pela extensão da carta.

Sidinei, Católico 26 anos. Mogi Guaçu São Paulo

Muito prezado Sidinei,
Salve Maria.
 
     Muito obrigado por suas palavras e pela confiança em mim depositada. 

     
O programa de Pastoral da Juventude que você me manda é uma iniciação na Telogia da Libertação feita de modo não muito disfarçado. Esse progarma nada tem de método católico. 
     Como se pretende converter as pessoas ao catolicismo se se vai falar de Cristo só na “Quarta Dimensão“?
     Para converter alguém é preciso, antes de tudo, falar de Deus, provar a sua existência, falar da Santissima Trindade, falar de Jesus Cristo como Redentor que morreu para pagar os nossos pecados e não de ideologias, compromissos políticos etc. Esse progarama é uma preparação de mentes para aderirem ao comunismo da Teologia da Libertação. Jamais aplique esse programa.
     A diocese a que pertence Mogi Guaçu é a de São João da Boa Vista?
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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